O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso nesta segunda-feira (13) por agentes do ICE, na cidade de Orlando, na Flórida. A informação foi confirmada pela Polícia Federal brasileira.
Segundo autoridades, a prisão ocorreu por irregularidades migratórias, mas envolve também cooperação entre Brasil e Estados Unidos, já que Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira.
O ex-parlamentar foi levado a um centro de detenção e ainda não há definição sobre os próximos passos do processo, que pode incluir extradição.
Condenação e fuga do Brasil
Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por participação em uma tentativa de golpe de Estado. Após a decisão, ele deixou o país antes do cumprimento da pena.
As investigações apontam que a saída ocorreu de forma clandestina, pela fronteira de Roraima com a Guiana, de onde seguiu para os Estados Unidos.
Desde então, ele era considerado foragido e estava na mira das autoridades brasileiras, que já haviam solicitado sua extradição ao governo norte-americano no fim de 2025.
A inclusão do nome na lista da Interpol também ampliou a possibilidade de prisão fora do país.
Situação nos EUA e possível extradição
A detenção pelo ICE indica que, além da condenação no Brasil, Ramagem estaria em situação migratória irregular nos Estados Unidos.
Autoridades brasileiras agora aguardam informações sobre como será conduzido o processo — se ele será deportado por questões migratórias ou extraditado para cumprir a pena no Brasil.
Até o momento, não há prazo definido para uma eventual transferência.
Quem é Alexandre Ramagem
Delegado da Polícia Federal desde 2005, Ramagem ganhou projeção nacional ao assumir a direção da Agência Brasileira de Inteligência durante o governo de Jair Bolsonaro.
Ele também chefiou a segurança do então candidato presidencial em 2018 e chegou a ser indicado para dirigir a Polícia Federal, mas a nomeação foi barrada pelo STF.
Eleito deputado federal em 2022, teve o mandato cassado em 2025 após a condenação criminal.
Investigações também apontam sua atuação em um esquema de monitoramento ilegal de adversários políticos, no caso que ficou conhecido como “Abin paralela”.






