O Cruzeiro voltou à Copa Libertadores com vitória importante por 1 a 0 sobre o Barcelona de Guayaquil, no Equador, e ganhou fôlego em meio a um início de temporada instável.
Mesmo sem grande brilho, o time comandado por Artur Jorge mostrou controle da partida em boa parte do tempo e soube aproveitar o momento certo para decidir o jogo. O gol da vitória saiu no segundo tempo, com Matheus Pereira, após cruzamento preciso de Fagner.
A atuação teve um peso ainda maior pelo contexto recente. O Cruzeiro vinha pressionado após goleada sofrida para o São Paulo e enfrentava um ambiente interno conturbado, agravado por questões disciplinares no elenco. A resposta em campo, mesmo sem espetáculo, foi considerada essencial.
Mudanças surtiram efeito
Artur Jorge promoveu alterações na equipe titular, apostando em nomes como Lucas Silva e Jonathan Jesus, além de dar espaço a Fagner. As mudanças deram mais consistência ao time, especialmente no controle do jogo e na organização defensiva.
Mesmo com dificuldades ofensivas em alguns momentos — principalmente com Kaio Jorge e o próprio Matheus Pereira abaixo do esperado no início —, o Cruzeiro criou oportunidades suficientes para construir um placar mais confortável.
Na defesa, a equipe também se mostrou segura. Quando exigido, o goleiro Matheus Cunha respondeu bem e garantiu o resultado positivo fora de casa.
Além de largar bem no chamado “grupo da morte”, o resultado representa um impulso importante para um time que ainda busca regularidade em 2026. A comemoração após o apito final evidenciou o peso emocional da vitória.
O Cruzeiro agora terá uma sequência decisiva de três partidas no Mineirão — contra RB Bragantino, Universidad Católica e Grêmio — vista internamente como oportunidade ideal para consolidar a retomada na temporada.
A atuação no Equador não foi exuberante, mas teve o que muitas vezes decide jogos de Libertadores: controle, competitividade e eficiência.






