Sem resultados
Ver todos os resultados
O Folha de Minas
  • Notícias
    • Gerais
    • Agropecuária
    • Brasil
    • Cidades
    • Economia
    • Internacional
    • Política
    • Turismo
  • Esportes
  • Cultura e Entretenimento
  • Educação
  • Ciência e Tecnologia
  • Saúde
  • Colunas
    • Ediel Ribeiro
    • Lenin Novaes
    • Nilson Lattari
    • Geraldo Ribeiro
    • Denise Carvalho
    • João Baptista Herkenhoff
  • Notícias
    • Gerais
    • Agropecuária
    • Brasil
    • Cidades
    • Economia
    • Internacional
    • Política
    • Turismo
  • Esportes
  • Cultura e Entretenimento
  • Educação
  • Ciência e Tecnologia
  • Saúde
  • Colunas
    • Ediel Ribeiro
    • Lenin Novaes
    • Nilson Lattari
    • Geraldo Ribeiro
    • Denise Carvalho
    • João Baptista Herkenhoff
Sem resultados
Ver todos os resultados
O Folha de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Notícias Agropecuária

Calor extremo prejudica lavouras e aumenta riscos à produção de alimentos, alerta climatologista

Por Redação
22 de fevereiro de 2025 - 17:01
em Agropecuária

Jaelson Lucas/AEN 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Belo Horizonte – O calor intenso dos últimos dias tem afetado lavouras de soja, milho e arroz na Região Sul do Brasil, além de plantações de café e frutas na Região Sudeste. A climatologista Francis Lacerda, do Instituto Agronômico de Pernambuco, alerta que os impactos das mudanças climáticas na produção agrícola têm se intensificado a cada ano, prejudicando a segurança alimentar no país.

De acordo com Lacerda, as práticas de agroecologia podem ajudar a mitigar esses efeitos e reduzir a ameaça de insegurança alimentar, embora ela enfatize que o tempo para agir está se esgotando. “Existem estratégias que podem ainda reduzir esses impactos. Eu digo ‘ainda’ porque, em breve, será tarde demais”, adverte.

A climatologista destaca o reflorestamento como a principal medida para combater as mudanças climáticas. Ela explica que uma das práticas adotadas na agroecologia é o consórcio de culturas, onde árvores frutíferas são plantadas ao lado de leguminosas, como feijão e milho, criando um ecossistema que favorece a interação entre as plantas. “Essas plantas se ajudam mutuamente: algumas buscam água mais profunda, outras se beneficiam da sombra proporcionada pelas árvores grandes”, explica Lacerda.

Além disso, ela aponta que a diversificação de culturas favorece a fertilidade e a proteção do solo, ao mesmo tempo em que reduz os riscos de pragas e doenças. “Isso contribui para a redução do uso de agrotóxicos e oferece vantagens ambientais e financeiras para os agricultores, como menores custos e uma colheita diversificada, o que ajuda a mitigar os riscos econômicos causados pelas condições climáticas extremas”, completa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O impacto das mudanças climáticas nos agricultores familiares
Lacerda observa que a maioria dos alimentos consumidos pelas famílias brasileiras é produzida por agricultores familiares, que enfrentam grandes desafios devido às mudanças climáticas. “Eles não conseguem mais seguir os calendários agrícolas tradicionais de plantio e colheita. Quando há ondas de calor, a população de organismos no ecossistema, como insetos e bactérias, aumenta significativamente e acaba destruindo a produção”, destaca.

A climatologista também defende a adoção de políticas públicas que implementem tecnologias para garantir que as comunidades possam captar e armazenar sua própria água e gerar a energia necessária, diminuindo sua vulnerabilidade aos efeitos climáticos.

“É essencial dar autonomia aos agricultores para que possam produzir seu próprio alimento em condições adversas e realizar o reflorestamento de suas propriedades. Essa prática é acessível e os agricultores estão dispostos a adotá-la”, afirma Lacerda.

A ameaça à biodiversidade
Enquanto soluções mais amplas não são implementadas, algumas espécies vegetais endêmicas dos biomas brasileiros estão desaparecendo, incluindo aquelas adaptadas a condições de seca e calor. “O umbuzeiro, por exemplo, que é uma planta típica do semiárido e armazena água em suas raízes, está sumindo porque não consegue mais se adaptar às mudanças climáticas atuais”, observa a climatologista.

Lacerda conclui que as lições aprendidas com as práticas agrícolas no campo podem ser aplicadas ao meio urbano, por meio da criação de espaços para cultivo, como quintais produtivos e farmácias vivas. No entanto, ela ressalta a importância de políticas públicas que orientem e financiem essas iniciativas.

“Quem tem recursos compra sua comida, mas sem justiça social não podemos combater as mudanças climáticas. Devemos pensar em soluções inovadoras para garantir a segurança hídrica, energética e alimentar tanto no campo quanto na cidade”, finaliza.
 

Tags: agricultura familiaragroecologiaBiodiversidadecalorMudanças Climáticaspolíticas públicasreflorestamentossegurança alimentarumbuzeiro
Redação

Redação

Central de jornalismo

MATÉRIAS RELACIONADAS

Governo declara emergência em quatro cidades de SC após foco de doença de Newcastle
Agropecuária

Governo declara emergência em quatro cidades de SC após foco de doença de Newcastle

Por Redação
20 de outubro de 2026 - 17:09
Agropecuária

Queijos sem inspeção sanitária representam risco à saúde e preocupam autoridades

Por Redação
30 de junho de 2026 - 11:47

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • Como anunciar
  • Contato
  • Sobre
  • Expediente
  • Política Editorial
  • Política de Correções

© 2026 Badu Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
O Folha de Minas | (31) 3831-7884
Comercial: folhamg@ofolhademinas.com.br
Sugestão de Pauta / Outros assuntos: redacao@ofolhademinas.com.br

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Política
  • Internacional
  • Economia
  • Saúde
  • Cidades
  • Cultura e Entretenimento
  • Esportes
  • Turismo
  • Ciência e Tecnologia

© 2026 Badu Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
O Folha de Minas | (31) 3831-7884
Comercial: folhamg@ofolhademinas.com.br
Sugestão de Pauta / Outros assuntos: redacao@ofolhademinas.com.br