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Home Notícias Economia

BC: juros dos empréstimos tendem a cair depois da alta de janeiro

Por Redação
23 de fevereiro de 2017 - 14:41
em Economia
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Depois da alta em janeiro, as taxas de juros dos empréstimos devem cair nos próximos meses. A afirmação é do chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel.

Em janeiro, a taxa média de juros para as famílias ficou em 72,7% ao ano, com alta de 1 ponto percentual em relação a dezembro. A taxa mais alta para as pessoas físicas – a do rotativo do cartão de crédito – bateu novo recorde ao ficar em 486,8% ao ano, em janeiro, com aumento de 2,2 pontos percentuais em relação ao final do ano passado.

Para Maciel, nos próximos meses, as taxas de juros vão cair acompanhando o ciclo de corte na taxa básica de juros, (Selic). Ontem, o BC reduziu novamente a Selic em 0,75 ponto percentual para 12,15% ao ano.

Segundo Maciel, é comum haver em janeiro aumento dos juros dos empréstimos. Isso acontece porque em janeiro os clientes das instituições financeiras voltam a usar modalidades de crédito rotativo (cheque especial e rotativo do cartão de crédito) com taxas mais caras, depois de quitar essas dívidas com o 13º salário. “O rotativo tem taxa de juros mais alta. No fim do ano, com o décimo terceiro, as pessoas pagam esses empréstimos rotativos, e o peso deles em dezembro diminui. Em janeiro, há a retomada dessas modalidades com juros mais altos. Isso faz com que a média de janeiro suba”, disse Maciel.

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Maciel acrescentou que, na alta em janeiro, também os juros sofrem influência da mudança de perfil do tomador de crédito, com risco maior de inadimplência, o que leva os bancos a subirem os juros.

Saldo do crédito

O saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos ficou em R$ 3,073 trilhões, com queda de 1% em janeiro, comparado a dezembro. Em 12 meses, a retração ficou em 3,9%.

“O mês de janeiro é mais fraco para o crédito. Isso está associado claramente à própria atividade econômica”, disse Maciel. Ele explicou que essa retração decorre dos empréstimos às empresas, com menos empréstimos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Outro efeito citado por Maciel é o da queda do dólar, que reduz o saldo dos empréstimos atrelados à moeda.

Maciel disse que há sinais de retomada do crédito ligado à atividade econômica como o capital de giro. “Tendo em vista uma perspectiva de retomada da atividade econômica, é um bom sinal”, disse Maciel.

Redação

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