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Home Notícias Economia

Mercado reduz previsão da inflação pela primeira vez em quatro meses, mas índice segue acima da meta

Boletim Focus aponta leve recuo na projeção do IPCA para 2026; expectativa para juros, dólar e crescimento da economia permanece praticamente estável

Por Redação
6 de julho de 2026 - 10:02
em Economia

Foto: Joedson Alves/ABR. 

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Depois de quatro meses seguidos de revisões para cima, o mercado financeiro reduziu, ainda que de forma discreta, a previsão para a inflação brasileira em 2026. A nova estimativa consta no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central, que reúne semanalmente as expectativas de instituições financeiras e consultorias econômicas.

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o indicador oficial da inflação no país, passou de 5,33% para 5,30%. É a primeira redução registrada após 16 semanas consecutivas de estabilidade ou alta nas previsões.

Apesar do recuo, a expectativa do mercado continua acima do teto da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para este ano, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Inflação ainda preocupa para os próximos anos

As projeções para os anos seguintes mostram um cenário de desaceleração gradual, mas ainda distante da meta central perseguida pelo Banco Central.

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Para 2027, a expectativa de inflação subiu levemente, passando de 4,17% para 4,18%. Já para 2028 e 2029, os analistas mantiveram as previsões em 3,7% e 3,5%, respectivamente.

Embora a trajetória indique redução ao longo dos próximos anos, os números revelam que o mercado ainda não espera uma convergência rápida da inflação ao centro da meta.

Mercado mantém expectativa de queda da Selic

No cenário dos juros, os economistas consultados pelo Banco Central mantiveram a projeção para a taxa básica da economia.

A expectativa é de que a Selic encerre 2026 em 14% ao ano, abaixo da taxa atual de 14,25%, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião de junho.

A próxima decisão sobre os juros será anunciada após a reunião marcada para os dias 4 e 5 de agosto.

Para os anos seguintes, as projeções também permaneceram inalteradas: 12% em 2027, 10,5% em 2028 e 10% em 2029.

Crescimento econômico segue próximo de 2%

As perspectivas para a atividade econômica sofreram poucas alterações.

O mercado manteve em 1,99% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Para 2027, houve uma pequena revisão positiva, de 1,68% para 1,69%.

Já as estimativas para 2028 e 2029 seguem em 2% ao ano, indicando expectativa de expansão moderada da economia brasileira no médio prazo.

Dólar permanece estável nas projeções

As previsões para a cotação da moeda norte-americana praticamente não mudaram em relação à semana anterior.

O mercado continua projetando o dólar a R$ 5,20 no fim de 2026. Para 2027, a expectativa permanece em R$ 5,58, enquanto as estimativas para 2028 e 2029 seguem em R$ 5,35 e R$ 5,40, respectivamente.

O Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central e consolida as expectativas de mais de uma centena de instituições financeiras sobre os principais indicadores da economia brasileira. Embora não represente projeções oficiais do governo, o relatório é acompanhado de perto por investidores, empresas e formuladores de políticas econômicas por servir como termômetro das perspectivas do mercado.

Tags: Banco Centralboletim Focusdólareconomia brasileirainflaçãoIPCAmercado financeiroPIBSelic
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