A última rodada da primeira fase do Campeonato Mineiro promete tensão para o Atlético-MG. Em meio à disputa por vaga na semifinal, o Galo entra em campo sabendo que não depende apenas de si para seguir sonhando com o heptacampeonato estadual. Além de fazer a própria parte, o time alvinegro precisará acompanhar de perto outros jogos — inclusive um confronto envolvendo o maior rival.
Com 11 pontos, o Atlético ocupa a segunda colocação do Grupo A, atrás da URT apenas no critério de número de vitórias. Na rodada decisiva, o Galo enfrenta o Itabirito, fora de casa, enquanto a equipe de Patos de Minas recebe o Cruzeiro. É justamente nesse duelo que mora parte da esperança atleticana.
Cenários para a liderança da chave
Para terminar a fase classificatória em primeiro lugar do grupo, o Atlético precisa vencer seu compromisso e torcer para que a URT não vença o Cruzeiro. Um empate em Patos de Minas já seria suficiente para o Galo assumir a ponta, desde que conquiste os três pontos diante do Itabirito. Caso a URT seja derrotada, o Atlético ainda pode garantir a liderança até mesmo com um empate, dependendo dos demais resultados da rodada.
O cálculo, no entanto, vai além do próprio grupo. Para sonhar com a melhor campanha geral da primeira fase, o Atlético teria de vencer, chegar aos 14 pontos e contar com uma série de tropeços de adversários diretos, como empates em URT x Cruzeiro e em América-MG x North, além de um resultado negativo do Tombense contra o Athletic.
Alternativa passa pelo segundo melhor geral
Se não conseguir superar a URT, o Galo ainda pode avançar como um dos melhores segundos colocados. O problema é que essa vaga, no momento, pertence ao Tombense, que também soma 11 pontos, mas leva vantagem no número de vitórias. O Atlético venceu apenas duas partidas até aqui, o que torna a missão mais delicada.
Nesse cenário, vencer o Itabirito é obrigatório. Mesmo assim, o time alvinegro dependeria de tropeços do América-MG ou do próprio Tombense. Em caso de empate, a combinação se torna ainda mais improvável, exigindo resultados favoráveis em três jogos diferentes.
Histórico pesa a favor — mas não garante
Hexacampeão mineiro, o Atlético carrega uma longa sequência de classificações às semifinais do Estadual. O clube não fica fora dessa fase há quase 30 anos, desde 1997, quando foi eliminado pelo Villa Nova em um formato diferente de competição. A tradição, porém, não entra em campo — e o Galo sabe que precisará transformar cálculos em futebol para evitar um desfecho precoce.
A rodada final reserva um domingo de rádio ligado, olho na tabela e nervos à flor da pele para a torcida atleticana. Entre contas, combinações e rivalidade, o Mineiro promete emoção até o último apito.






