Um ataque militar conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã desencadeou uma nova escalada de violência no Oriente Médio neste sábado (28), gerando pânico entre civis e tensões globais crescentes. As ofensivas, descritas pelos líderes dos dois países como operações de grande escala para conter ameaças ao Ocidente, atingiram múltiplos alvos em solo iraniano, incluindo a capital Teerã.
Explosões foram ouvidas em várias cidades iranianas logo pela manhã, e colunas de fumaça foram vistas subindo no horizonte de Teerã, enquanto residentes buscavam abrigos e faziam longas filas em postos de combustíveis, tentando deixar áreas urbanas em busca de segurança.
O ataque conjunto — descrito pelo presidente norte-americano como o início de “operações de combate de grande magnitude” — teria atingido, inclusive, áreas próximas aos escritórios do líder supremo aiatolá Ali Khamenei, embora autoridades iranianas afirmem que ele e o presidente Masoud Pezeshkian estejam seguros.
Retaliação e tensão regional
Pouco depois das ofensivas, o Irã lançou mísseis e drones contra alvos militares israelenses e bases norte-americanas no Oriente Médio. A guarda revolucionária iraniana afirmou ter atacado instalações em vários países, incluindo uma base da Marinha dos Estados Unidos no Bahrein, onde uma grande coluna de fumaça foi filmada após os impactos.
Relatos de mídia estatal iraniana também apontam que mísseis foram disparados contra bases aéreas dos Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait e Bahrein, como parte da resposta iraniana aos ataques.
Em Israel, sirenes soaram em várias localidades, e o país declarou estado de alerta máximo. Escolas foram fechadas, espaços aéreos foram temporariamente suspensos e a população foi orientada a buscar abrigo.
Reações e chamadas pela diplomacia
Líderes europeus, incluindo os dos Reino Unido, França e Alemanha, pediram a retomada das negociações diplomáticas com o Irã na tentativa de diminuir a escalada e evitar uma guerra de maiores proporções na região.
Ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores de países do União Europeia e mediadores como o Omã solicitaram um cessar-fogo imediato e urgência na convocação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para debater a crise.
Medo entre civis
Nas ruas de cidades iranianas, moradores relataram medo e incerteza. Famílias tentavam reorganizar rotinas, com mulheres e crianças sendo levadas para casas de parentes ou providenciando rotas de fuga para fronteiras internacionais. Autoridades de segurança emitiram alertas para possíveis continuação dos ataques, pedindo que civis se deslocassem para áreas consideradas mais seguras.
O ataque ocorre em um contexto de intensas negociações sobre o programa nuclear iraniano, após rodadas de conversas em Genebra não terem resultado em um acordo definitivo.






