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Home Colunas

A brutal morte do congolês

Por Lenin Novaes
2 de fevereiro de 2022 - 18:55
em Colunas

O imigrante congolês Moïse, à esquerda, com o irmão Djodjo, de roupa vermelha, e o irmão caçula, de sete anos. (Foto de arquivo pessoal)  

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– Athaliba, a cidade do Rio de Janeiro expôs ao mundo mais um trágico episódio de extrema violência: a brutal morte do congolês Moïse Kabamgabe. Ele foi espancado a pauladas até a morte. Telejornais exibiram a selvageria gravada pelo vídeo da câmara de segurança do quiosque Tropicália, na orla da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, onde a vítima sofreu a agressão. Imobilizado por golpe de luta “mata-leão” e balbuciando que estava morrendo, Moïse bateu várias vezes no chão com a mão espalmada, pedindo clemência. Já não demonstrava mais resistência à defesa da própria vida. Os agressores, no entanto, continuaram o linchamento, espancando-o nas costas. Depois, o corpo foi amarrado com cordas e jogado sob a escadaria do quiosque.

– Marineth, isso é barbárie. É difícil imaginar que uma cena dessas fosse concebida em roteiro de filme. Mas, no Rio de Janeiro, essa é a realidade da violência urbana, escancarada aos olhos do mundo. Faz parte da vida cotidiana e parece não causar indignação e revolta à maioria da população. Refém do domínio imposto por gangues armadas de narcotraficantes e milicianos, que colocam as autoridades públicas acuadas e de joelhos nos gabinetes.

– Athaliba, o assassinato causou manifestações de repúdio nas redes sociais. Infelizmente, as redes sociais tornaram-se canais de baixaria, alimentados, atualmente, pelo Big Brother Brasil, reality show explorado pela TV Globo. O Moïse tinha 24 anos e veio da República Democrática do Congo, na África, para o Brasil, com irmãos, em 2011. Em 2014 eles conseguiram trazer a mãe Ivana Lay. A comunidade congolesa disse, em nota, que “ato brutal não somente manifesta o racismo estrutural da sociedade brasileira, mas, claramente, demonstra a xenofobia dentro das suas formas contra os estrangeiros”. E a mãe Lay, em prantos, desabafou: “Meu filho cresceu aqui, estudou aqui. Todos os amigos dele são brasileiros. Mas, hoje, é vergonha. Mataram Moïse e quero justiça”.

– Afinal, Marineth, qual a motivação do bárbaro assassinato? Os matadores foram presos?

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– O imigrante Moïse foi cobrar dívida de R$200,00 pelo trabalho no quiosque, Athaliba. Na larga maioria dos quiosques nas orlas das praias, os empregados não recebem salários. Ganham diárias e não têm a carteira de Trabalho assinada. O congolês, após discussão, foi espancado a golpes de chutes e pauladas, inclusive com taco de beisebol, por 15 minutos. O crime ocorreu na noite de segunda-feira, 24/1, e na manhã do dia seguinte a família soube da sua morte. A polícia prendeu os assassinos Fábio Pirineus da Silva, o Belo; Brendon Alexander Luz da Silva, o Tota; e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o Dezenove. Indiciados pela Delegacia de Homicídios, eles irão responder por homicídio duplamente qualificado.

– O dono do quiosque Tropicália não foi indiciado, Marineth?

– Athaliba, ele não estava no local. E, ao entregar a gravação da câmara de segurança à polícia, disse que o congolês já não trabalhava no quiosque dele. E, sim, no Biruta, o quiosque do lado. Ambos os quiosques foram interditados. E a polícia está apurando denúncia de que diversos dos quiosques nas orlas das praias na Zona Sul do Rio de Janeiro são explorados por milicianos. Fiscais do Ministério do Trabalho deverão fazer uma varredura nos locais para apurar a falta de vínculo empregatício dos empregados. Também agentes da Prefeitura do Rio, juntamente com os fiscais da Vigilância Sanitária, deverão percorrer todos os quiosques para checar os verdadeiros proprietários e a qualidade dos serviços.

– Marineth, o brutal assassinato do imigrante Moïse expõe mais um lado podre da cidade, encoberto pela beleza das praias que atraem turistas de vários países e, inclusive, do próprio Brasil. Nem tudo é o que se vê, né?

– Infelizmente, Athaliba. No Congresso Nacional, o brutal assassinato do imigrante fez com que os presidentes da Comissão Mista Permanente sobre Migrações Internacionais e Refugiados e da Comissão de Direitos Humanos, respectivamente, senadores Paulo Paim e Humberto Costa se manifestassem sobre o crime. Para o deputado federal Marcelo Freixo, que presidiu a CPI das Milícias e deve ser candidato a governador do Rio, nas eleições de outubro, “o assassinato foi selvagem e o caso não pode ficar impune”.

– Marineth, o Rio de Janeiro continua de ponta-cabeça, vilipendiado pelos ex-governadores Moreira Franco, Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão, Antony Garotinho, Rosinha Garotinho e o ex-juiz Wilson Witzel. Todos acusados na justiça por crimes de corrupção. O RJ é recuperável?

Tags: ColunaLenin Novaes
Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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