Sem resultados
Ver todos os resultados
O Folha de Minas
  • Notícias
    • Gerais
    • Agropecuária
    • Brasil
    • Cidades
    • Economia
    • Internacional
    • Política
    • Turismo
  • Esportes
  • Cultura e Entretenimento
  • Educação
  • Ciência e Tecnologia
  • Saúde
  • Colunas
    • Ediel Ribeiro
    • Lenin Novaes
    • Nilson Lattari
    • Geraldo Ribeiro
    • Denise Carvalho
    • João Baptista Herkenhoff
  • Notícias
    • Gerais
    • Agropecuária
    • Brasil
    • Cidades
    • Economia
    • Internacional
    • Política
    • Turismo
  • Esportes
  • Cultura e Entretenimento
  • Educação
  • Ciência e Tecnologia
  • Saúde
  • Colunas
    • Ediel Ribeiro
    • Lenin Novaes
    • Nilson Lattari
    • Geraldo Ribeiro
    • Denise Carvalho
    • João Baptista Herkenhoff
Sem resultados
Ver todos os resultados
O Folha de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Notícias Brasil

Dorothy Stang: 20 anos após sua morte, legado de luta permanece vivo

Missionária foi assassinada em 2005 no Pará; conflitos agrários ainda persistem

Por Redação
12 de fevereiro de 2025 - 08:02
em Brasil

CPT/Divulgação 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Brasília –  Duas décadas após o assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, seu legado de luta em defesa das comunidades assentadas e da Amazônia segue vivo. Morta em 12 de fevereiro de 2005, na cidade de Anapu (PA), a religiosa da Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namur vivia um momento de esperança com a implementação de projetos agroflorestais na região. A ativista e missionária Jean Ann Bellini, da coordenação da Comissão Pastoral da Terra (CPT), lembra que Dorothy defendia um modelo sustentável para a sobrevivência das comunidades locais.

Os fazendeiros Vitalmiro Bastos de Moura e Regivaldo Pereira Galvão foram apontados como mandantes do crime e condenados pela Justiça. Segundo Bellini, Dorothy acreditava na agrofloresta como uma alternativa viável para conciliar produção agrícola e preservação ambiental. “Ela se entusiasmava com a ideia de integrar culturas anuais com árvores nativas, como castanheiras e cupuaçuzeiros”, recorda a missionária, que na época trabalhava no interior do Mato Grosso.

Conflitos agrários persistem

Mesmo após a morte de Dorothy, os conflitos no campo não cessaram. Bellini afirma que, apesar do avanço das políticas públicas, a pressão de grandes proprietários de terra intensificou-se na região. “Na época, Anapu era uma área pouco explorada, com muitas terras federais. A ausência do Estado facilitava a ocupação irregular”, explica.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) propôs a criação de assentamentos voltados para a preservação da floresta, mas enfrentou resistência. “Entre os assentados, havia aqueles que priorizavam o modelo convencional de exploração, buscando lucro imediato, o que gerou embates”, analisa Bellini. Para ela, a disputa entre os modelos de uso da terra ainda persiste, com fazendeiros pressionando comunidades agroflorestais a abandonarem suas práticas sustentáveis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Amazônia ameaçada

Desde a morte da missionária, Bellini visitou Anapu três vezes. A ativista destaca que a infraestrutura da cidade permanece precária, mas a exploração madeireira e a especulação fundiária cresceram. “A Transamazônica continua sendo estrada de chão, mas a quantidade de carretas transportando madeira e material de construção impressiona. O ‘desenvolvimento’ segue um modelo predatório”, critica.

Dorothy Stang era conhecida pelo seu compromisso com a justiça social e a preservação ambiental. “Ela tinha amor pelas famílias e queria acelerar os projetos sustentáveis. Defendia que a luta pela terra deveria ser coletiva, garantindo um futuro para as próximas gerações”, ressalta Bellini.

A morte da missionária reforçou a necessidade de proteger lideranças comunitárias e fortalecer redes de apoio. “As comunidades entenderam que não podem expor demais uma única liderança. A luta precisa ser compartilhada por todos”, pontua a ativista.

Violência no campo cresce

Os dados mais recentes da Pastoral da Terra, divulgados em 2023, indicam que os conflitos agrários continuam em alta. Foram registradas 2.203 disputas no campo, um aumento em relação a 2022, quando ocorreram 2.050 casos. A Bahia lidera o ranking de estados com maior número de conflitos (249), seguida do Pará (227).

A violência contra pessoas também preocupa. Em 2023, houve 554 registros, incluindo 31 assassinatos, uma redução de 34% em comparação com os 47 homicídios de 2022. O uso de agrotóxicos foi a principal forma de violência, vitimando 336 pessoas. Além disso, foram registradas 218 ameaças de morte, 194 casos de intimidação e 160 processos de criminalização de líderes comunitários.

A luta de Dorothy Stang e de tantas outras lideranças segue viva, mas os desafios persistem. A preservação da floresta e a defesa dos direitos das comunidades continuam no centro das disputas pelo futuro da Amazônia.

*Com informações da Agência Brasil

Tags: AgroflorestaAmazôniaassassinatoConflitos agráriosDorothy StangExploração fundiáriajustiça socialPastoral da TerraReforma agráriaSustentabilid
Redação

Redação

Central de jornalismo

MATÉRIAS RELACIONADAS

Brasil

PGR pede ao STF rejeição de recurso de Bolsonaro e defende manutenção de condenação por trama golpista

Por Redação
17 de junho de 2026 - 08:47
Apreensão de 2,7 toneladas de cocaína leva PF a desarticular esquema internacional de tráfico
Brasil

PF prende casal acusado de integrar esquema que usava alvarás falsos para libertar presos no Rio

Por Redação
17 de junho de 2026 - 07:55

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

  • Mbappé brilha, bate recorde e França estreia com vitória na Copa do Mundo

    Mbappé brilha, bate recorde e França estreia com vitória na Copa do Mundo

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • Neymar reaparece em treino da Seleção, mas segue fora dos planos para duelo contra o Haiti

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • MEC amplia prazo para pagamento da taxa do Enem 2026 até 22 de junho

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • Cuba discute maior reforma econômica em décadas para enfrentar crise agravada por sanções dos EUA

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • Messi marca três vezes, entra para a história e conduz Argentina em estreia dominante na Copa

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0

Recomendado

Cuba discute maior reforma econômica em décadas para enfrentar crise agravada por sanções dos EUA

Cuba discute maior reforma econômica em décadas para enfrentar crise agravada por sanções dos EUA

22 horas atrás

Prazo para inscrição no Enem 2026 termina nesta sexta-feira

6 dias atrás
Apreensão de 2,7 toneladas de cocaína leva PF a desarticular esquema internacional de tráfico

Apreensão de 2,7 toneladas de cocaína leva PF a desarticular esquema internacional de tráfico

7 dias atrás
  • Como anunciar
  • Contato
  • Sobre
  • Expediente
  • Política Editorial
  • Política de Correções

© 2026 Badu Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
O Folha de Minas | (31) 3831-7884 | folhamg@ofolhademinas.com.br
redacao@ofolhademinas.com.br

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Política
  • Internacional
  • Economia
  • Saúde
  • Cidades
  • Cultura e Entretenimento
  • Esportes
  • Turismo
  • Ciência e Tecnologia

© 2026 Badu Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
O Folha de Minas | (31) 3831-7884 | folhamg@ofolhademinas.com.br
redacao@ofolhademinas.com.br