A Argentina começou a caminhada em busca do tetracampeonato da Copa do Mundo da forma que sua torcida sonhava: com vitória convincente, liderança do grupo e uma atuação histórica de Lionel Messi.
Na noite desta terça-feira (16), em Kansas City, os argentinos derrotaram a Argélia por 3 a 0 pela primeira rodada do Grupo J. Os três gols foram marcados pelo camisa 10, que transformou a estreia em mais um capítulo memorável de sua trajetória nos Mundiais.
Aos 38 anos e disputando a sexta Copa do Mundo da carreira, Messi igualou o alemão Miroslav Klose como maior artilheiro da história da competição, chegando a 16 gols em Mundiais. O craque também ampliou outro recorde pessoal ao alcançar 27 partidas disputadas em Copas, marca inédita no futebol masculino.
Argentina encerra tabu que perseguia campeões mundiais
Além do brilho individual de Messi, o resultado teve significado especial para a seleção argentina.
Nas duas ocasiões anteriores em que entrou em campo como atual campeã do mundo, a Albiceleste tropeçou logo na estreia. Em 1982, após conquistar o Mundial de 1978, foi derrotada pela Bélgica. O mesmo aconteceu em 1990, quando perdeu para Camarões depois do título conquistado no México em 1986.
Desta vez, o roteiro foi diferente.
A equipe comandada por Lionel Scaloni controlou a partida desde os primeiros minutos, teve mais posse de bola e encontrou na movimentação de Messi e na qualidade do meio-campo formado por Rodrigo De Paul, Enzo Fernández e Alexis Mac Allister o caminho para neutralizar qualquer tentativa de reação argelina.
Dois gols anulados e um início eletrizante
O placar poderia ter sido aberto muito antes.
Em menos de dez minutos, a bola balançou as redes duas vezes. Primeiro com Messi e depois com Fares Chaibi, principal jogador da Argélia na partida. Nos dois lances, porém, o impedimento foi confirmado após revisão da arbitragem.
O susto inicial não abalou os argentinos.
Aos 16 minutos, Rodrigo De Paul encontrou Messi entre as linhas defensivas. O camisa 10 avançou com liberdade até a entrada da área e finalizou com precisão no canto esquerdo de Luca Zidane, goleiro argelino e filho do lendário ex-jogador francês Zinedine Zidane.
O gol mudou completamente o cenário do confronto.
Com a vantagem, a Argentina passou a controlar o ritmo da partida, valorizando a posse de bola e obrigando a Argélia a correr atrás do prejuízo.
Messi transforma segundo tempo em espetáculo
Se o primeiro tempo foi de controle argentino, a etapa final virou um show particular do principal jogador da equipe.
Aos 14 minutos, Alexis Mac Allister arriscou de fora da área. Luca Zidane deu rebote e Messi apareceu livre para marcar o segundo gol da noite.
A Argélia tentou reagir, mas encontrou dificuldades para superar a organização defensiva liderada por Cristian Romero e Nicolás Otamendi. O goleiro Emiliano Martínez praticamente não foi exigido durante toda a partida.
O terceiro gol veio aos 30 minutos.
Após troca rápida de passes, Nico González serviu Messi na entrada da área. O camisa 10 dominou e bateu rasteiro, sem chances para o goleiro, completando o hat-trick que coroou sua atuação histórica.
Scaloni elogia maturidade da equipe
A imprensa esportiva argentina destacou após a partida a maturidade demonstrada pela equipe na estreia. Veículos como o diário esportivo Olé e o TyC Sports ressaltaram a capacidade da seleção de controlar emocionalmente a partida mesmo diante da pressão natural de estrear defendendo um título mundial.
Também chamou atenção o entrosamento mantido pela base campeã da Copa do Catar e bicampeã da Copa América, algo apontado por analistas internacionais como uma das principais armas da Argentina para tentar repetir a conquista em 2026.
Próximos desafios
Com os três pontos conquistados, a Argentina assume a liderança provisória do Grupo J e segue nos Estados Unidos para enfrentar a Áustria na próxima rodada.
Já a Argélia buscará recuperação diante da Jordânia, em confronto que pode ser decisivo para suas pretensões de classificação.
Enquanto isso, o mundo do futebol volta suas atenções para Messi. Em uma Copa marcada pela despedida de uma geração histórica, o craque argentino mostrou que continua capaz de decidir jogos em alto nível e segue firme na busca por ampliar ainda mais sua coleção de recordes.





