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Home Notícias Política

Ex-vereador denuncia Damon no Ministério Público e entrega pilhas de documentos

Por Redação
24 de janeiro de 2017 - 11:44
em Política
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O ex-vereador Luiz Cipriano Fernandes, “Ki-Suco”, denunciou ao Ministério Público o ex-prefeito de Itabira Damon Lázaro de Sena (PV) por supostas irregularidades a frente da administração pública. Essa é mais uma dentre tantas outras que tramitam no órgão contra o ex-prefeito.

Luiz Ki-Suco denunciou ao Ministério Público irregularidades do governo Damon. (Foto: Ageu Ebert)

 

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Na denúncia formulada por Ki-Suco ele informa ao Ministério Público que foi convidado por Damon para trabalhar na construção do campus da Unifei e contratado pela Construtora RDR. Segundo o ex-vereador, depois de contratado, Damon o encarregou de fiscalizar obras da prefeitura que nada tinham a ver com a construção do campus universitário e assim trabalhou de agosto de 2014 a setembro de 2015. Neste período o ex-vereador foi o responsável por contratos, fiscalização, medição e liberação de obras, embora a empresa pela qual era contratado não tivesse nada a ver com as demais obras da prefeitura.

Depois de demitido pela empresa em setembro, o prefeito pediu ao ex-vereador que continuasse trabalhando no acompanhamento das obras sob promessa de que ele seria contratado por outra empresa, então, mesmo depois de demitido, Ki-Suco continuou trabalhando normalmente na fiscalização, liberação de obras e medição, como fiscal responsável por vários contratos. Mas a contratação, conforme havia prometido Damon, não aconteceu e assim passaram-se meses sem ser nomeado nem contratado, o que segundo Ki-Suco começou a deixá-lo incomodado. “Depois de ver que a minha carteira estava com eles já há algum tempo e eu trabalhando sem nenhum contrato, comecei a ficar incomodado. Achei esquisito ser responsável por obras da prefeitura, assinar liberação de obras, medições e outros documentos oficiais sem ter nenhum vínculo com a prefeitura nem com empresas contratadas”.

A partir daí, segundo o ex-vereador, ele começou a questionar o governo sobre sua situação, mas nenhuma providência foi tomada. De acordo com o ex-vereador, tempos depois o secretário de Governo na época, Ermiton Machado Gomes “Marmita”, o procurou em sua casa depois do expediente de trabalho com uma certa quantia em dinheiro para lhe repassar. Segundo informou o ex-vereador, ele questionou o Secretário de Governo sobre o pagamento em espécie sem nenhum documento para ser assinado. Quis saber do secretário de onde vinha o dinheiro, quem estava lhe pagando e se recusou a receber antes de ter sua situação regularizada no trabalho. Segundo Ki-Suco, irritado o secretário disse a ele que “se quiser receber será deste jeito, não temos como te contratar”.

A partir daí, de acordo com Ki-Suco, ele procurou o prefeito para o colocar ciente do que estava acontecendo e ficou surpreso ao ver que Damon tinha conhecimento de toda a situação e apenas respaldou o que o secretário já havia dito, informando-lhe de que se ele não quisesse receber seus vencimentos sem documentos formais deveria procurar a justiça em busca de seus direitos.

Então, o ex-vereador recorreu a Justiça do Trabalho, mas foi informado, por seu advogado, que no seu caso deveria procurar a Justiça Comum, já que se tratava de empresa pública – Prefeitura – e também não tinha nenhum contrato formal de trabalho. Assim procedeu o ex-vereador que entrou com uma ação na Justiça Comum em busca de seus direitos trabalhistas e salários que nunca foram pagos.

Luiz Ki-Suco denunciou ao Ministério Público irregularidades do governo Damon. (Foto: Ageu Ebert)

Questionado por que não procurou o Ministério Público na mesma época que procurou a Justiça do Trabalho, o ex-vereador disse que era ano eleitoral, por isso decidiu deixar para levar a denúncia ao Ministério Público depois das eleições, porque não queria que sua denúncia fosse tida como de cunho político.

O jornal O Folha de Minas teve acesso aos documentos que comprovam a denúncia, dentre eles documentos com o brasão da prefeitura que já trazia no impresso o nome de Luiz Cipriano Fernandes como fiscal do contrato, mesmo ele não tendo formalmente nenhum vínculo trabalhista com a prefeitura, nem outro tipo de contrato. As pastas com os documentos que compõem a denúncia estão sob o poder do Ministério Público e para o cidadão que desejar acompanhar o andamento das investigações a denúncia tem o protocolo de número 0317170002461.

Redação

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