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Home Notícias Brasil

Após confusão na Globo, Renan desafia Flávio para debate e promete apoiá-lo se perder

Candidato do Missão diz que sua equipe foi impedida de entrar nos Estúdios Globo mesmo após decisão judicial; Zema, que também conseguiu participação na Justiça, criticou inclusão de Renan

Por Redação
3 de outubro de 2026 - 08:15
em Brasil
O DEBATE DA GLOBO

Divulgação / TV Globo

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A disputa em torno do debate presidencial cancelado pela TV Globo ganhou novos capítulos depois que Renan Santos (Missão) teve sua participação garantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas não chegou a entrar nos estúdios da emissora.

Renan afirmou que integrantes de sua equipe foram até os Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, após a decisão do ministro Gilmar Mendes, mas tiveram a entrada impedida.

“A Rede Globo, por alguma razão, não deixou minha equipe entrar. Minha equipe foi até o Projac, mas não abriram a porta”, declarou o candidato após o cancelamento.

A Globo cancelou o encontro pouco depois. A emissora alegou que decisões judiciais tomadas nas horas anteriores haviam alterado regras previamente acertadas com as campanhas e provocado “insegurança jurídica”.

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Flávio Bolsonaro (PL), que havia confirmado presença durante o dia, anunciou às 19h24 que não compareceria, atribuindo sua decisão à determinação do TSE que impediu a Globo de manter no cenário um púlpito vazio com o nome de Lula e dirigir perguntas ao candidato ausente.

A desistência foi anunciada praticamente no mesmo momento em que se tornava pública a decisão de Gilmar Mendes garantindo a participação de Renan. A liminar do ministro, que já estava em revisão final por volta das 19h, foi divulgada oficialmente às 19h24. A postagem de Flávio comunicando sua ausência também foi publicada às 19h24.

A proximidade entre os dois acontecimentos provocou uma disputa de versões. Flávio afirmou que desistiu por causa da decisão anterior do TSE, que classificou como “censura”. Renan e outros adversários passaram a sustentar que a saída ocorreu depois que a participação do candidato do Missão estava garantida. A informação de que Gilmar Mendes determinaria a inclusão de Renan já circulava nos bastidores políticos antes da divulgação oficial da liminar.

Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) estavam disponíveis para participar quando a Globo decidiu cancelar o programa.

Renan estava à frente de Zema nas pesquisas

A exclusão inicial de Renan também provocou questionamentos pela diferença de tratamento em relação a Romeu Zema.

Na Quaest usada como referência nas regras do próprio debate, Renan tinha 3% das intenções de voto, enquanto Zema aparecia com 1%. Renan também vinha aparecendo à frente do ex-governador mineiro em outros levantamentos.

Nenhum dos dois estava originalmente garantido no debate pelo critério baseado nos deputados eleitos em 2022.

O Novo elegeu três deputados federais naquele ano, abaixo dos cinco exigidos pela legislação para assegurar a participação. O partido, entretanto, chegou posteriormente a cinco parlamentares em exercício.

Nunes Marques acolheu o argumento do Novo de que deveria ser considerada a composição atual da bancada, e não apenas o número de deputados eleitos originalmente pela legenda. Com a decisão judicial, Zema passou a ter presença garantida no debate.

O Missão, de Renan, possui apenas um deputado federal, Kim Kataguiri, e teve inicialmente negado por Nunes Marques o pedido para participar.

Gilmar Mendes posteriormente garantiu a presença de Renan por outro fundamento. O ministro considerou, entre outros pontos, uma regra estabelecida pela própria Globo que permitia convidar, diante da ausência de um participante, o candidato mais bem colocado na pesquisa Quaest.

Com Lula fora, Renan era o candidato não convidado mais bem colocado que preenchia esse critério. Gilmar também destacou que o presidenciável havia participado das sabatinas promovidas anteriormente pelo Grupo Globo.

Zema criticou decisão que incluiu Renan

Depois do cancelamento, Zema criticou duramente a decisão de Gilmar Mendes.

O candidato do Novo classificou a inclusão de Renan como um “desrespeito total” às leis e afirmou que a mudança de última hora provocou insegurança jurídica.

A manifestação ocorreu apesar de o próprio Zema também depender de uma decisão judicial para estar no debate.

A diferença é que Nunes Marques reconheceu que o Novo já possuía cinco deputados antes do marco estabelecido para as convenções partidárias, enquanto Gilmar determinou a entrada de Renan com base em outros elementos, incluindo as regras elaboradas pela própria Globo para substituir candidatos ausentes.

Renan desafia Flávio para debate neste sábado

Um dia depois da confusão, Renan elevou o confronto direto com Flávio Bolsonaro e propôs que os dois realizem um debate neste sábado (3), véspera da eleição.

O candidato do Missão disse aceitar qualquer local e horário e colocou a própria candidatura em jogo.

Renan prometeu que, se Flávio vencer o confronto, retirará sua candidatura e declarará apoio ao senador ainda no primeiro turno.

“Eu proponho um debate agora nesse sábado, em qualquer lugar, qualquer horário, à disposição dele”, afirmou.

Segundo Renan, se Flávio for considerado vencedor, ele reconhecerá a derrota e anunciará imediatamente o apoio ao candidato do PL.

No sentido contrário, Renan afirmou não exigir qualquer contrapartida: caso ele próprio vença o debate, Flávio poderá continuar normalmente com sua candidatura.

Até a publicação desta matéria, não havia confirmação de que Flávio Bolsonaro tenha aceitado o desafio.

Tags: debate da Globoeleições 2026Flávio BolsonaroGilmar MendesKassio Nunes MarquesMissãoNovoPLRenan SantosRomeu ZemaSTFTSETV Globo
Redação

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