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Home Notícias Política

Justiça manda suspender direitos políticos de Garotinho por oito anos e candidatura ao governo do Rio fica ameaçada

Condenação por improbidade transitou em julgado e será comunicada ao TRE e ao TSE; defesa sustenta que prazo da punição terminou em julho e afirma que ex-governador pode disputar as eleições

Por Redação
12 de agosto de 2026 - 09:09
em Política
Justiça manda suspender direitos políticos de Garotinho por oito anos e candidatura ao governo do Rio fica ameaçada

Tânia Rêgo/ABR

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou o cumprimento da sentença que suspende por oito anos os direitos políticos do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), colocando em risco sua candidatura ao governo fluminense nas eleições de 2026.

A decisão é da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, que determinou a comunicação do trânsito em julgado da condenação ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Apesar da determinação, a decisão da Justiça comum não significa, por si só, que Garotinho esteja automaticamente fora das eleições. A situação da candidatura deverá ser examinada pela Justiça Eleitoral, especialmente durante o processo de registro.

Garotinho foi condenado em ação de improbidade administrativa relacionada a um esquema que, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), desviou R$ 234,4 milhões da Secretaria Estadual de Saúde entre 2005 e 2006.

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Na época, ele ocupava o cargo de secretário de Estado de Governo durante a administração da então governadora Rosinha Garotinho.

Segundo o Ministério Público, os recursos apresentados pelo ex-governador aos tribunais superiores foram esgotados e não existe atualmente decisão suspendendo os efeitos da condenação.

Ressarcimento chega a R$ 2,55 bilhões

Além da suspensão dos direitos políticos, a execução da sentença envolve valores elevados.

O ressarcimento ao patrimônio público, inicialmente estabelecido em R$ 234,4 milhões, foi atualizado para aproximadamente R$ 2,55 bilhões.

A multa civil chega a cerca de R$ 778 mil, enquanto a indenização por danos morais coletivos foi atualizada para aproximadamente R$ 11,9 milhões. Os valores ainda poderão sofrer novas correções até o pagamento.

A Justiça determinou que o Estado do Rio de Janeiro se manifeste em até 15 dias sobre a liquidação e o cumprimento da sentença referentes ao ressarcimento e à multa civil. Posteriormente, Garotinho deverá ser intimado para efetuar os pagamentos.

Também foi determinada a comunicação a órgãos públicos sobre a proibição de o ex-governador contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais e creditícios pelo período de cinco anos contado do trânsito em julgado.

Defesa diz que suspensão já terminou

A defesa de Garotinho contesta a interpretação adotada pela Justiça e sustenta que o ex-governador está em pleno gozo de seus direitos políticos.

Em nota assinada pelo advogado Admar Gonzaga, a defesa argumenta que o trânsito em julgado jurídico da condenação ocorreu em 1º de agosto de 2018 e que os oito anos previstos na sentença devem ser contados a partir daquela data.

Pela interpretação dos advogados, o período teria terminado em 31 de julho de 2026, antes das eleições deste ano.

A defesa argumenta que os recursos apresentados posteriormente não foram admitidos por questões processuais e que as decisões dos tribunais superiores não teriam criado um novo marco para o início da punição.

Também sustenta que a certidão formal de trânsito em julgado apenas registra uma situação jurídica já existente e não poderia ser utilizada para iniciar agora uma nova contagem de oito anos.

Na prática, portanto, duas interpretações estão em confronto. De um lado, a Justiça estadual determinou o cumprimento da suspensão dos direitos políticos e a comunicação aos tribunais eleitorais. Do outro, a defesa sustenta que o período estabelecido na própria condenação já foi integralmente cumprido.

A controvérsia chega em um momento decisivo para Garotinho, que pretende voltar a disputar o comando do Estado do Rio de Janeiro pelo Republicanos.

Com o calendário eleitoral em andamento, a discussão deverá chegar à Justiça Eleitoral, responsável por decidir se a condenação produz efeitos capazes de impedir o registro da candidatura do ex-governador nas eleições de outubro.

Tags: anthony garotinhoeleições 2026Garotinhoimprobidade administrativaJustiça EleitoralpolíticaRepublicanosRio de JaneiroTRE-RJTSE
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