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Home Notícias Brasil

PGR pede que Flávio Bolsonaro seja ouvido em inquérito por suposta calúnia contra Lula

Paulo Gonet afirma que depoimento pode permitir eventual retratação do senador, hipótese prevista na legislação penal para crimes contra a honra

Por Redação
6 de julho de 2026 - 16:32
em Brasil
Lindbergh critica domiciliar de Bolsonaro e fala em “justiça de classe”

Crédito: Lula Marques | ABR

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta segunda-feira (6) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) preste depoimento no inquérito em que é investigado por suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A manifestação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da investigação, poucos dias após a Polícia Federal concluir o inquérito e atribuir ao parlamentar a prática do crime.

Para Gonet, o depoimento ainda é uma etapa necessária da investigação, principalmente porque a legislação brasileira prevê a possibilidade de retratação em crimes contra a honra, hipótese que pode afastar eventual responsabilização penal.

Segundo o procurador-geral, o procedimento deve retornar à Polícia Federal para que o senador seja formalmente ouvido antes da adoção de novas medidas.

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“Remanesce a necessidade de oitiva do Sr. Flávio Nantes Bolsonaro, medida de especial relevância, sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentar o investigado de pena”, afirmou Paulo Gonet no parecer encaminhado ao Supremo.

Publicação nas redes sociais motivou investigação

O caso teve origem em uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro deste ano, após a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro por autoridades dos Estados Unidos.

Na mensagem, o senador afirmou que “Lula será delatado” e associou o presidente brasileiro ao Foro de São Paulo, fazendo referências a supostos crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a organizações terroristas, ditaduras e fraudes eleitorais.

As declarações motivaram a abertura de investigação para apurar eventual prática do crime de calúnia, previsto no Código Penal.

Polícia Federal apontou indícios do crime

No mês passado, a Polícia Federal concluiu o inquérito e encaminhou o relatório ao Supremo Tribunal Federal. Na avaliação dos investigadores, há elementos que indicam a prática de calúnia contra o presidente da República.

O parecer da Procuradoria-Geral da República, no entanto, não representa denúncia criminal. Antes de decidir sobre um eventual oferecimento de denúncia, Gonet considera necessário que Flávio Bolsonaro seja ouvido oficialmente no procedimento.

Após a manifestação da defesa e a conclusão das diligências, caberá ao ministro Alexandre de Moraes analisar os próximos passos do processo.

Tags: Alexandre de MoraesFlávio BolsonaroJustiçaLulaPaulo GonetPGRPolícia FederalpolíticaSTF
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