A Justiça italiana deu mais um passo para a extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil. A Corte de Apelação de Roma decidiu, nesta quinta-feira (16), autorizar o envio dela também no processo relacionado ao porte ilegal de arma de fogo.
A parlamentar já havia tido a extradição autorizada anteriormente em outro caso, ligado à invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Agora, com a nova decisão, os dois processos passam a ter parecer favorável da Justiça italiana.
Segundo caso envolve episódio armado em São Paulo
A nova decisão se refere à condenação de Zambelli por ter sacado uma arma em via pública e perseguido um homem em São Paulo, em outubro de 2022, às vésperas do segundo turno das eleições.
Nesse processo, a pena fixada foi de cinco anos e três meses de prisão.
Apesar das decisões favoráveis à extradição, o caso ainda não está encerrado. A defesa da ex-deputada informou que pretende recorrer à Corte de Cassação, instância máxima da Justiça italiana.
Zambelli também sustenta que é alvo de perseguição política no Brasil.
Prisão ocorreu após saída do país
Com cidadania italiana, Zambelli deixou o Brasil em junho do ano passado, antes da ordem de prisão ser decretada pelo Supremo Tribunal Federal.
Na época, a ex-deputada chegou a afirmar publicamente que, por possuir dupla cidadania, não poderia ser alcançada pelas autoridades brasileiras — uma declaração que gerou repercussão e foi interpretada como tentativa de se blindar juridicamente.
“Como cidadã italiana, eu sou intocável na Itália, não há o que ele [Alexandre de Moraes] possa fazer para me extraditar de um país onde eu sou cidadã, então eu estou muito tranquila quanto a isso”, afirmou.
Após a saída pela fronteira com a Argentina, e, já na Europa, ela foi localizada e presa em Roma semanas depois.
Desde então, permanece detida no presídio de Rebibbia, onde aguarda a conclusão do processo de extradição.
Decisão final ainda depende do governo italiano
Mesmo com o aval da Justiça, a palavra final sobre a extradição cabe ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio.
O caso segue em análise e pode se arrastar até o julgamento dos recursos apresentados pela defesa.






