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Home Notícias Brasil

Trump sinaliza retomada das negociações com Brasil após conversa de 1h20 com Lula

Presidente dos EUA concordou sobre importância de preservar relações comerciais e propôs encontro entre equipes dos dois governos; Lula argumentou que tarifas prejudicam as duas economias

Por Redação
21 de agosto de 2026 - 15:51
em Brasil
Trump elogia Lula após reunião na Casa Branca e fala em novos encontros entre Brasil e EUA

Crédito: Ricardo Stuckert/PR

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A conversa de 1 hora e 20 minutos entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, nesta sexta-feira (21), terminou com uma sinalização de reaproximação entre Brasil e Estados Unidos em meio ao impasse provocado pelas novas tarifas impostas aos produtos brasileiros.

Segundo o Palácio do Planalto, Trump demonstrou interesse em retomar as negociações e propôs que representantes dos dois governos voltem a se reunir o mais rapidamente possível.

A sinalização ocorreu depois de Lula argumentar que as tarifas adotadas por Washington prejudicam não apenas a economia brasileira, mas também os próprios Estados Unidos.

O presidente brasileiro defendeu que a negociação é o melhor caminho para superar as divergências e ressaltou a importância de manter os Estados Unidos entre os principais parceiros comerciais do Brasil. Trump, segundo o governo brasileiro, concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes entre os dois países.

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A disposição de Washington para uma nova rodada de conversas é o principal resultado imediato do telefonema. Não houve anúncio de suspensão ou redução das tarifas, mas foi aberto caminho para que as negociações avancem novamente em nível governamental.

Lula também contestou as justificativas utilizadas pelos Estados Unidos para impor as novas barreiras aos produtos brasileiros. Entre os argumentos apresentados por Washington estão questões relacionadas ao desmatamento, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos associados ao trabalho forçado.

Para o presidente brasileiro, essas alegações são infundadas.

Ao defender a retomada das negociações, Lula sustentou que uma escalada comercial seria prejudicial aos dois lados. Trump respondeu propondo que as equipes responsáveis pelas tratativas voltem a se encontrar “o mais brevemente possível”.

Trump promete mobilizar alto escalão

A conversa avançou também para a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado.

Lula reafirmou o interesse brasileiro em ampliar a atuação conjunta, mas voltou a manifestar divergência em relação à decisão dos Estados Unidos de classificar organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas.

O presidente argumentou que facções exercem violência e terror cotidiano sobre a população, mas não se enquadram, segundo a legislação brasileira, como organizações terroristas.

Nesse ponto, Trump afirmou que pretende mobilizar integrantes do alto escalão de seu governo para dar continuidade às conversas com representantes brasileiros, segundo o comunicado divulgado pela Presidência.

Os dois presidentes também trataram de questões internacionais, entre elas os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio. Lula voltou a defender soluções diplomáticas e propôs uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir as crises atuais.

Para o governo brasileiro, o telefonema teve resultado positivo principalmente por restabelecer uma perspectiva de negociação direta em um momento de tensão comercial.

A conversa não resolveu o impasse nem retirou as tarifas em vigor. Mas a disposição manifestada por Trump de colocar novamente representantes dos dois países à mesa cria uma nova etapa nas relações entre Brasília e Washington.

O próximo passo será justamente verificar se a sinalização feita pelos dois presidentes se transformará em reuniões efetivas e, posteriormente, em algum acordo capaz de reduzir ou eliminar as barreiras impostas aos produtos brasileiros.

Tags: BrasilCasa Brancacomércio exteriorDonald TrumpEstados Unidosgoverno LulaLulapolítica internacionalRelações Brasil-EUAtarifas
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