Subiu para pelo menos 132 o número de mortos após o forte terremoto que atingiu o oeste da Colômbia na segunda-feira (10). Mais de 570 pessoas ficaram feridas e as equipes de emergência continuam trabalhando nesta terça-feira (11) na busca por sobreviventes e desaparecidos em diferentes regiões do país.
O balanço ainda é provisório e pode sofrer novas alterações à medida que os socorristas conseguem chegar às áreas mais atingidas.
O terremoto teve magnitude 7,4 e epicentro nas proximidades de San José del Palmar, no departamento de Chocó, região próxima à costa do Pacífico colombiano.
O tremor foi sentido em grande parte da Colômbia, inclusive em grandes cidades como Bogotá, Medellín, Cali, Pereira e Manizales, e também alcançou países vizinhos.
Mais de 1,5 mil construções atingidas
O terremoto provocou uma ampla destruição. Informações divulgadas nesta terça-feira apontam que mais de 1,5 mil imóveis foram atingidos, entre casas, prédios e outras estruturas.
Dezenas de construções desabaram completamente.
Hospitais, escolas, estradas e outras estruturas públicas também sofreram danos, aumentando as dificuldades enfrentadas pelas equipes de emergência.
Entre as regiões mais atingidas estão Chocó, onde ocorreu o terremoto, e cidades do chamado Eixo Cafeeiro colombiano.
Pereira, que já aparecia como uma das localidades com maior número de vítimas nas primeiras horas após o tremor, permanece entre as áreas mais afetadas.
Cali também registra mortes, desaparecidos e danos importantes em sua infraestrutura.
Milhares de pessoas são procuradas
Além do aumento expressivo no número de mortos, as autoridades enfrentam outro desafio: localizar pessoas que ainda não conseguiram ser encontradas depois do terremoto.
Levantamento divulgado pela Associated Press nesta terça-feira aponta que mais de 3 mil pessoas foram reportadas como desaparecidas ou estão sendo procuradas. O número não significa necessariamente que todas estejam soterradas, já que problemas de comunicação e deslocamento também dificultam o contato entre familiares.
Equipes profissionais de busca e salvamento, militares, voluntários e cães farejadores participam das operações.
As buscas se concentram principalmente em edifícios que desabaram ou sofreram graves danos.
Em áreas mais isoladas de Chocó, o trabalho é ainda mais difícil devido às condições de acesso.
Réplicas preocupam autoridades
Depois do terremoto principal, novos tremores foram registrados, aumentando a preocupação com estruturas que permaneceram parcialmente danificadas.
As autoridades orientaram moradores a evitar imóveis que apresentem rachaduras ou outros sinais de comprometimento até que seja realizada uma avaliação técnica.
O risco de réplicas também representa uma ameaça para as equipes que trabalham entre os escombros.
O Serviço Geológico Colombiano havia informado inicialmente que o terremoto ocorreu em grande profundidade. Estimativas divulgadas por diferentes organismos sismológicos apresentaram variações na profundidade calculada, algo comum nas primeiras análises realizadas após grandes terremotos.
País mobiliza operação de emergência
O governo colombiano declarou situação de desastre nacional e mobilizou recursos para as regiões atingidas.
Um posto de comando foi instalado para coordenar as operações de resgate, atendimento aos feridos, distribuição de ajuda humanitária e avaliação dos danos.
Algumas cidades também adotaram medidas extraordinárias para facilitar a circulação das equipes de emergência e evitar saques nas áreas afetadas.
A comunidade internacional começou a oferecer ajuda à Colômbia, incluindo equipes especializadas, recursos financeiros e assistência humanitária.
As próximas horas são consideradas decisivas para as buscas, principalmente nos locais onde ainda existe a possibilidade de encontrar pessoas com vida sob os escombros.
Um dos terremotos mais graves da história recente
A Colômbia está localizada em uma região de intensa atividade sísmica devido à interação de diferentes placas tectônicas.
O país já enfrentou terremotos devastadores. Um dos mais conhecidos ocorreu em janeiro de 1999 e atingiu principalmente a região de Armenia e o Eixo Cafeeiro, deixando mais de mil mortos.
O terremoto desta segunda-feira atingiu justamente áreas que já convivem historicamente com o risco sísmico.
Enquanto as autoridades contabilizam os danos e ampliam as operações de socorro, a prioridade nesta terça-feira continua sendo encontrar sobreviventes.
Com equipes ainda trabalhando em prédios destruídos e regiões de difícil acesso, o número de vítimas do terremoto de magnitude 7,4 ainda pode aumentar.


