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Home Colunas

Sgt. liderou surra a médica

Por Lenin Novaes
3 de junho de 2020 - 19:38
em Colunas

A médica que trabalha na linha de frente no combate ao COVID-19 é agredida pelo sgt. PM e uma mulher de saia vermelha em imagens de câmera de vídeo, após apelar pelo fim de festa no Grajaú, no Rio de Janeiro. (Reprodução)

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“O que me dói mais não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons”.

– Athaliba, ainda acometida por fortes dores pelo corpo, em decorrência da brutal agressão que sofreu do sargento PM Luiz Eduardo dos Santos Salgueiro, lotado no Batalhão de Choque, no RJ, a médica Ticyana D’Azambuja fez o desabafo acima pela falta de socorro no momento em que era sapecada a socos e pontapés pelo policial militar, que liderou os agressores.

– Marineth, como foi essa agressão desmedida praticada pelo sargento da Polícia Militar?

– Athaliba, no sábado de 30/5, ao não ter o apelo atendido à proteção contra a epidemia do COVID-19, pelo fim de uma festa no bairro do Grajaú, a médica perdeu o equilíbrio emocional e quebrou um dos retrovisores externos e trincou o para-brisa do automóvel do sargento. Aí, então, ela foi ouvida e a pancadaria começou. Levou bordoada por todo o corpo.

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– Marineth, ela tem consciência que correu sério risco de vida?

– Sim, Athaliba. A médica reconheceu que “foi errado, foi impensado, mas sou humana e fiz uma besteira contra um bem material de outra pessoa; não foi um ato contra nenhum ser humano e isso eu sou incapaz de fazer”.

– Marineth, a convivência coletiva, nessa fase de confinamento, exige de cada um de nós o máximo respeito às normas de proteção à saúde. Temos profissionais de variadas atividades que estão trabalhando em casa, principalmente professores, preparando e ministrando aulas on-line. E profissionais de saúde que exauridos, fatigados, extenuados de plantões saturados de vítimas do vírus necessitam de repouso para recarregar as energias e voltar às atividades.

– Pois é, Athaliba. O apelo da anestesista foi nesse sentido. A tal festa, com aglomeração e som muito alto, além do consumo de bebida alcoólica, extrapolava os procedimentos de proteção ao COVID-19. E ela relatou em rede social que “cinco marmanjos saíram da casa e, obviamente, bêbados e drogados, típicos ‘cidadãos de bem’, não estavam para conversa; me agarraram em frente ao Hospital Italiano, me enforcaram até desmaiar; me jogaram no chão e me chutaram”.

– Marineth, o ato da médica, mesmo ela reconhecendo que agiu de maneira inapropriada, não justifica a agressão. Principalmente com os ditos “marmanjos” liderados por sargento da PM.

– Athaliba, ocê acredita em Papai Noel? A médica foi arrastada até a altura de uma unidade do Corpo de Bombeiros e implorou por ajuda, que garantissem sua integridade física. Pois bem, apareceu no local uma viatura da PM. Em seguida mais duas viaturas. E ela não foi atendida. Um dos vizinhos que foi em seu socorro levou soco na boca dos agressores. A instituição militar está conspurcada, denegrida por históricas atitudes covardes, infames. Esqueceu-se do fuzilamento da juíza Patrícia Acioli? Da chacina com 13 mortos nos Morros do Fallet e dos Prazeres? Do caso Marli, que, corajosamente, reconheceu os PMs que mataram o irmão dela, perfilados no quartel?

– Marineth, ocê tem razão. Recordo da saga da Marli Pereira Soares, em 1979. Assistiu ao assassinato do irmão Paulo por PMs. Não se calou. Fora dezenas de vezes à polícia. No quartel reconheceu os três PMs assassinos. Não se deixou intimidar pelo fato de ir à tropa militar.

– Muito bem, Athaliba. A médica também relatou que um dos agressores mandou apanhar um carro e ameaçado dar “sumiço” dela. E que nesse momento chegou a pensar que ia morrer. O desabafo da anestesista foi comovente e atingiu milhares de comentários e dezenas de milhares de curtidas na rede social.

– O que disse ela, Marineth, que resultou em tantas manifestações, considerando o caso de tamanha covardia e de repulsa?

– Athaliba, a Ticyana escreveu que “estou muito chorosa, triste, e sem fé na humanidade; a impunidade vai reinar mais uma vez nesse caso, mas o que mais me doeu foi ter reclamado por ajuda, e dezenas, talvez uma centena de pessoas viram o que aconteceu, e três, somente três se dignificaram a socorrer uma pessoa em perigo. Fui abandonada aos chutes e gritos de ‘mata mesmo’. O que me dói mais não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons. Se as festas acabarem na casa da Marechal Jofre, lembrem-se que custou meu trabalho de médica e meu joelho”.

– Marineth, meus votos de pleno restabelecimento da saúde da médica. E o mais veemente repúdio à atitude do sargento que liderou o espancamento. Foi por causa de abusos policiais que explodiu a revolta nos EUA em consequência do assassinato de George Floyd. O grito incontido de revolta quando detonado rompe barreiras e ninguém prever as suas consequências.

Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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