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Home Colunas

Roupa suja lavada na TV

Por Lenin Novaes
27 de abril de 2020 - 11:02
em Colunas

Faltou química à relação de casamento entre  Bolsonaro e Moro. Eles lavaram roupa suja na TV e a governabilidade do Brasil está comprometida. (Foto: Valter Campanato / ABR)

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– Athaliba, a representatividade do mito pés de barro, que ocupa o trono da presidência do Brasil, desta vez, foi prá cucuia, comprometendo o processo de governabilidade do país. Não tem caminho de volta. Ao vivo e a cores, o povo repeliu, com panelaço, o show de lavagem de roupa suja que ele protagonizou, em pronunciamento à nação, com transmissão em cadeia nacional de emissoras de rádios e TVs, diretamente do Palácio do Planalto, véspera do fim-de-samana que passou e que já contabilizava mais de 200 mil pessoas mortas pelo COVID-19, no mundo. Quase duas vezes mais a população de Itabira do Mato Dentro, município berço natal do nosso saudoso poeta Carlos Drummond. O mito pés de barro tá encurralado na própria trama por tentar interferir nas investigações da Polícia Federal, em favor do filho senador. Agora, se ele correr o bicho pega e, se ficar, o bicho come. Ocê acha que ele vai correr ou vai ficar?

– Marineth, o mito pés de barro tá com os dias contados para ser destronado. Afinal, desde o início do mandato, ele comprova que é desequilibrado e incompetente, política e socialmente. E isso tem resultado em sérios e graves prejuízos à população e ao Brasil, infelizmente. No exterior, o mito pés de barro é taxado de fascista e espalhafatoso. É motivo de chacota e prato cheio para os cartunistas. Aliás, uma das charges o expõe em situação vexatória, admirando o seu reflexo num vaso sanitário sujo e outra o mostra lambendo os sapatos do presidente dos EUA, Donald Trump. As charges integravam exposição de críticas ao governo federal, na Câmara Municipal de Porto Alegre, que durou algumas horas. A vereadora Mônica Leal (PP), presidente do parlamento, aboliu o evento. Ela alegou que “independentemente de quem fosse retratado, não é concebível uma exposição que ofenda o presidente da nação”

– Athaliba, por favor, evite, por ora, denunciar casos de censura. Deixa isso para a ocasião propicia. Quem apanha não esquece, né? Ocê, amigo, na vida criado na porrada saberá quando e como exorcizar censuras. O foco no mundo é o COVID-19 e, no Brasil, o mito pés de barro.

– Tá bem, Marineth! 

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– Athaliba, voltando ao caso do pronunciamento à nação do mito pés de barro, é importante dizer que ele foi motivado pelo pedido de demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, após a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Leite Valeixo. Moro, em entrevista coletiva à imprensa, transmitida ao vivo, se demitiu por não aceitar ingerência do mito pés de barro na PF. E, aí, revelou pressões sofridas e desmentiu ter assinado a exoneração do chefe-geral da PF, conforme seu nome relacionado na publicação do Diário Oficial da União.

– Marineth, o mito pés de barro sempre se manifestou em defesa dos filhos Flávio, senador (Republicanos-RJ); Carlos, vereador (PSC-RJ) e Eduardo, deputado federal (PSL-SP). Analistas políticos afirmam que essa oligarquia familiar sumirá em breve da vida política e o representante dela já tem vaga para ocupar no lixo da história. Ocê tem alguma dúvida sobre isso?

– Athaliba, o site The Intercept publicou reportagem expondo documentos e dados sigilosos que mostram que empreendimentos de três construtoras da Favela Rio das Pedras, no RJ, foram executados com dinheiro de “rachadinha”, promovida por Flávio quando era deputado pelo Rio de Janeiro. Os dados estão no relatório do Ministério Público Federal, que constatou o fato depois de cruzar informações bancárias de 86 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema ilegal.

– Pois é, Marineth. Investigadores que falaram ao The Intercept na condição de anonimato disseram que Flávio vinha recebendo o lucro das construções dos prédios por meio de repasses feitos pelo ex-capitão da Polícia Militar, Adriano da Nóbrega (morto a tiros em fevereiro, na Bahia) e pelo ex-assessor de seu gabinete, Fabrício José Carlos de Queiróz, ex-Policial Militar.

– Daí, Athaliba, o desespero do mito pés de barro. O andamento das investigações fecha o cerco contra Flávio. De acordo com o The Intercept, o Queiróz confiscava 40% dos vencimentos dos funcionários do gabinete do Flávio, na Alerj, e repassava parte do dinheiro para o ex-capitão Adriano, que era acusado de chefiar o Escritório do Crime, uma milícia especializada em cometer assassinatos por encomenda. Sabe-se lá quantos assassinatos o Escritório do Crime praticou.

– Marineth, investigações mostram que a organização criminosa, além da Favela Rio das Pedras, atua também na Favela da Muzena (24 pessoas morreram no desabamento de prédios ilegais da milícia), cobrando “taxas de segurança”, ágio na venda de botijões de gás, garrafões de água, exploração de sinal clandestino de TV, grilagem de terras e na construção de prédios nas referidas comunidades, em Jacarepaguá, onde moram cerca de 80 mil pessoas.

– Athaliba, a reportagem revela que o repasse da “rachadinha” para o ex-capitão da PM era feito por meio das contas bancárias da mãe dele, Raimunda Vera Magalhães, e de Danielle da Costa Nóbrega, a esposa. Elas tinham cargos comissionados no gabinete do deputado Flávio e movimentaram ao menos R$1,1 milhão entre os anos 2016 e 2017. E teriam repassado o dinheiro para algumas empresas, entre as quais dois restaurantes, loja de material de construção e três pequenas construtoras registradas em nomes de “laranjas” do Escritório do Crime.

– Marineth, o deputado Flávio concedeu ao ex-capitão da PM a Medalha Tiradentes, a mais expressiva honraria da Alerj. E fica atenta à apuração da PF sobre o esquema criminoso de fake news a favor do governo federal, no qual o vereador Carlos é apontado como articulador, junto com o irmão Eduardo. Bem, amiga, a justiça pode tardar, mas, não falhará. É sobreviver prá crer!

Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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