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Home Colunas

Rio: milícia e traficantes

Por Lenin Novaes
24 de março de 2025 - 18:21
em Colunas

O Rio sucumbe na guerra entre milícia e traficantes, com a população sobrevivendo em alta tensão. Charge de J. Bosco

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– Athaliba, a crônica Rio: Capital do Crime ultrapassou fronteiras bem além das alterosas. Ocê  tá  internacional, hein! A crônica circula em países lusófonos (nações em que o português é a língua oficial ou materna), entre outros. É importante informar que, além do Brasil, integram os países lusófonos Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor Leste. Já possível ver no horizonte a saída para tirar o Rio do caos, como tem preconizado, via Poder Popular? Isso já se divisa com luz lá no fim do túnel?

– Marineth, a conjuntura tem sido propícia. Mas, porém, no entanto, não se tem o nível de organização para deflagrar o processo. O desafio central para desenlace do Poder Popular será expurgar, depurar, a podridão causada pelo sistema vigente. Nisso inclui o crime organizado, que tem no topo milícias e as facções de narcotraficantes. A guerra entre a milícia e o narcotráfico por domínio territorial do Rio de Janeiro extrapola os limites racionais de civilidade. Como o pico da pirâmide afunda na corrupção, a criminalidade, na base, deixa os podres poderes à deriva.

– Athaliba, milicianos e narcotraficantes são ameaças reais de destruição social do país?

– Marineth, o saudoso amigo Wilson das Neves teve a sensibilidade de que isso é possível no samba “O dia que o morro descer e não for carnaval”, no CD O som sagrado de Wilson das Neves. Está no campo da possibilidade. Não devemos subestimar. Há poucos anos, a vigilância nos bairros era feita por guarda-noturno, que tinha como “arma” apito para afugentar ladrão. A arma de guerra na época era revólver calibre 22, além da garrucha (perereca), com dois tiros, que provocava “um susto e uma corrida”. Revólveres calibre 32 e 38 nos dias atuais são descartados em lixeiras, pois bandidos usam fuzis com capacidade de dezenas de tiros, que assusta a polícia.

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– Athaliba, o descontrole total da segurança que assola o Rio tem procedência em arbítrios perpetrados pela polícia, né? E isso associado à corrupção que corrói a estrutura dos órgãos de Segurança Pública. A maioria do contingente da Polícia Militar – mais de 60.000 – tá na capital. Se antes, fardados, escancaravam excessos, nos dias atuais circulam clandestinos, à paisana, com carteira de identidade militar escondida sob a palmilha do sapato. A identidade com a farda só é visível quando os PMs estão agrupados nos “caveirões”, viaturas policiais à prova de tiros.

– É isso, Marineth. As ações policiais em morros e favelas, violando barracos aos pontapés e agressões físicas a moradores, contribuíram para a desordem vigente. Ligadas, óbvio, à falta de políticas públicas favoráveis à redução das injustiças sociais, econômicas e culturais. Tornaram-se brechas que facilitaram a formação de facções criminosas, iniciada com o Comando Vermelho. O modelo de crime organizado impregnou, contaminou todo o Brasil. Lá, em São Paulo, o PCC – Primeiro Comando da Capital – impera de forma absoluta no submundo do crime.

– Athaliba, as facções do narcotráfico e milícias têm contingentes e armamentos de guerra de invejar forças de segurança pública de muitas das mais de 5.500 cidades do Brasil, né?

– Marineth, estudo sobre tráfico de drogas na Rocinha (favela na Zona Sul, que divide a Gávea e São Conrado, que tem uma das mais vantajosas bocas-de-fumo do RJ) apontava que a quadrilha dominante tinha cerca de 3.000 “soldados”. Na favela moram mais de 70.000 pessoas. Em um dos sambas, “Rocinha”, João Nogueira e Paulo César Pinheiro, sinalizam que lá “Tem, também/Não há razão para se guardar segredo/A moçada que mete o dedo/Na malandragem que mete a mão”. Ou seja, narcotraficantes tem tribunal para justiçar os incautos que “pisam na bola”.

– Athaliba, até na capital da República, em Brasília, Distrito Federal, a Policia Federal apura envolvimento de PMs com a milícia. E, sobre a corporação, no Rio, ocê sabia que a metade dos PMs e dos policiais civis consome bebida alcoólica? Usam maconha e cocaína, como revelou pesquisa do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca – ENSP. Como ocê diz, o trem é doido. E tá descarrilando no Rio.

– Marineth, já teve ocorrência, inclusive, de PMs, fardados, que roubaram boca-de-fumo de traficantes “na mão grande” para vender maconha e cocaína. Na ação policial Calabar, 66 PMs e 22 traficantes foram presos, em 2017, após análise de mais de 20.000 escutas telefônicas. A sobrevivência no Brasil é uma grande aventura, em alta-voltagem, alta rotação. Narcotraficantes e milicianos miscigenam com policiais e isso aterroriza moradores de favelas e morros.

– Athaliba, a CPI das Milícias elaborada pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro não revolveu a questão da violência. Resta apenas à lembrança do Marcelo Freixo que presidiu a CPI.

Tags: ColunaLenin Novaes
Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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