A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (3) a descoberta de um novo poço de gás natural em águas profundas da Colômbia, reforçando o potencial energético da Bacia de Guajira, região que vem se consolidando como uma das principais fronteiras exploratórias da América do Sul.
A nova ocorrência foi identificada no poço exploratório Sandia-1, localizado no bloco GUA-OFF-0, a cerca de 42 quilômetros da costa colombiana e a 70 quilômetros da cidade de Santa Marta. A perfuração começou em junho e atingiu a profundidade prevista na última semana.
A área fica próxima de outras descobertas importantes feitas pela companhia. O poço está a 18 quilômetros de Sirius-1 e a apenas 9 quilômetros de Copoazu-1, estruturas onde já haviam sido identificadas reservas expressivas de gás natural.
A exploração é realizada em parceria com a estatal colombiana Ecopetrol. Embora detenha 44,44% de participação no consórcio, a Petrobras é responsável pela operação dos trabalhos de exploração.
Segundo a companhia, os dados iniciais indicam mais um resultado positivo para a região, mas o volume comercial da descoberta ainda será confirmado após análises laboratoriais e estudos técnicos sobre a qualidade e a extensão da reserva.
Região ganhou importância após descoberta histórica
A Bacia de Guajira passou a chamar a atenção do setor energético no fim de 2024, quando Petrobras e Ecopetrol anunciaram a descoberta da maior reserva de gás natural já encontrado na história da Colômbia. Na ocasião, a expectativa era de que a produção futura ajudasse a reduzir a dependência colombiana de importações de gás.
A nova descoberta reforça essa perspectiva e amplia as possibilidades de desenvolvimento do potencial offshore do país vizinho.
Estratégia de expansão
A atuação na Colômbia faz parte da estratégia da Petrobras de ampliar suas reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, em parceria com outras empresas.
Além do Brasil e da Colômbia, a estatal mantém operações de exploração e produção em países como Bolívia, Argentina, Estados Unidos, Namíbia, África do Sul e São Tomé e Príncipe.
Enquanto avança em projetos no exterior, a Petrobras também busca expandir a exploração na margem equatorial brasileira, considerada uma das áreas mais promissoras para novas reservas de petróleo, mas que ainda enfrenta discussões ambientais sobre a concessão de novas licenças.


