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Home Colunas

Otelo: gênio da arte cênica

Por Lenin Novaes
22 de julho de 2024 - 09:07
em Colunas

Grande Oltelo, ícone da dramaturgia brasileira, superpremiado pelo filme Macunaíma. Reprodução 

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– Marineth, no bojo da recém-notícia da morte do jornalista Sérgio Cabral, sobressaiu-se um dos livros que escreveu: Grande Otelo: uma biografia. Ele, como Sebastião Bernardes de Souza Prata, gênio da arte cênica do Brasil, no teatro e no cinema, compartilham casos que se destacaram na minha trajetória profissional. O próximo ano, em 2025, representará 110 anos de nascimento de Grande Otelo. Assim, à memória dele, a crônica antecipa honrosa homenagem.

– Athaliba, conta logo os episódios, sem mais delongas. Sabes que não gosto de rodeios. Ocê sabe o quanto sou ansiosa; e, ainda, que pra mim a melhor maneira de resistir à tentação é ceder. A OMS – Organização Mundial de Saúde -, no ano passado, apontou que o Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas: 9,3% da população. Faço parte desse contingente.

– Marineth, tô sabendo dessa estatística. Há também alerta da OMS sobre a saúde mental do povo. Prediz que uma em cada quatro pessoas no país sofrerá com algum transtorno mental ao longo da vida. E mais: aponta que 37% das pessoas têm estresse extremamente severo, enquanto 59% se encontram em estado máximo de depressão e a ansiedade atinge níveis mais altos, chegando a 63%.

– Poxa, Athaliba, pedi pra não fazer rodeios sobre os fatos relacionados com Grande Otelo e o Sérgio Cabral. Portanto, vá direto aos casos, por favor.

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– Vamos lá, Marineth. Sobre o Grande Otelo – “duende encantado e encantador”, definido assim pelo também ator Paulo José -, ele foi personagem da minha primeira matéria jornalística. O repórter-fotográfico Alcyr Cavalcanti (colega de jornadas profissional e camarada de militância política-ideológica no PCB – Partido Comunista Brasileiro) formava, comigo, a equipe do jornal Última Hora. Tem verdadeiro acervo fotográfico; participou de júri do Prêmio Esso, entre outros.

– E daí, Athaliba? Ocê gosta ficar dourando a pílula. Detalha os fatos. Vá aos finalmente!

– Daí, Marineth, que Grande Otelo, percebendo que eu era iniciante (foca, como se diz no jargão da profissão de jornalista), me perguntou o seguinte: “A direção do jornal já assinou a sua Carteira de Trabalho?”. Respondi que não, pois passava por estágio trimestral. E aí aproveitei o gancho e falei a ele da atuação do meu pai no papel de Alberto no filme Rio 40º graus, película antológica do cineasta Nelson Pereira dos Santos, que foi da Academia Brasileira de Letras.

– De novo, Atthaliba. Outra vez dourando a pílula! Quero a nudez dos fatos!

– Então, Marineth, o Grande Otelo, pseudônimo de Sebastião Bernardes de Souza Prata, mineiro de Uberlândia, 18/10 de 1915, e falecido 26/11 de 1993, em Roissy, França, me facilitou a entrevista. Falou que conhecia meu pai e, no abraço que ganhei ao final da entrevista, me disse: “Vá em frente com determinação, pois assim você terá êxito na profissão de jornalista”. E procurei tê-lo farol me indicando o norte, desde então. Não perco de vista as perspectivas no horizonte!

– Athaliba, se diz que ele fez do talento artístico uma estratégia de sobrevivência para toda a vida, cuja trajetória foi marcada por acontecimentos trágicos. Molecote ainda, já transparecendo expressão facial e corporal, distinguida em poucos artistas, se influenciou pela comédia O garoto (The Kid, 1921) de Charles Chaplin. Bastiãozinho, como era conhecido, aos sete anos, vestiu-se de mulher ao interpretar esposa do palhaço, no circo que percorria a cidade. Foi hilariante.

– Marineth, antes de chegar ao Rio de Janeiro e ganhar projeção nacional, devido atuações sensacionais no Cassino da Urca, ele “comeu o pão que o diabo amassou”. Apresentava-se por troca de moedas; morou nas ruas e esteve em abrigo para menores. Dos shows internacionais no cassino, transitou pelas divertidas chanchadas da Atlântida, o Cinema Novo e até as telenovelas da TV Globo. Foi um dos primeiros negros a ganhar respeito e admiração como ator.

– Athaliba, ele ganhou o Prêmio Air France, o Troféu Candango e o Coruja de Ouro, no ano de 1969, como melhor ator pela atuação no filme Macunaíma, gênero comédia e fantasia, baseado na obra homônima de Mário de Andrade. Isso além de tantas outras premiações. E dito isso, agora, conta o episódio marcante com o Sérgio Cabral. Seja pragmático, sem enrolação..

– Em 2009, Marineth, organizei a celebração do centenário de nascimento do compositor Mano Décio da Viola, quando 1º Secretário do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Imprensa – ABI. Sérgio Cabral, também conselheiro da instituição, foi um dos participantes da homenagem, junto com Haroldo Costa, Ricardo Cravo Albin e Raquel Valença. Na ocasião, me disse ele: “Lenin, acompanho com apreço sua atuação em favor da cultura popular. Parabéns!”.

Tags: ColunaLenin Novaes
Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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