O número de mortos em decorrência dos dois terremotos que atingiram a Venezuela no dia 24 de junho voltou a aumentar. De acordo com o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas nesta terça-feira (21), 5.278 pessoas morreram em consequência da tragédia, consolidando o desastre como um dos mais devastadores da história recente do país.
Os dados foram divulgados pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, responsável por apresentar diariamente o relatório oficial da operação de resposta ao desastre. Além das vítimas fatais, o governo mantém em 16.740 o número de feridos, enquanto 17.907 pessoas permanecem desalojadas. Até o momento, 6.462 vítimas foram resgatadas pelas equipes de emergência.
Operações de resgate entram em nova fase
Passadas quase quatro semanas desde os abalos sísmicos, as operações deixaram de ter como foco principal a busca por sobreviventes e passaram a concentrar esforços na remoção de escombros, identificação das vítimas, reconstrução da infraestrutura e atendimento às famílias afetadas.
Segundo o governo venezuelano, 190 edifícios desabaram completamente, enquanto outros 856 sofreram danos estruturais severos, comprometendo moradias, hospitais, escolas, estradas e prédios públicos em diversas regiões do país.
As áreas mais atingidas continuam sendo comunidades do estado de La Guaira e municípios próximos à capital Caracas, onde milhares de famílias seguem em abrigos temporários.
Ajuda humanitária internacional cresce
Diante da dimensão da tragédia, diversos países e organizações internacionais intensificaram o envio de ajuda humanitária à Venezuela.
O Brasil ampliou sua assistência com o envio de 690 mil doses de vacinas, além de medicamentos, insumos hospitalares e equipamentos médicos. Desde o início da operação humanitária, o governo brasileiro já encaminhou cerca de 16,5 toneladas de materiais de saúde para auxiliar o atendimento às vítimas.
A União Europeia também anunciou recursos adicionais destinados às ações de socorro, reconstrução e assistência às populações afetadas pelos terremotos.
Tremores continuam preocupando autoridades
Desde o terremoto principal, registrado em 24 de junho, a Venezuela já contabilizou mais de 1.300 réplicas, mantendo o estado de alerta em diversas regiões do país. Embora a maioria dos novos tremores tenha sido de baixa intensidade, especialistas alertam que eles continuam representando risco para edificações já comprometidas pela sequência de abalos.
As autoridades seguem monitorando a atividade sísmica e reforçando as orientações para que moradores evitem retornar a imóveis considerados inseguros até a conclusão das vistorias técnicas.
A expectativa do governo é acelerar, nas próximas semanas, os programas de reconstrução habitacional e de recuperação da infraestrutura pública, enquanto milhares de famílias ainda dependem de auxílio emergencial para alimentação, atendimento médico e moradia temporária.

