A nova plataforma MEC Livros, lançada pelo Ministério da Educação no início de abril, começou com alta procura. Em poucos dias, o sistema já contabiliza 122 mil empréstimos gratuitos de obras literárias e mais de 291 mil usuários cadastrados.
A proposta é simples: permitir que qualquer pessoa com conta Gov.br tenha acesso a milhares de livros digitais sem custo. O acervo reúne cerca de 8 mil títulos, entre clássicos, best-sellers e obras contemporâneas, disponíveis para leitura por até 14 dias, com possibilidade de renovação pelo mesmo período.
A leitura acontece diretamente na plataforma, seja pelo navegador ou por aplicativo em celulares e tablets, o que amplia o alcance da iniciativa para diferentes perfis de usuários.
Desde o lançamento, a adesão tem sido puxada principalmente por grandes centros urbanos. São Paulo lidera o número de leitores ativos, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará e Bahia.
Entre os títulos mais procurados está o livro “A Cabeça do Santo”, da escritora Socorro Acioli, que aparece como a obra mais lida até agora. Também figuram entre os destaques romances da autora sul-coreana Han Kang e clássicos do russo Fiódor Dostoiévski, como “Crime e Castigo” e “Noites Brancas”.
Além de ampliar o acesso à leitura, o MEC aponta que a ferramenta tem potencial para apoiar estudantes, inclusive na preparação para provas como o Enem. A plataforma também incorpora recursos de acessibilidade, com ajustes de fonte, contraste e suporte para leitores de tela, atendendo usuários com deficiência visual ou dislexia.
O catálogo é organizado por categorias que facilitam a navegação, como obras em destaque, autores clássicos brasileiros, livros premiados, literatura infantil e produções indígenas. A ideia é tornar a experiência mais intuitiva e incentivar o hábito de leitura.
Para utilizar o serviço, basta acessar o site ou aplicativo do MEC Livros, fazer login com a conta Gov.br e escolher o título desejado. Caso o livro esteja disponível, o usuário pode iniciar a leitura imediatamente; se houver fila, é necessário aguardar liberação.
O lançamento da plataforma ocorre em um momento em que o país busca ampliar o acesso à educação e à cultura por meio de ferramentas digitais, aproximando leitores de obras que antes dependiam exclusivamente de bibliotecas físicas.






