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Home Colunas

Noca: sambista honoris causa

Por Lenin Novaes
6 de junho de 2022 - 08:15
em Colunas

O jornalista Lenin Novaes, à esquerda, diz que Noca da Portela é patrimônio da cultura popular do Brasil. (Divulgação)

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“Ninguém vive feliz se não puder falar
E a palavra mais linda é a que faz cantar
Todo samba, no fundo, é um canto de amor”

– Marineth, o sambista Noca da Portela se junta a Martinho da Vila na lista de Doutores Honoris Causa da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. A homenagem foi concedida a ele pela primeira mulher reitora da instituição em 100 anos, a profª Denise Pires de Carvalho. Foi aprovação unânime e aclamação do Conselho Universitário. É o justo reconhecimento acadêmico a um dos nossos melhores artistas popular. E isso me remeteu a uma das muitas conversas com o sambista, ao me confidenciar que “só falta o Paulinho da Viola a gravar minha música”. Pouco tempo depois, o magistral samba “Peregrino”, dele com Toninho Nascimento, ganhava a voz do Príncipe do Samba, que tem aqueles versos no final da música.

– Athaliba, ocê sabia que, recentemente, a UFRJ cassou o título de Doutor Honoris Causa concedido, em 1972, ao general Emílio Garrastazu Médici, eleito presidente do Brasil pelo colégio eleitoral, instrumento da ditadura civil-militar que vigorou no país de 1964-1985?

– Me conta como isso aconteceu, Marineth?

– Athaliba, a cassação configurou reparação moral aos estudantes e professores da UFRJ torturados, mortos e desaparecidos na ditadura. E resgate da dignidade acadêmica do Conselho Universitário. A proposta da Comissão da Memória e Verdade – CMV – da universidade justificou que 24 estudantes e dois professores foram assassinados ou desapareceram no governo do general. O então reitor Roberto Leher afirmou que o título jamais deveria ter sido concedido e que “durante a ditadura, incluindo a gestão Médici, foram violados todos os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, do qual o Brasil é signatário”. A moral foi restaurada na UFRJ.

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– Marineth, segundo dados da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos – CEMD -, o Brasil teve 362 mortos e desaparecidos na ditadura, sendo 149 no período do general Médici.

– Athaliba, para findar o assunto da cassação do título ao general e voltar à conversa com prazer sobre Noca da Portela, preciso registrar que aquela reunião do Consuni aconteceu no Dia Internacional dos Direitos Humanos, em 10 de dezembro. Sessão bem simbólica, distinguida pela indignação e comoção de alunos, professores e técnico-administrativos da UFRJ.

– Marineth, além do Noca da Portela e Martinho da Vila, saiba que também o Nei Lopes, estimado amigo, que venero e não é segredo prá ninguém, mereceu ser Doutor Honoris Causa da UFRJ. A concessão do título ao compositor, cantor, escritor e advogado, formado na UFRJ, foi na reunião do Consuni em 24/2 deste 2022. Com isso, ele vê acrescentado ao reconhecimento do seu trabalho as condecorações já outorgadas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

– Athaliba, também sou fã do Nei Lopes que, afora notáveis músicas, já publicou cerca de 20 livros pautados sobre a luta contra a discriminação da população negra, que entrelaça violação de direitos sociais, culturais e econômicos com desrespeitos de seus direitos civis e políticos.

– Marineth, o livro História e cultura africana e afro-brasileira, em parceria com a profª Carmen Lúcia Campos, de 2008, lhe valeu o Prêmio Jabuti. O livro tem linguagem clara, didático, com rigor conteúdo e amplamente ilustrado. Em 2012, Nei Lopes foi distinguido com a medalha da Ordem de Rio Branco, pelo Ministério das Relações Exteriores. Para a profª Elaine Rodrigues, do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas, “o escritor demonstra como as ideias positivistas em voga no século XIX contribuíram para que uma suposta ideia de inferioridade das culturas afro-brasileiras adentrasse no inconsciente nacional; o racismo estrutural é, indubitavelmente, objeto dos estudos de Nei Lopes”.

– Sei o quanto é difícil nesse contexto, Athaliba, ocê enfocar Noca da Portela, no qual tem o amigo Nei Lopes e Martinho da Vila. Mas, por favor, quero mais detalhes do Noca da Portela.

– Marineth o nome dele é Osvaldo Alves Pereira, mineiro de Leopoldina, tem 89 anos. Aos 15 anos fez o primeiro samba-enredo, “O grito do Ipiranga”. Já contabiliza mais de 400 músicas gravadas. Sugiro que leia Noca da Portela e de todos os sambas, de Marcelo Braz. Num show que produzi e que ele era atração, em Jacarepaguá, século passado, que foi um fiasco, me disse: “Meu amigo, tempos bons virão”. Pergunte só à Ana Beatriz Cunha de Oliveira. Ela tava lá!

Tags: ColunaLenin Novaes
Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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