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Home Saúde

Não espere pelo poder público pois a vítima pode ser você!

O mosquito que pode estar na sua casa, transmite a dengue, chikungunya, febre amarela e o vírus Zika. Veja os sintomas e prevenções.

Por Redação
21 de dezembro de 2015 - 18:43
em Saúde
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O mosquito Aedes aegypti, velho conhecido da população brasileira, já provocou muito pânico principalmente nas grandes cidades com o contágio da dengue. Mais recente o mesmo mosquito também foi reconhecido como transmissor da chikungunya e agora em 2015 do vírus Zika.

Mesmo assim, não há por parte da sociedade uma evolução com os cuidados de prevenção na mesma velocidade que o mosquito evolui. Os poderes públicos, na maioria, também não tem tido um cuidado especial no combate a este mosquito. Sempre nessa época em que se registra a proliferação do mosquito, aparecem timidamente algumas campanhas. Tão logo diminui o calor e a chuva, também acaba a preocupação das autoridades e a população relaxa . Enquanto isso o mosquito não descansa, continua colocando seus ovos para vingar no verão seguinte. Por isso é necessário que a população se conscientize de que não pode esperar pelo poder público que, na maioria, trata relaxadamente o tema.

Mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus Zika

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Falar dos cuidados de prevenção não basta. Com base em pesquisas sobre o assunto vamos falar dos riscos, em especial os correm a população de Itabira, na esperança de que cada um faça a sua parte, já que o poder público é omisso no assunto. Não há um trabalho de prevenção em Itabira e a infestação é alta de acordo com os últimos LIRAa divulgados pela própria prefeitura.

O vírus Zika começou a circular no Brasil em 2014, mas os primeiros registros só foram feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. Até poucos meses atrás o que conhecíamos sobre a doença era que sua evolução é benigna e que os sintomas seriam mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya, também transmitidas pelo Aedes aegypti. Mas no dia 28 de novembro o Ministério da Saúde confirmou que as gestantes infectadas por este vírus podem gerar crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro que pode vir associada a danos mentais, visuais e auditivos.

Desde que foi registrada a entrada do vírus no Brasil o número de nascimentos de crianças com microcefalia subiu de 147, no ano passado, para mais de duas mil este ano. Os casos de microcefalia relacionados a gestantes infectadas pelo vírus foram confirmados em 134 crianças que nasceram com a malformação, mas na maioria dos casos, a relação com o Zika ainda está sendo investigada. Até o momento o Nordeste do país é a região que concentra o maior número de registros.

Novo vírus no Brasil

O vírus Zika foi identificado pela primeira vez na África ainda na década de 1940 e desde então, ficou restrito a pequenas aldeias com poucos registros fora do continente. No Brasil os primeiros relatos sobre a chegada do vírus surgiram após a Copa do Mundo de 2014. Mas o primeiro caso foi registrado em maio de 2015, porém por falta de estrutura dos laboratórios para fazer testes e como a doença não tem notificação obrigatória, acredita-se que os registros são menores do que o número real de infectados.

Por enquanto a única forma de prevenção é combater o mosquito, destruindo os criadouros, as larvas e usando repelentes, já que não há uma vacina para prevenção do vírus Zika e o desenvolvimento dela pode levar ainda alguns anos.

Sobre as grávidas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu no início do mês que não há impedimento para que elas usem repelentes, desde que estes estejam registrados na agência reguladora e que todas as orientações do rótulo sejam respeitadas.

Estudos indicam que o uso tópico desse produto, ou seja, direto na pele, à base de DEET (o n,n-Dietil-meta-toluamida) por gestantes é seguro. A Anvisa alerta, no entanto, que tais produtos não devem ser usados em crianças menores de 2 anos. Em crianças entre 2 e 12 anos, a concentração dever ser no máximo 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Concentrações superiores a 10% são permitidas apenas para maiores de 12 anos.

Transmissão

Assim como o vírus chikungunya e o da dengue, o Zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Cientistas já relataram um caso de transmissão da doença pelo sêmen e também registraram a presença do vírus no leite materno, porém o Ministério da Saúde do Brasil reconhece como transmissor apenas o mosquito. O secretário de Atenção à Saúde do Ministério a Saúde, Alberto Beltrame, garante que as mães que tiveram Zika podem continuar amamentando seus filhos normalmente.

Sintomas

Segundo o Ministério da Saúde, 80% dos infectados pelo Zika não apresentam sinais da doença. Enquanto isso, os outros 20% podem ter febre baixa, dores leves nas articulações, coceira no corpo, olhos vermelhos e possíveis manchas vermelhas na pele. Os sintomas duram normalmente de três a sete dias.

Segundo o Instituto Oswaldo Cruz, a infecção pelo Zika pode ocasionar ainda complicações neurológicas que debilitam músculos, porém, são raros os casos.

Como diagnosticar

O vírus pode ser detectado pelo exame PCR, que deve ser feito entre o quarto e o sétimo dia, depois do início dos sintomas, mas o aconselhável é que o material seja examinado até o quarto dia.

Atualmente, estão capacitados para realizar os exames os Laboratórios Centrais dos seguintes estados: Bahia, Amazonas, Alagoas, Goiás, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe, Rio Grande do Norte e Distrito Federal.

As gestantes e recém-nascidos com suspeita da doença são prioridades na testagem. O Mistério da Saúde esclarece que ainda não há condições de fazer a testagem universal para o vírus Zika, mas salienta que essa limitação não é apenas brasileira, mas de todos os países, já que não existe um teste em larga escala para detectar a doença.

Não existe ainda teste de sorologia para o Zika, que é o exame que permite saber se a pessoa já esteve infectada pelo vírus. Os laboratórios, no entanto, dizem que o exame já está sendo desenvolvido. A sorologia é uma ferramenta importante para detectar se as mães de crianças com microcefalia já tiveram a doença.

Tratamento

Segundo o Ministério da Saúde, não existe tratamento específico para a infecção por Zika, assim como para dengue e chikungunya. O tratamento recomendado para os casos sintomáticos de Zika é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona, para o controle da febre e manejo da dor. No caso de manchas vermelhas com coceira, os anti-histamínicos podem ser indicados. No entanto, é desaconselhável o uso de ácido acetilsalicílico e outros drogas anti-inflamatórias devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas em infecções semelhantes.

Microcefalia

A microcefalia é uma malformação do cérebro que pode ter diversas origens, como infecção por toxoplasmose, pelo citomegalovírus e, mais recentemente, como foi confirmado, também pelo vírus Zika. O uso de álcool e drogas durante a gravidez também pode causar a malformação.

Há também casos em que há predisposição genética para a microcefalia, durante a formação da criança no ventre da mãe. Estas são as que têm menos comprometimentos associados à malformação.

A característica central da microcefalia, como o próprio nome sugere, é a cabeça pequena, ou seja, o bebê nasce com o perímetro cefálico menor do que o da maioria. O diagnóstico inicial é feito com uma trena, com a qual se faz a medida do contorno da região logo acima dos olhos.

O novo protocolo do Ministério da Saúde preconiza que se o perímetro for igual a 33 centímetros ou menor, é recomendado fazer uma Ultrassonografia Transfontanela e, se este exame der indícios de que o crânio está selado, a criança passará por uma tomografia.

O novo protocolo também preconiza exames que detectem comprometimento auditivo e visual, que também podem estar associados à microcefalia. O documento determina ainda o acompanhamento de crianças com a malformação do nascimento até os três anos. Quanto mais cedo as crianças começarem o tratamento, melhor o desenvolvimento.

Síndrome de Guillain-Barré

O vírus Zika, assim como outros agentes infecciosos, pode desencadear a Síndrome de Guillain-Barré. Trata-se de uma reação muito rara a agentes infecciosos, como vírus e bactérias, e tem como sintomas a fraqueza muscular e a paralisia dos músculos.

Assim como todas as possíveis consequências do Zika, a ocorrência da Guillain-Barré relacionada ao vírus continua sendo investigada.

Os sintomas começam pelas pernas, podendo, em seguida, irradiar para o tronco, braços e face. A síndrome pode apresentar diferentes graus de agressividade, provocando leve fraqueza muscular em alguns pacientes ou casos de paralisia dos membros.

O principal risco provocado por esta síndrome é quando afeta músculos respiratórios. Nesse caso, a síndrome pode levar à morte, se não forem adotadas medidas de suporte respiratório.

Contra o vírus Zika o melhor remédio é prevenir combatendo os focos do Aedes aegypti. Mantenha limpo o seu quintal e verifique todos os recipientes que podem esconder criadouros.

Redação

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