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Home Colunas

Munduruku em ‘oca’ de letras

Por Lenin Novaes
28 de agosto de 2023 - 08:23
em Colunas

Munduruku integra a Academia de Letras de Lorena. Tem dezenas de livros publicados. Disputou eleição na ABL, em 2021. Foto: Luciano Avanço

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– Marineth, ocê embarcou numa canoa furada ao dizer que “o Ailton Krenak é 1º indígena a assumir uma cadeira em academias de letras no Brasil”. Tá lembrada disso? Foi na crônica ABL terá índio imortal?, que abordou a probabilidade dele ser eleito para a Academia Brasileira de Letras. É verdade que o Krenak é 1º indígena a assumir cadeira na Academia de Letras de Minas Gerais, sim. Porém, outro índio já integrava academia regional de letras no país, antes de Krenak.

– Como assim, Athaliba? Insinuas que dei “barrigada”, divulgando notícia equivocada?

– Marineth, não se puna. Sua barrigada foi involuntária. Não grave como outras históricas no jornalismo. Lembra aquela do programa Domingo Legal, no SBT, que forjou entrevista com “atores” que diziam integrar a facção criminosa PCC – Primeiro Comando da Capital? Dias depois, setembro de 2003, um dos chefes da organização criminosa, com QG – Quartel General em São Paulo -, disse que a entrevista era uma farsa. Irônico é que a polícia comprovou ser falsa!

– Athaliba, como soube da minha “barrigada” e quem é o indígena que precede o Krenak?

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– Ora, Marineth, ocê tá no mundo da lua? O tal indígena, atualmente, tá na telinha da TV. É o intérprete do Pajé Jurecê, na novela Terra e paixão. Trata-se de Daniel Munduruku Monteiro Costa, nascido 28/2 de 1964, no Pará. Ele é pai de Iraê Gató, papel da atriz indígena Suyane Moreira; avô de Yandara, personagem da atriz e modelo indígena Rafaela Cocal. No elenco tem ainda o indígena Mapu Huni Kui, músico e compositor, no papel de Raoni Gató, filho de Jurecê.

– Isso é admirável, Athaliba! Qual a academia de letras que o Daniel Munduruku integra?

– Primeiro, Marineth, é preciso revelar que fiquei sabendo da “barrigada” por mensagem recebida no correio eletrônico. Um professor e pesquisador universitário – não divulgo o nome por não ter autorização -, que é leitor das crônicas, fez a observação. Aproveito para agradecer a ele daqui das entranhas d’O Folha de Minas. Também aos demais integrantes de comunidades das universidades do Brasil que têm acolhido as Crônicas do Athaliba. Aos leitores (as), em geral!

– Athaliba, soube que ocê tem no mailing mais de 6.000 (seis mil) contatos de e-mails, que é formado, em larga maioria, por profissionais do setor de educação de todas as partes do país. E de personagens da política, nas esferas federal, estaduais e municipais. É sua válvula de escape na peleja contra o vício nocivo dos vídeos de babaquices e às frases de efeito que não diz “coisa com coisa”, no mundo da internet? O caldeirão (loucura!!!) do lixo cultural tá transbordando.

– Marineth, vamos discutir essa questão depois. O que importa é conhecer a trajetória do indígena Daniel Munduruku. Sabia que ele foi candidato à Academia Brasileira de Letras – ABL -, em 2021, disputando vaga com o médico Paulo Niemeyer e o crítico Joaquim Branco? Recebeu o apoio do Ailton Krenak, num manifesto assinado por cerca de 100 escritores. Portanto, creio que agora, o Krenak tem o apoio incondicional do Munduruku à vaga na Casa de Machado de Assis.

– Athaliba, valeu cometer a “barrigada”, pois isso me proporcionou conhecer o Munduruku.

– Bem, Marineth, aprendemos nos erros. Às vezes, na porrada. É quando a vida nos ensina no processo de proscrição da teimosia, pirraça, ignorância. O Daniel Monteiro Costa – ele incluiu Munduruku no nome, designação da etnia indígena – integra a Academia de Letras de Lorena, no interior de São Paulo, onde vive. O município tem perto de 85 mil pessoas. Na composição étnica, 0,05% de indígenas; 69,90% brancos; 29,90% pardos; 6,85% negros e 0,90% amarelos.

– Athaliba, arrola, por favor, alguns dos livros do Daniel Munduruku.

– Marineth, justificando a candidatura à ABL, iniciativa de amigos, ele disse que “pela obra que já tenho, e pelo fato de que sou indígena, considero uma iniciativa importante; pois escrevo para crianças e jovens, exatamente para tentar diminuir essa visão estereotipada que se tem dos indígenas”. Entre os títulos das publicações dele tem A palavra do grande chefe, Coisas de índio, Contos indígenas brasileiros, Vozes ancestrais, Histórias de índio e Um dia na aldeia.

– Que outros aspectos ocê destaca, Athaliba, da trajetória do indígena Daniel Munduruku?

– Marineth, ele é um cidadão organizado. Tem militância política. Transferiu-se do PC do B – Partido Comunista do Brasil – para o PDT – Partido Democrático Trabalhista. Legenda à qual elegeu Mário Juruna, 1º indígena deputado federal, pelo Rio de Janeiro, em 1982. E Daniel foi candidato pela tal sigla a deputado federal, por São Paulo, em 2022. Ele produz vídeos, com divulgação no YouTube. Afirma que “a utilização das tecnologias pelos indígenas não prejudica a herança cultural, servindo como ferramentas atualizadoras da memória”. O cara é antenado!!!

Tags: ColunaLenin Novaes
Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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