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Home Colunas

Mouzalina, deportada, se refugia em Alucard

Por Lenin Novaes
21 de novembro de 2018 - 15:37
em Colunas
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– Athaliba, você não faz ideia da dimensão da repercussão da cerimônia de união coletiva de casais LGBTi que será realizada na noite de Natal, em Alucard. O caso tá batendo altos níveis do Ibope. Supera as notas costumeiras das futilidades de alardeados “famosos” e “celebridades” que preenchem as colunas sociais de jornais e revistas. É comentário nos programas inúteis de fofocas, fuxicos e mexericos de TVs. E já atravessou fronteiras nacionais, ecoando nos sete continentes do mundo. Sem exagero.

– Uai, Marineth, né prá menos, né? Afinal, a cidade de Alucard está sob os holofotes das multiplicas mídias, sediando acontecimento histórico do que se tem notícia no mundo. Nem mesmo a situação que a coloca à beira da morte, com a exaustão da exploração do minério de ferro, feita pela Yale, é assunto de interesse da imprensa nacional. Quem se importa se Alucard afunda sem atividades econômicas?

– Pois é, Athaliba, conversei com a transexual Mary Help, integrante do comitê organizador do evento. Ela adiantou detalhes da programação. Revelou que a transexual Mouzalina, a Boqueteira Glutona, conhecida de longa data, chegou a Alucard e pediu para apadrinhar a união de casais LGBTi.

– Marineth, que personagem é essa que caiu de paraquedas em Alucard?

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– Acânho, Athaliba? Ansiôs dimais? A história da Mouzalina é cheia de peripécias. A Mary Help contou que ela foi deportada da Europa e se refugia na casa da Tunica, amiga dela desde a adolescência. Ambas sofreram bullyng devido aos prenomes.

– Que trem é esse, Marineth? A cidade de Alucard é mesmo cheia de surpresas.

– Prestenção, Athaliba. O nome de batismo da transexual Mouzalina é Mouzar. O pai dele(a) quis homenagear um amigo colocando o nome de um de seus filhos, Mouzarth. Mas aconteceu que o pai, ao fazer o registro de nascimento no cartório, não soube pronunciar de forma correta o nome, por ser semialfabetizado e estar alcoolizado. Aí, ao invés de Mouzarth, o nome na certidão de nascimento ficou Mouzar. Já rapaz, Mouzar tentou alterar o nome. Não conseguiu. E passou a atribuir a ‘falha’ ao escrivão, com desculpas de que “o escrivão registra o nome de acordo com o que lhe dá na cabeça”.

– Pois, Marineth, em Alucard, a exemplo de tantas outras cidades interioranas das Gerais e demais capitais, tá cheia de registros de nomes cabulosos. É de deixar os pêlos do pé arrepiados. Entendeu?

– Como cê sabe, Athaliba? Também Mary Help contou o caso da Tunica, cujo nome real é Antonio Benedito dos Santos Silva. Gostava de brincar de ser a máquina do trenzinho, com os colegas engatados nele. Mas, esperneava ao pedirem “vem, vem aqui, Tunica, vem tirar leitinho da minha …” Desde então renega o prenome Antonio.

– Qualé, Marineth. Que sengraceza, pouca vergonha, descaramento e falta de graça.

– Cê né inocente, né, Athaliba? Ispia só. Mary Help disse que os traumas e rejeições pelos nomes acabaram unindo Mouzalina a Tunica, além, claro, da questão do transtorno de gênero. A Mouzalina se prostituiu em alguns países da Europa, admirada pelo desempenho sexual com os clientes. Ela utiliza com extrema habilidade a técnica do pompoarismo no ato sexual e o arremata sorvendo o cliente até a última gota. Fazia isso com esmero, primor, requinte, desde adolescente, com os rapazes da Pedreira e da Gabiroba, que a apelidaram de Boqueteira Glutona. Tem a bunda super modelada, que rouba rola.

– Que beleza. Então ela é internacional, nuémezzz? E o que ela vai fazer em Alucard?

– Athaliba, não se sabe. O pedido de apadrinhar os casais LGBTi lhe foi negado. Existe resistência devido ao passado nebuloso dela, que não goza da confiança das transexuais das cidades limítrofes de Alucard. A Mouzalina é quinta-coluna. Já imaginou isso? Quinta-coluna!

– Traidora das próprias companheiras, Marineth?

– É o que contou Shelby para Mary Help. Mouzalina faz o jogo dos reacionários. Delatava as outras transexuais à polícia para reduzir a concorrência na prostituição de rua. Agora, com ameaça da política do ódio e da intolerância do presidente eleito, o pânico se instalou na comunidade LGBTi. As transexuais, lésbicas, bissexuais, gays e travestis, ao saber do retorno de Mouzalina, apertam Tunica para ela mandar a amiga viver o resto de sua vida na Ciudad del Este, no Paraguai.

– O caso é muito delicado, Marineth. E o mal deve ser cortado pela raiz. Não se deve pagar pra ver. Se Mouzalina é quinta-coluna, então, que seja eliminada do convívio dos seus pares. O contexto político da vida brasileira, atualmente, dá margem de riscos de perigo para quem discordar do presidente eleito. Para ela ofereço a música Defunto caguete, de Bezerra da Silva, que você, Marineth, pode ouvir clicando o link https://www.vagalume.com.br/bezerra-da-silva/defunt-caguete.html.  E acompanhe com a letra:

 

Mas é que fui num velório velar um malandro

Que tremenda decepção

Eu bati que o esperto era rico e legal

Ele era do time da entregação

O bicho esticado na mesa

Era dedo nervoso e eu não sabia

Enquanto a malandragem fazia a cabeça

O indicador do defunto tremia

 

Era caguete sim .. Era caguete sim ..

Eu só sei que a policia pintou no velório

e o dedão do safado apontava pra mim

Era caguete sim.. Era caguete sim ..

Eu já vi que a policia rochou no velório

e o dedão do coruja apontava pra mim

 

Caguete é mesmo um tremendo canalha

Nem morto não dá sossego

Chegou no inferno entregou o diabo

E lá no céu caguetou São Pedro

 

Ainda disse que não adianta

Por que a onda dele era mesmo entregar

Quando o caguete é um bom caguete

Ele cagueta em qualquer lugar

 

Era caguete sim .. Era caguete sim ..

Eu só sei que a polícia pintou no velório

e o dedão do safado apontava pra mim

Era caguete sim .. Era caguete sim ..

Eu já vi que a polícia rochou no velório

e o dedão do coruja apontava pra mim

 

*Lenin Novaes, jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o concurso nacional Poesias de jornalistas, homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som – MIS.

Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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