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Home Colunas

Malungos na Viradouro

Por Lenin Novaes
21 de outubro de 2024 - 14:24
em Colunas

Brunna Félix, pernambucana, venceu concurso cultural para a logomarca do enredo da Viradouro, no Carnaval de 2025. 

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– Marineth, com o enredo Malunguinho: o mensageiro de três mundos, a Viradouro, que fica do outro lado da “poça d’água” (Baía de Guanabara), em Niterói, vai tentar o bicampeonato. É a aposta do carnavalesco Tarcísio Zanon. Ele ousa fazer da escola uma corrente de transmissão para levar ao público do sambódromo personagens históricos, e, assim, tirá-los da obscuridade. A estratégia implementada deu à escola o título de campeã com Arroboboi, Dangbé.

– Foi isso mesmo, Athaliba. Aquele tema mostrou a força da mulher negra, através do culto à cobra sagrada e sabedoria africana. No desfile da escola teve um “exército” de mulheres negras desmitificando a batalha que teria transformado uma cobra em deusa na África. A escola foi até o século XVIII, em Benin, onde nasceu o culto à serpente. E o que ocê sabe sobre o novo enredo?

– Marineth, trata-se da história de um líder de quilombo que aprendeu com indígenas, há dois séculos, o segredo da força das ervas. Para Zanon, “a Viradouro, com a missão de escola de samba, de espaço cultural e de trazer mensagens motivacionais e de reparação histórica, optou por falar sobre esse grande homem, esse herói nacional. E merece homenagem no sambódromo, através do carnaval carioca”.

– Athaliba, é grande o desafio em apresentar personagem desconhecido como tema central em desfile de escola de samba. Diferentemente de enredos com figuras carimbadas, né?

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– Com certeza, Marineth. Zanon e João Gustavo Melo, enredista, revelaram que o enredo surgiu em meio a pesquisas e estudos na pandemia do Covid-19. Perceberam a importância de Malunguinho como figura histórica e cultural. Exemplo da luta do povo afro-brasileiro e indígena que vem atravessando gerações. O carnavalesco diz que “foi o Malunguinho que nos escolheu, e, ao contrário, não fomos nós que o escolhemos”.

– Interessante, Athaliba. Provavelmente, tanto Zanon quanto João Gustavo foi fisgado pelo personagem durante as pesquisas.

– Marineth, é o que afirma Zanon. “Da pesquisa sobre a árvore Jurema descobri que Malunguinho sobreviveu dentro do culto da Jurema, sendo um dos maiores quilombolas, assim, como foi Zumbi dos Palmares. E lá em Pernambuco percebemos a grande responsabilidade por contar a história desse personagem histórico. E sentimos enorme orgulho e afeto por ele”.

– O que diz o enredista, Athaliba?

– Marineth, o João bate na mesmíssima tecla do carnavalesco. Avalia que “contar histórias, que não só sejam também elemento de reflexão e que reverbere nas escolas e universidades, é compromisso de instituições carnavalescas. As religiões de matriz africana estão debaixo de ataques na socidade. E o racismo nunca esteve tão exposto no Brasil, como agora”.

– Athaliba, infelizmente, isso é fato corriqueiro, que inunda a mídia.

– Marineth, é imperioso destacar a parceria da direção da Viradouro com a Escola Estadual Argentina Castelo Branco (nome não soa bem, mas, não é o caso, aqui), em Pernambuco. Saiu de lá a logomarca que ilustra o enredo da agremiação carnavalesca. Habilmente, no bom sentido, Zanon, acatou a proposta do professor João Monteiro, idealizador do concurso cultural para a escolha do cartaz de divulgação do tema.

– Athaliba, quem venceu?

– Marineth, o João Monteiro é técnico em Promoção de Igualdade Racial e Étnico-Racial. E é juremeiro, adepto da Jurema. Bem, a estudante Brunna Félix do Carmo, de 18 anos, do 2º ano do Ensino Médio, é a vencedora da arte/desenho do enredo Malunguinho: o mensageiro de três mundos. É filha de José Petrolina do Carmo Filho, motorista aposentado, e de Maria das Graças Félix. Suplantou os mais de 140 colegas e professores, inscritos no concurso.

– E a estudante mereceu o convite para conhecer a Viradouro, Athaliba?

– Não só isso, Marineth. A Brunna participará do desfile no domingo de Carnaval, ao lado dos integrantes do departamento de criação. Ela visitou o “barracão” (atelier) da escola na Cidade do Samba Joãosinho Trinta, na Gamboa. Revelou que nada sabia sobre Malunguinho. Aprendeu a conhecê-lo através de vídeos postados nas redes sociais da Viradouro, seguindo as sugestões do carnavalesco. O desenho mostra que ela foi excelente aprendiz.

– Athaliba, a tática do Zanon de fazer da escola corrente de transmissão em dá visibilidade a vultos históricos do Brasil tá dando resultado. Vamos aferir o alcance disso após o desfile!

Tags: ColunaLenin Novaes
Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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