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Home Notícias Brasil

INSS passa a exigir biometria facial para liberar empréstimo consignado

Nova regra entra em vigor nesta terça-feira e busca aumentar segurança contra fraudes envolvendo aposentados e pensionistas

Por Redação
19 de maio de 2026 - 08:23
em Brasil
INSS passa a exigir biometria facial para liberar empréstimo consignado

Crédito: Rafa Neddermeyer / ABR

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A contratação de empréstimos consignados por aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passa a ter novas regras de segurança a partir desta terça-feira (19). Agora, quem solicitar esse tipo de crédito precisará validar a operação por biometria facial no aplicativo ou site Meu INSS.

A mudança faz parte da Lei nº 15.327/2026, criada após o aumento de denúncias de fraudes e contratações indevidas envolvendo beneficiários do INSS, principalmente idosos.

O objetivo do governo federal é dificultar golpes praticados com uso irregular de dados pessoais e impedir empréstimos feitos sem autorização direta dos segurados.

Com a nova legislação, operações feitas exclusivamente por telefone deixam de ser permitidas. A lei também proíbe a contratação por procuração de terceiros.

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Na prática, a autorização do crédito passa a depender da validação facial do próprio beneficiário dentro da plataforma oficial do Meu INSS.

Segundo o governo, a medida pretende reforçar a segurança digital e reduzir casos de assédio comercial contra aposentados e pensionistas.

Como vai funcionar o novo processo

A partir de agora, sempre que um beneficiário solicitar um empréstimo consignado, a proposta ficará registrada no Meu INSS com status de “pendente de confirmação”.

O aposentado ou pensionista terá até cinco dias corridos para concluir a confirmação por reconhecimento facial.

Caso a biometria não seja realizada dentro desse prazo, o contrato será cancelado automaticamente.

O sistema também permitirá que o beneficiário acompanhe a operação diretamente pela plataforma do INSS, aumentando o controle sobre os contratos firmados.

Prazo de pagamento aumenta para até nove anos

Além da biometria obrigatória, a nova lei amplia o prazo máximo de pagamento dos consignados.

O limite passou de 96 meses para até 108 parcelas, o equivalente a nove anos de financiamento.

Outra mudança permite que o início do pagamento aconteça somente até três meses após a liberação do crédito.

Segundo especialistas do setor financeiro, a ampliação do prazo pode reduzir o valor das parcelas mensais, mas também tende a elevar o custo final da dívida devido à incidência de juros por período mais longo.

Consignado é alvo frequente de fraudes

Nos últimos anos, órgãos de defesa do consumidor e o próprio INSS registraram aumento significativo nas reclamações envolvendo empréstimos consignados contratados sem autorização.

Entre os principais problemas relatados estão descontos indevidos em benefícios, uso irregular de dados pessoais e pressão de correspondentes bancários sobre aposentados.

O consignado é uma das modalidades de crédito mais oferecidas a aposentados e pensionistas porque as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento do benefício, reduzindo o risco de inadimplência para os bancos.

Por outro lado, entidades de defesa do consumidor alertam que a facilidade de contratação também ampliou o número de abusos no setor.

O governo federal afirma que a biometria facial deve funcionar como uma camada extra de proteção contra fraudes financeiras.

Nos bastidores do INSS, a avaliação é de que a nova regra pode reduzir significativamente contratos contestados judicialmente nos próximos anos.

A exigência de autenticação digital segue uma tendência já adotada em outros serviços públicos e bancários no país.

Tags: aposentadosbiometria facialempréstimo consignadoINSSMeu INSS
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