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Home Notícias Política

Imprensa internacional assume tom mais crítico em relação ao governo Temer

Por Redação
13 de maio de 2016 - 14:45
em Política
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Para a revista britânica The Economist, o apelo de Temer em favor de reformas econômica pode se transformar em uma "luta difícil" (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Após adotar uma cobertura factual durante a votação do Senado sobre o início do processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff, a imprensa internacional começa a adotar um tom mais crítico a respeito do governo Temer. A revista britânica The Economist afirmou, em sua nova edição, que o apelo do presidente interino Michel Temer em favor de reformas econômica no país pode se transformar em uma "luta difícil".

Segundo a revista, os congressistas, por não estarem exatamente interessados em cortes de gastos e aumentos de impostos, podem "resistir ao aperto de cinto necessário, especialmente [tendo em vista] a corrida para importantes eleições locais de outubro". A publicação lembrou que Temer é acusado pelos apoiadores de Dilma Rousseff de ser um usurpador do poder.

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De acordo com a revista, Temer "carece de legitimidade eleitoral para [executar] as reformas estruturais radicais, como as pensões generosas, as leis trabalhistas rígidas, os impostos bizantinos" e o sistema eleitoral. "É o caso de, se e quando, ele terá em mãos as chaves do [Palácio] da Alvorada", destacou The Economist.

O jornal norte-americano Los Angeles Times  afirmou que o novo governo terá de superar as "acusações de que tomou o poder ilegitimamente e, ao mesmo tempo, enfrentar a pior recessão do Brasil em décadas". No noticiário e no site, a rede de televisão CNN  informou que a presidenta afastada Dilma Rousseff terá, depois da aprovação do início do processo de impeachment, "os próximos 180 dias para enfrentar as acusações de que contrariou as leis orçamentárias, [enquanto] Temer tem a tarefa imensamente difícil de conquistar a confiança dos brasileiros".

O jornal canadense The Globe and Mail, depois de enumerar as medidas anunciadas pelo presidente interino Michel Temer para ajustar a economia e atrair investimentos, acrescentou que a Operação Lava Jato atinge sete dos 24 ministros anunciados pela administração que substituiu Dilma Rousseff.

E sua edição norte-americana, o jornal britânico The Guardian disse que Michel Temer prometeu restaurar a confiança na maior economia da América Latina, mas para realizar a tarefa nomeou um ministério "visivelmente branco" em uma das nações "mais etnicamente diversas do mundo".

Na matéria principal da seção internacional, o New York Times  publicou que a primeira escolha de Temer para ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação era um criacionista (que se opõe à teoria de evolução das espécies) e que ele próprio (Temer) é o primeiro líder brasileiro em décadas que não incluiu mulheres em seu gabinete.

Para a revista norte-americana Time, o escândalo que atingiu a Petrobras revelou a corrupção profunda de todo o setor político brasileiro, não só os líderes do PT, mas também os dirigentes da oposição.

"Temer foi implicado por testemunhas no escândalo, mas ele não foi acusado", informou a revista. A Time lembrou que "vários membros do gabinete de Temer foram atingidos, entre outras, com acusações de corrupção".

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