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Home Colunas

Impérvia Guaxupé

Por Lenin Novaes
17 de julho de 2023 - 08:48
em Colunas

Pio Damião, 1º enfermeiro da Santa Casa,  criou a Frente Negra Brasileira para valorizar o negro à sua ascensão social e profissional, além de unificar e protegê-los. (Divulgação) - 

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– Marineth, a urbe mineira Guaxupé está impérvia no globo da informática. Nesse contexto, não diferente de tantos municípios interioranos, é preciso muita astúcia para explorar e chegar às estruturas de poder. A camuflagem, propositada ou não, oculta ações escusas. E foi a partir do Louvor à enfermeira Jussara, crônica repercutida do Oiapoque ao Chuí (ligação dos extremos territoriais do Brasil, ou seja, Norte e Sul), que fui vasculhar aquela cidade, berço natal da Jussara Otaviano. E lá encontrei breve referência de personagem fascinante, histórico, que me comoveu.

– Ocê pode explicar isso tim-tim por tim-tim, Athaliba? Que personagem fascinante é esse?

– Marineth, o acesso à informação é direito fundamental do cidadão. Isso tá consagrado no inciso II do § 3 do art. 37 e no § 2 do art. 216 da Constituição Federal de 1988. No arcabouço do poder de Guaxupé, o setor judicial tá dentro dos conformes. Já a área do executivo é manquitola, não facilita o acesso às informações. O fato remete ao poema No meio do caminho, do saudoso poeta Carlos Drummond de Andrade: “No meio do caminho tinha uma pedra/Tinha uma pedra no meio do caminho/Tinha uma pedra/No meio do caminho tinha uma pedra/Nunca me esquecerei desse acontecimento/Na vida de minhas retinas tão fatigadas/Nunca esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra”.

– Eh, trem doido, Athaliba! E na área do legislativo o cidadão, a cidadã, transita livremente?

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– Qual o quê, Marineth! Ainda no executivo, o prefeito Heber Hamilton Quintella, paulistano de Igarapava, parece blindado no site da prefeitura. Algumas secretarias têm correio eletrônico – e-mails – para contato direto. Ao contrário da Câmara de Vereadores. Lá, os parlamentares estão encaixilhados na legenda partidária, período de mandato e data de nascimento. São 13 homens e apenas uma mulher. Dá a impressão de que o parlamento até parece ser o Clube do Bolinha.

– Ora, Athaliba, essa situação guaxupeana não é diferente de Itabira do Mato Dentro, berço de nascimento do poeta Drummond. Lá tem uma mulher, entre 17 vereadores. Leve diferença da Câmara de Vereadores de Conceição do Mato Dentro, município de origem da tua linha materna. Lá são duas mulheres entre os 11 parlamentares. Agora, por favor, deita falação do personagem que encontrou na aventura ao bisbilhotar a impérvia Guaxupé, como ocê a diagnosticou.

– Marineth, o município tem pouco mais de 50 mil habitantes, tendo 282 km de proximidade com São Paulo e 478 km de distância de Belo Horizonte. Queria saber da história da urbe e encontrei citação sobre total extinção do Quilombo do Cala-Boca, devido ao massacre dos 420 habitantes. E, aprofundando a pesquisa, cheguei a Pio Damião. Ele foi praticante de enfermagem, profissão acadêmica da Jussara Otaviano que, talvez, vá saber, a tenha influenciado. Nasceu em Araxá, 25/12 de 1882, filho dos escravos Tobias Damião e Eva Maria. E fundou a Frente Negra Brasileira, em Guaxupé, 1938, com cursos profissionalizantes para aprimorar o negro à sua ascensão social e profissional, além de unificar e protegê-los. O cara tava a frente do tempo dele.

– Poxa, Athaliba dos Anjos, isso é interessante por demais da conta!

– Sim, Marineth Moura. Por 40 anos dedicou-se às atividades de enfermagem e à política. Foi o 1º enfermeiro da Santa Casa de Misericórdia de Guaxupé, onde a mulher dele, Jerônima, exerceu a função de parteira. O casal contou com a colaboração de dois sobrinhos “por cuidar da direção, da cozinha e da assistência hospitalar dos enfermos internados”, como registra o site oficial da instituição, fundada em 1908. Apesar da nota, não se encontra imagem de Pio Damião.

– É muita dedicação solidária, em tempos tão nebulosos no país, né, Athaliba?

– No Brasil, a partir da nefasta invasão – como todo processo de colonização no mundo, creio -, os tempos estão sempre sombrios, Marineth. Vale sinalizar que Pio Damião principiou às iniciativas de se instituir o ensino de enfermagem no país, datadas de 1890, com a Escola Profissional de Enfermeiros e Enfermeiras da Assistência a Alienados. Que é a atual Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, ligada à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO.

– É verdade que ele foi agente funerário, Athaliba?

– Marineth, se liga na visão dele de empreendedor. Parte da venda de caixões da Funerária Pio X ele destinava à Santa Casa. E, após se desvincular da instituição, reservou dependência na própria casa para abrigar doentes desenganados por médicos, ou indigentes e deficientes físicos. É reconhecido pela abnegação dos próprios interesses em função de atender as necessidades alheias. O falecimento de Pio Damião, em 26/2 de 1953, tem registro no jornal Folha do Povo.

Tags: ColunaLenin Novaes
Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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