A guerra envolvendo Irã, Israel e os Estados Unidos entrou no sexto dia nesta quinta-feira (5) com uma nova onda de ataques aéreos contra alvos em Teerã. O governo israelense afirmou ter atingido centros militares e infraestrutura ligados às autoridades iranianas, enquanto o Irã respondeu com lançamentos de mísseis que acionaram sirenes de alerta e levaram moradores de cidades israelenses a buscar abrigo.
As ofensivas fazem parte de uma escalada iniciada no final de fevereiro, quando forças americanas e israelenses lançaram uma série de ataques coordenados contra instalações militares e estruturas estratégicas iranianas, numa operação militar conhecida como “Lion’s Roar”.
Desde então, o conflito se ampliou rapidamente, envolvendo ataques de mísseis, drones e bombardeios em diferentes regiões do Oriente Médio.
Conflito se espalha pela região
Os combates não se restringem ao território iraniano e israelense. A guerra já provocou incidentes em vários países da região, incluindo ataques contra bases e interesses norte-americanos no Golfo.
Um míssil lançado a partir do Irã chegou a ser interceptado pelas defesas aéreas da OTAN antes de atingir o espaço aéreo da Turquia, ampliando o risco de envolvimento direto de países da aliança militar.
Também houve registros de ataques com drones contra instalações diplomáticas e militares dos Estados Unidos em países do Golfo, além de ameaças iranianas de controlar o tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz.
Impacto global
A escalada militar provocou reflexos imediatos na economia internacional. O temor de interrupção no fornecimento de petróleo elevou os preços da commodity e aumentou a tensão nos mercados financeiros.
O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado por via marítima no mundo, tornou-se um dos principais focos de preocupação após ameaças de bloqueio e ataques a navios petroleiros.
Além do impacto econômico, milhares de turistas e moradores estrangeiros tentam deixar o Oriente Médio, diante da deterioração da segurança regional.
Mortes e crise humanitária
Organizações de direitos humanos e autoridades locais apontam que os combates já deixaram mais de mil mortos e milhares de feridos desde o início da ofensiva militar.
Hospitais e áreas urbanas também foram atingidos em alguns ataques, o que tem provocado críticas e preocupações de organismos internacionais sobre possíveis violações do direito humanitário.
Escalada sem previsão de fim
Autoridades iranianas afirmam que continuarão a retaliar ataques contra o país, enquanto o governo norte-americano declarou apoio às operações militares conduzidas por Israel.
A comunidade internacional acompanha com preocupação a possibilidade de ampliação do conflito para outros países da região — cenário que poderia desencadear uma guerra de grandes proporções no Oriente Médio.






