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Home Colunas

Forças armadas: muletas do mito?

Por Lenin Novaes
6 de maio de 2020 - 10:22
em Colunas

O livro reconstruiu a trajetória do capitão, apelidado de Cavalão, que ameaçou explodir com bombas unidades do Exército. (Foto Divulgação)

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– Marineth, “a desculpa do aleijado é a muleta”, diz o provérbio. Que fique claro, aqui, sem qualquer desígnio pejorativo às pessoas que a utiliza como suporte na deficiência de andar. Será que o mito pés de barro, no trono da presidência da República do Brasil, usa as forças armadas como muletas para sustentar as trapalhadas dele?  É o que perece, como fez no fim-de-semana ao quebrar o isolamento e provocar aglomeração mais uma vez nessa pandemia do COVID-19, no apoio que deu ao ato de ameaça contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal – STF -, no quintal do Palácio do Planalto, em Brasília.

– Athaliba, a Aeronáutica, Exército e Marinha são subordinadas à Constituição e, assim, ao povo, conforme o parágrafo único do Art. 1º: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou, diretamente, nos termos desta Constituição”. Mas, o mito pés de barro vive a arrotar que tem as forças armadas subjulgadas à vontade dele. Ouviu o que não devia do ministro do STF, Luís Roberto Barroso, ao dizer que “não se deve arremessar as forças armadas no varejo da política”. Foi um puxão de orelha bem aplicado à arrogância.

– Marineth, o mito pés de barro é useiro e vezeiro em alardear em suas fanfarrices que “o governo tem o povo e as forças armadas ao seu lado”. Ele, presentemente, comandante supremo das forças armadas, em função do cargo que exerce, deita e rola. Mas, se faz imperativo a leitura do livro-reportagem “O cadete e o capitão – A vida de Jair Bolsonaro no quartel”, do jornalista Luís Maklouf Carvalho, para o mínimo entendimento do seu comportamento estapafúrdio.

– Athaliba, esse livro do experiente jornalista do jornal Estado de S. Paulo, que é autor de “Mulheres que foram à luta armada” e “Já vi esse filme: reportagens e polêmicas sobre Lula e o PT”, é bem sugestivo para aliviar a tensão nesse confinamento preventivo ao COVID-19. Ou não.

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– Sim, Marineth. A publicação da Editora Todavia, com 256 páginas, descreve em detalhes e farta documentação esse controverso momento da trajetória do mandatário brasileiro. Trata-se de montagem de quebra-cabeças histórico que resultou na sessão final em que o então capitão, apelidado de “Cavalão”, em 16/6 de 1988, sentou no banco dos réus do Superior Tribunal Militar acusado de planejar explodir bombas em quartéis em protesto contra os baixos soldos, no golpe que se chamava “Beco sem saída”, conforme reportagem publicada pela revista Veja.

– Athaliba, o inquérito na máxima corte militar do país foi instaurado com base na notícia?

– Marineth, a reportagem dizia que “caso o reajuste fique abaixo de 60%, algumas bombas seriam detonadas nos banheiros da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e, simultaneamente, haveria explosões na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, e em outras unidades do Exército”. Em outro episódio, considerado menos explosivo, que gerou inquérito, o então oficial militar assinou artigo na seção “Ponto de vista” daquela revista, em 3/9 de 1986, reclamando de baixos salários nos quartéis.

– Athaliba, isso não deu em nada, né?

– Marineth, a insubordinação, afronta ao então ministro do Exército, general Leônidas Pires Gonçalves, rendeu 15 dias de prisão ao capitão por quebra de disciplina e hierarquia. O ato dele, diga-se, era o sentimento de boa parte da caserna. E é oportuno lembrar que as forças armadas, bem como as forças auxiliares – bombeiros, policiais militares e guardas municipais – têm seus salários pagos com os esforços de produção da massa trabalhadora do Brasil, mal remunerada.

– Bem lembrado, Athaliba. Mas como resultou o inquérito da tentativa de golpe de explodir bombas nos quartéis e na Academia Militar das Agulhas Negras?

– Marineth, um conselho de justificação do Exército considerou o capitão culpado por três votos a zero, por “conduta irregular e praticado atos que afetam a honra pessoal e o pundonor (ponto de honra) militar e o decoro da classe”. O general Leônidas, então, levou o caso ao STM, e o capitão encarregou-se da própria defesa. Teve exames grafotécnicos sobre autoria de desenho atribuído ao capitão. Um laudo da Polícia do Exército e outro também militar deram inconclusivos. E um terceiro laudo feito pela Polícia Federal concluiu que os croquis eram de autoria do capitão. Aí, a PE mostrou outro laudo, o quarto, dessa vez confirmando que o capitão era o autor do desenho. Com dois exames acusatórios e dois não conclusivos, a corte militar absolveu o capitão por 9 a 4 votos, prevalecendo o princípio do Direito chamado in dúbio pro reo (em caso de dúvida se favorece o réu).

– Athaliba, é como a música “Dois prá lá, dois prá cá”, de João Bosco e seu parceiro, Aldir Blanc, que morreu dia 4 de maio vítima de COVID-19.

– Marineth, com apuração minuciosa, o jornalista questiona a decisão dos ministros, pois ele mostrou que o quarto laudo não existiu, sendo apenas uma espécie de adendo à segunda perícia que retificava o segundo laudo, a partir de novas amostras coletadas do réu. E através de áudios da última sessão do julgamento é possível depreender que, ao invés de questionar o réu, ministros passaram a desqualificar a imprensa, em especial a revista e a repórter Cássia Maria. O general Alzir Benjamin Chaloub chegou a afirmar que “repórter não é flor que se cheire”.

– Athaliba, já posso antever o desfecho. O alto escalão da justiça militar elegeu a imprensa como inimiga e passou o livrar o capitão de culpa, né? Tudo como dantes no quartel de Abrantes.

– Marineth, o fato é que o capitão passou para a reserva do Exército após eleito vereador no Rio de Janeiro com 11.062 votos pelo extinto Partido Democrata Cristão, seis meses depois de absolvido. O jornalista Maklouf, em vão, tentou ouvir a versão do ex-capitão e a jornalista não aceitou dar entrevista. O livro, com acusações e questionamentos lastreados por documentos oficiais, devassa período pouco vasculhado da nascente redemocratização do Brasil e recupera a discordância entre a tropa e a cúpula militar e as fricções entre as forças armadas e imprensa que testava os seus limites em um cenário político novo. A publicação dá claros sinais dos traços da conturbada personalidade do mito pés de barro. Por isso e muito mais vale a leitura de “O cadete e o capitão – A vida de Jair Bolsonaro no quartel”.

Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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