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Home Colunas

Evento da FCCDA cai no ralo, em Alucard

Por Lenin Novaes
5 de novembro de 2018 - 10:07
em Colunas
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– Marineth, os conterrâneos do poeta Antônio Crispim, no poder de Alucard, são incompetentes na gestão. Outra vez, a FCCDA meteu os pés pelas mãos, repetindo os erros cometidos ano passado, na realização do concurso de poesia em homenagem ao saudoso poeta. Foi feito nas coxas e caiu no ralo.

– Como assim, Athaliba?

– A direção da instituição responsável pela cultura teve tempo hábil para organizar o evento, mas, a exemplo do ano anterior, caiu na própria armadilha. Os prazos do calendário do evento se estrangularam. E, sob o argumento do injustificável de que a quantidade de poemas inscritos surpreendeu, alterou datas estabelecidas. Trágico, se não fosse cômico, é que a trapalhada faz jus ao tema do concurso, No meio do caminho, título do poema de Antônio Crispim, que completa 90 anos da sua primeira publicação. E tem os versos: “No meio do caminho tinha uma pedra/Tinha uma pedra no meio do caminho/Tinha uma pedra/No meio do caminho tinha uma pedra”.

– Uai, Athaliba, isso significa o carimbo da incompetência passado pela direção da FCCDA.

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– Sim, Marineth. Bela observação. A proposta inicial era de divulgação dos poemas vencedores na solenidade de encerramento da 17ª semana crispiniana, dia 31/10, data de nascimento do poeta. Contudo, devido ao estrangulamento da data, o anúncio dos vencedores do concurso ficou para 19/11. É bom torcer para não aparecer mais nenhuma “pedra no meio do caminho”.

– Uai, Athaliba, faz figa aí, senão outra pedra pode brotar “no meio do caminho”. A palavra figa, é bom explicar, significa sinal feito com os dedos das mãos que, supostamente, afasta perigos. Feita com o dedo médio e o indicador, a figa simboliza cruz disfarçada, bolada pelos cristãos, para evitar perseguição, entre os séculos I e IV. A figa feita com o polegar era usada pelos romanos e etruscos, como amuleto, e era símbolo do ato sexual. No idioma italiano o nome é manofico, junção das palavras ‘mão’ e ‘figo’ – fruta que, na gíria, significa vagina. O polegar é uma metáfora ao pênis.

– Então, Marineth, vamos fazer figa à moda italiana. Que beleza!

– Até podemos, Athaliba, mas depois da conclusão do evento.

– Sei não, Marineth. Você sabia que a data para a solenidade de premiação está em aberto, ainda não definida? Como dar crédito à equipe dirigente com cargos DAS (Direção e Assessoramento Superior), custeada com dinheiro público para promover cultura na cidade, que já provou não ter competência? Nem a comissão julgadora do concurso é conhecida pela população e os concorrentes. Por quê? Ano passado, a Portaria Nº 046, que nomeou os três integrantes da comissão, somente foi publicada dois dias antes do prazo final das inscrições. E, em apenas 72 horas, a comissão escolheu os vitoriosos, conhecidos em nota chinfrim, através dos títulos dos poemas e dos pseudônimos. Nada ficou à posteridade. Só a lambança.

– Que trem doido, Athaliba. Por isso quero fixar-me em Alucard. Vou ajudar a semear o vento na cidade e levar o povo à rua para beber a tempestade. Alucard tem que ser virada pelo avesso, do avesso, do avesso. Precisa sair da inércia e construir identidade, ter soberania.

– Muito bem, Marineth. Isso mesmo. Alucard tem que deixar de ser do mato dentro. Se insubordinar contra a dependência hostil da exploração do minério de ferro, que tá chegando ao esgotamento. Tem que honrar, com dignidade, a memória do filho ilustre, o poeta Antônio Crispim, patrimônio da nossa literatura e que é exemplo de distinção. Que ele sirva, efetivamente, de estímulo à luta contra a derrocada eminente da cidade, em agonia, como no poema Lamento de Alucard. Declame-o com o povo prá salvar Alucard!

 

Gemido de dor no ranger dos trilhos,

No vai-e-vem dos trens, noite e dia.

Deixa indiferente, indolente, os filhos,

Na minha trajetória de densa agonia.

 

Arrancam dos meus seios os brilhos,

Das entranhas, os nutrientes da cria.

Há décadas já não florescem milhos,

Na floresta deflorada, e quase vazia.

 

Ah, quando concluirá a mortificação,

Essa aflição lenta que o ventre birra,

Deixando-me sufocada, sem opção?

 

Ah, até quando a minha gente mira,

Não sente o abafar do meu pulmão,

Dor do extermínio da mãe Alucard?

 

*Lenin Novaes, jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o concurso nacional Poesias de jornalistas, homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som – MIS.

Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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