Sem resultados
Ver todos os resultados
O Folha de Minas
  • Notícias
    • Gerais
    • Agropecuária
    • Brasil
    • Cidades
    • Economia
    • Internacional
    • Política
    • Turismo
  • Esportes
  • Cultura e Entretenimento
  • Educação
  • Ciência e Tecnologia
  • Saúde
  • Colunas
    • Ediel Ribeiro
    • Lenin Novaes
    • Nilson Lattari
    • Geraldo Ribeiro
    • Denise Carvalho
    • João Baptista Herkenhoff
  • Notícias
    • Gerais
    • Agropecuária
    • Brasil
    • Cidades
    • Economia
    • Internacional
    • Política
    • Turismo
  • Esportes
  • Cultura e Entretenimento
  • Educação
  • Ciência e Tecnologia
  • Saúde
  • Colunas
    • Ediel Ribeiro
    • Lenin Novaes
    • Nilson Lattari
    • Geraldo Ribeiro
    • Denise Carvalho
    • João Baptista Herkenhoff
Sem resultados
Ver todos os resultados
O Folha de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Notícias Internacional

Dívida dos EUA supera US$ 40 trilhões e juros altos aumentam pressão sobre contas do país

Cortes de impostos, déficits persistentes e aumento dos gastos levaram endividamento a nível recorde; tarifas de Trump e guerra no Oriente Médio pressionaram inflação e encareceram financiamento da dívida

Por Redação
26 de agosto de 2026 - 15:09
em Internacional

Foto: Marcello Casal Jr / ABR

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 40 trilhões, colocando a maior economia do mundo diante de um problema que vem sendo construído há décadas, mas ganhou velocidade nos últimos governos.

Dados do Departamento do Tesouro mostram que o endividamento chegou a US$ 40,047 trilhões em agosto. Desse total, cerca de US$ 32,3 trilhões correspondem a títulos públicos em poder de investidores, enquanto aproximadamente US$ 7,8 trilhões representam obrigações entre diferentes órgãos do próprio governo.

O tamanho da dívida mais que dobrou em menos de dez anos. Quando Donald Trump iniciou seu primeiro mandato, em janeiro de 2017, o endividamento americano estava próximo de US$ 20 trilhões.

A escalada atravessou governos republicanos e democratas. No primeiro mandato de Trump, a dívida cresceu aproximadamente US$ 7,8 trilhões, parte significativa durante a pandemia de Covid-19. Durante o governo de Joe Biden, foram acrescentados outros US$ 8,4 trilhões, também sob efeito dos gastos relacionados à pandemia, além de investimentos em infraestrutura e programas econômicos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desde que Trump retornou à Casa Branca, em janeiro de 2025, outros US$ 3,8 trilhões foram acrescentados ao endividamento americano.

Cortes de impostos ampliaram o problema

Uma das principais pressões sobre as contas americanas está no desequilíbrio permanente entre aquilo que o governo arrecada e o que gasta.

O Congressional Budget Office (CBO), órgão independente ligado ao Congresso, projeta déficit de US$ 1,9 trilhão somente em 2026, equivalente a 5,8% do Produto Interno Bruto. Mantidas as políticas atuais, o rombo anual poderá chegar a US$ 3,1 trilhões em 2036.

A política tributária adotada durante o governo Trump contribuiu para aumentar essa diferença.

O pacote fiscal aprovado em 2025, que prorrogou e ampliou benefícios tributários, deverá acrescentar aproximadamente US$ 4,7 trilhões aos déficits projetados, segundo o CBO.

Embora algumas das medidas reduzam impostos também para trabalhadores e empresas, análises do FMI apontam efeitos distributivos bastante diferentes entre as faixas de renda. A instituição estima que cortes em programas como Medicaid e assistência alimentar, combinados com as tarifas de importação, tendem a reduzir a renda disponível principalmente entre os americanos mais pobres.

O problema fiscal se retroalimenta. Quanto maior a dívida, mais dinheiro o governo precisa gastar apenas para pagar juros. E quanto maiores os juros, mais rapidamente cresce a dívida.

Os pagamentos de juros já se tornaram a segunda maior despesa do orçamento federal americano, superando os gastos com Medicare e ficando atrás apenas da Previdência Social.

Guerra e tarifas mantêm inflação pressionada

É nesse ponto que outros dois componentes da política econômica atual passam a pesar: a guerra no Oriente Médio e as tarifas comerciais adotadas por Trump.

O Federal Reserve reconhece que as tarifas sobre produtos importados pressionaram os preços de bens de consumo durante 2025. A situação piorou depois do início do conflito no Oriente Médio, quando as restrições à navegação pelo Estreito de Ormuz provocaram forte aumento dos preços do petróleo e dos combustíveis.

Nos 12 meses encerrados em maio, o índice PCE, uma das principais medidas de inflação acompanhadas pelo banco central americano, avançou 4,1%, contra 2,5% um ano antes.

Os preços da energia subiram 24% no mesmo período.

O próprio FMI estima que as tarifas adotadas pelos Estados Unidos acrescentaram aproximadamente 0,5 ponto percentual ao nível de preços até o fim de 2025. A instituição concluiu ainda que boa parte desse custo foi absorvida por empresas americanas e, em menor proporção, pelos consumidores, contrariando a ideia de que a conta das tarifas recai exclusivamente sobre os países exportadores.

Com a inflação ainda acima da meta de 2%, o Federal Reserve manteve em julho sua taxa básica entre 3,5% e 3,75% ao ano.

Isso significa que o governo americano precisa refinanciar uma dívida de dezenas de trilhões de dólares pagando juros muito superiores aos praticados durante grande parte da década passada.

O chamado “risco Trump”

Além da inflação, investidores passaram a cobrar atenção para o aumento da incerteza envolvendo a política econômica americana.

Tarifas, confrontos comerciais, déficits elevados, guerra no Oriente Médio e dúvidas sobre a trajetória da dívida afetam as expectativas de quem compra títulos do Tesouro.

Os rendimentos dos títulos americanos de longo prazo chegaram aos maiores níveis em cerca de duas décadas. Na prática, o mercado passa a exigir remuneração maior para emprestar dinheiro ao governo por períodos mais longos.

É nesse contexto que aparece o chamado “risco Trump”, expressão utilizada no mercado para reunir as incertezas provocadas pelas políticas fiscal, comercial e externa da atual administração. Não se trata de um indicador oficial, mas de uma percepção de risco que pode contribuir para elevar os prêmios exigidos pelos investidores.

As tarifas ilustram a complexidade do problema. Inicialmente, elas aumentaram a arrecadação do governo e ajudaram a reduzir parte dos déficits projetados. Porém, depois de mudanças jurídicas e da substituição de algumas medidas, o CBO revisou suas estimativas e agora calcula que a política tarifária deverá deixar os déficits acumulados entre 2027 e 2036 US$ 900 bilhões maiores do que previa em fevereiro.

Ao mesmo tempo, as tarifas pressionam preços e podem reduzir a atividade econômica. O FMI estima que a política comercial americana deverá diminuir em cerca de 0,6% o nível do PIB dos Estados Unidos.

Dívida pode continuar crescendo

O cenário de longo prazo é ainda mais preocupante.

O CBO calcula que a dívida federal em poder do público, atualmente equivalente a aproximadamente 101% do PIB, poderá atingir 120% da economia americana em 2036, superando inclusive o recorde registrado após a Segunda Guerra Mundial.

O FMI apresenta uma projeção ainda mais ampla para o conjunto das administrações públicas e estima que a dívida governamental poderá superar 140% do PIB já em 2031, caso as políticas atuais sejam mantidas.

Os Estados Unidos continuam tendo uma vantagem que poucos países possuem: emitem a principal moeda de reserva do planeta e seus títulos permanecem entre os ativos mais procurados do sistema financeiro internacional. Isso reduz significativamente o risco de uma crise imediata.

Mas não elimina o problema.

Com US$ 40 trilhões em dívida, déficits anuais próximos de US$ 2 trilhões e juros consumindo uma parcela cada vez maior do orçamento, o governo americano precisa tomar dinheiro emprestado não apenas para financiar suas políticas, mas também para pagar o custo de dívidas contraídas anteriormente.

A combinação de déficits elevados com uma inflação pressionada pela guerra e pelas tarifas cria justamente o cenário mais difícil: a dívida cresce enquanto os juros necessários para financiá-la permanecem altos.

Tags: déficit públicoDívida PúblicaDonald Trumpeconomiaeconomia mundialEstados UnidosFEDERAL RESERVEguerra no IrãinflaçãojurosOriente MédiopetróleotarifasTesouro dos EUA
Redação

Redação

Central de jornalismo

MATÉRIAS RELACIONADAS

Canadá reage a Trump e aplica tarifas de até 50% sobre produtos dos Estados Unidos
Internacional

Canadá reage a Trump e aplica tarifas de até 50% sobre produtos dos Estados Unidos

Por Redação
26 de agosto de 2026 - 15:56
Internacional

Brasil e EUA retomam negociação sobre tarifas na próxima segunda-feira

Por Redação
25 de agosto de 2026 - 18:16

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • Como anunciar
  • Contato
  • Sobre
  • Expediente
  • Política Editorial
  • Política de Correções

© 2026 Badu Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
O Folha de Minas | (31) 3831-7884
Comercial: folhamg@ofolhademinas.com.br
Sugestão de Pauta / Outros assuntos: redacao@ofolhademinas.com.br

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Política
  • Internacional
  • Economia
  • Saúde
  • Cidades
  • Cultura e Entretenimento
  • Esportes
  • Turismo
  • Ciência e Tecnologia

© 2026 Badu Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
O Folha de Minas | (31) 3831-7884
Comercial: folhamg@ofolhademinas.com.br
Sugestão de Pauta / Outros assuntos: redacao@ofolhademinas.com.br