A noite de terça-feira (19) foi de tensão, pressão e atmosfera de mata-mata para o Cruzeiro na Libertadores. Dentro de uma Bombonera lotada e pulsando desde o primeiro minuto, a equipe mineira suportou o peso do estádio, reagiu após sair atrás e buscou um empate por 1 a 1 diante do Boca Juniors que manteve viva a disputa por vaga nas oitavas de final.
O resultado não resolveu a situação do grupo, mas deixou a Raposa em posição mais confortável para a rodada decisiva. Com oito pontos, o Cruzeiro depende apenas de si contra o Barcelona de Guayaquil para avançar.
Mais do que o ponto conquistado fora de casa, o time de Artur Jorge saiu da Argentina com a sensação de ter sobrevivido a um cenário que costuma engolir adversários.
Boca domina o início e transforma Bombonera em pressão constante
O primeiro tempo foi praticamente um retrato clássico das noites de Libertadores em Buenos Aires. O Boca pressionou desde o início, empurrou o Cruzeiro para trás e transformou a Bombonera em um ambiente sufocante.
Foram seis finalizações argentinas nos primeiros 20 minutos.
O gol de Merentiel incendiou ainda mais o estádio e parecia encaminhar uma noite longa para os mineiros. A equipe brasileira tinha dificuldades na saída de bola, errava passes e pouco conseguia produzir ofensivamente.
O Boca aproveitava o embalo da torcida, aumentava a pressão sobre a arbitragem e controlava emocionalmente o jogo.
O placar só não foi ampliado graças ao goleiro Otávio, que fez defesas importantes em finalizações de Aranda e Giménez.
Defesa vira arma e Cruzeiro encontra reação improvável
Na volta do intervalo, o cenário começou a mudar. Artur Jorge pediu mais posse de bola e organização, mas o empate acabou surgindo justamente a partir da força defensiva da equipe.
Kaiki arrancou pela esquerda, lançou para Fagner e o lateral apareceu como elemento surpresa para finalizar sem chances para Brey.
Foi o primeiro gol de Fagner em cinco anos.
O empate silenciou momentaneamente a Bombonera e mudou completamente o clima da partida.
Expulsão transforma reta final em drama
Quando o Cruzeiro começava a equilibrar o confronto, Gerson foi expulso e recolocou pressão sobre a equipe brasileira.
A partir dali, o jogo virou resistência.
Otávio voltou a aparecer com grandes defesas, enquanto o Boca insistia em bolas aéreas e triangulações próximas da área.
O time argentino ainda teve um gol anulado e reclamou de um possível pênalti nos acréscimos, aumentando a tensão nos minutos finais.
Mesmo acuado, o Cruzeiro ainda desperdiçou uma chance clara para vencer, quando Villarreal saiu cara a cara com Brey e parou no goleiro argentino.
No fim, o empate acabou comemorado pelos mineiros diante do peso do contexto da partida.
Mirassol faz história e garante vaga inédita
Enquanto o Cruzeiro sobreviveu na Bombonera, o Mirassol viveu uma noite histórica na Libertadores.
Em sua primeira participação no torneio continental, o clube paulista derrotou o Always Ready por 2 a 1, em Assunção, e garantiu classificação antecipada para as oitavas de final.
O Leão chegou aos 12 pontos e assegurou a liderança do Grupo G.
Shaylon abriu o placar ainda no primeiro tempo após erro da defesa boliviana. Maraude empatou na etapa final, mas Nathan Fogaça garantiu a vitória histórica dos brasileiros.
A classificação consolida uma das campanhas mais surpreendentes desta edição da Libertadores.
🟡🟢 Noite histórica para o @mirassolfc!
— CONMEBOL Libertadores (@LibertadoresBR) May 20, 2026
🐯 Em Assunção, venceu o @ClubAlwaysReady por 2-1 e garantiu vaga inédita nas Oitavas de Final pic.twitter.com/c4IBC1sup3
Fluminense vence, mas segue pressionado
Já o Fluminense derrotou o Bolívar por 2 a 1 no Maracanã, mas continua em situação delicada no Grupo C.
Lucho Acosta abriu o placar para os cariocas logo no início da partida. O Bolívar empatou com Melgar, antes de John Kennedy marcar o gol da vitória tricolor na etapa final.
Mesmo com o triunfo, o Fluminense ainda depende de combinação de resultados na última rodada para tentar avançar às oitavas.






