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Home Notícias Brasil

Corregedor do TSE derruba decisão de Nunes Marques e restabelece canal pró-Lula

Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva considerou insuficientes as provas para suspensão do canal com mais de 3 milhões de seguidores e encaminhou o caso ao plenário

Por Redação
12 de outubro de 2026 - 10:58
em Brasil
Vorcaro teria bancado mansão de R$ 1,45 milhão para Nunes Marques no Carnaval do Rio

Foto: Rosinei Coutinho/STF

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O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou neste domingo (11) a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que havia determinado a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. O espaço, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), reúne mais de 3 milhões de seguidores e é utilizado na mobilização de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A suspensão havia sido determinada por Nunes Marques na manhã de domingo, atendendo a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). O ministro alegou que o canal estaria distribuindo conteúdos falsos e já considerados irregulares pela Justiça Eleitoral. A ordem impedia novas publicações e a entrada de seguidores até a homologação do resultado do segundo turno.

Horas depois, Cueva restabeleceu o funcionamento do canal, permitindo a retomada das publicações e o ingresso de novos participantes. O corregedor considerou que as provas apresentadas não eram suficientes para justificar uma medida tão abrangente e encaminhou a controvérsia ao plenário do TSE, com pedido de urgência.

A decisão também determinou que Janones não volte a divulgar conteúdos cuja irregularidade já tenha sido reconhecida pela Justiça Eleitoral.

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Caso já estava sob análise do corregedor

A decisão de Nunes Marques ocorreu quando o próprio Cueva já analisava uma ação apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro contra Janones, Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

No sábado (10), o corregedor havia solicitado informações complementares antes de decidir sobre a suspensão do canal. Entre as exigências, pediu que a campanha esclarecesse se havia apresentado pedidos semelhantes em outros processos e identificasse as irregularidades atribuídas às publicações questionadas.

Mesmo com o caso em análise na Corregedoria, outro procedimento envolvendo o canal foi encaminhado à Presidência do TSE. Nunes Marques determinou sua suspensão na manhã seguinte, antes da conclusão da análise conduzida por Cueva.

Em sua decisão, o corregedor afirmou que os elementos disponíveis não justificavam a interrupção integral das atividades do canal e determinou seu restabelecimento provisório até o julgamento pelo plenário.

A campanha de Lula classificou a ordem inicial como censura e acusou Nunes Marques de parcialidade. Já a campanha de Flávio Bolsonaro criticou a decisão de Cueva, afirmando que a liberação do canal representaria complacência com a divulgação de notícias falsas.

Nesta segunda-feira (12), uma nova determinação de Nunes Marques veio a público. O presidente do TSE solicitou à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do tribunal uma análise do conteúdo divulgado no “Exército do Lula”, incluindo sua possível circulação em outras plataformas e eventuais riscos ao processo eleitoral.

O canal permanece autorizado a funcionar enquanto aguarda a decisão do plenário do TSE.

Tags: André Janoneseleições 2026Exército do LulaFlávio BolsonaroJustiça EleitoralKassio Nunes MarquesLulaRicardo Villas Bôas Cuevasegundo turnoTSEWhatsApp
Redação

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