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Home Colunas

Beija-flor exalta Laíla

Por Lenin Novaes
27 de janeiro de 2025 - 08:54
em Colunas

Neguinho da Beija-flor, após 50 anos na escola, faz o último desfile como cantor. Divulgação

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– Athaliba, a escola de samba Beija-flor de Nilópolis vai exaltar um dos seus expoentes no sambódromo. A direção da agremiação se gaba e propaga aos quatro ventos que “certamente os desfiles das escolas de samba não seriam o que se tornaram sem a visão e a sagacidade dele”. Laíla é o personagem em foco, cujo nome de registro é Luiz Fernando Ribeiro do Carmo. O título do enredo é exacerbado: Laíla de todos os santos, Laíla de todos os sambas. Ocê acha que o tema é pra escola sagrar-se campeã? É assim tão substancioso pra desfile de escola de samba?

– Marineth, há controvérsia quanto ao atributo do Laíla ser inovador de desfiles de escolas de samba. É uma forçação de barra desmedida. Ele nasceu e foi criado no Morro do Salgueiro, na Tijuca. Lá é berço da Acadêmicos do Salgueiro, cujo slogan é “nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente”. E aprendeu os fundamentos do samba. Mas, por postura invasiva, saiu do Salgueiro e se encaixou como uma luva na Beija-flor. Aí “juntou a fome com a vontade de comer”.

– Como assim, Athaliba? Ele não é o bambambã do samba como apregoa a Beija-flor?

– Marineth, no Salgueiro, ele foi diretor de Harmonia. Lembro-me do quanto era marrento e como “tocava” os componentes da agremiação, no desfile, como se conduz boiada, praticando as funções de “ponteiro”, “meieiro” e “culateiro”. Sem analogia, não se compara a Olivério Ferreira, o Xangô da Mangueira, naquele setor, dentro do desfile de escola de samba. Este sim é referência de qualidade inestimável. Ajudou a cunhar a identidade da Estação Primeira de Mangueira. Foi grande líder, ajustado ao talento e ao amor pelo samba, sem bravata, arrogância.

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– Athaliba, a direção da agremiação carnavalesca de Nilópolis, na Baixada Fluminense, não se furtou em expor o “gênio ácido” do Laíla. Lá não tem o negócio de que “herói não tem defeito”, como se verifica em alguns livros biográficos, principalmente de artistas. Até porque é público, notório, que ele tinha “pavio curto” e sempre estava envolto em confusão. A escola o define num pacote de adjetivos, como desbocado, debochado, teimoso, ranzinza, impulsivo, etcetera e tal.

– Marineth, um dos atritos inesquecíveis dele foi com o mestre de bateria Paulinho Botelho. Laíla, diretor de carnaval e de harmonia, e coordenador da comissão de carnaval da Beija-flor, “botou o p@u na mesa”. Exigiu: “Ele ou eu”. O saudoso amigo e jornalista Jarbas Domingos Vaz me contou que o presidente de honra da escola, Anísio Abraão David, com quem tinha contato, teve que interferir. A briga quase chegou às vias de fato. E Paulinho tomou o caminho da roça.

– Athaliba, na sinopse do enredo entregue aos compositores para basear o samba-enredo, Laíla é descrito como “comandante do exército quilombola da Pequena África situada na Baixada Fluminense”. Ele morreu de COVID em 18/6 de 2021. Como o ex-presidente da Beija-flor e então prefeito de Nilópolis, Farid Abraão David, em 11/12 de 2020. No sepultamento do diretor geral da escola, o mestre de bateria Paulinho disse: “As pessoas pensavam que éramos desafetos; nós tivemos um atrito, mas fizemos as pazes; é meu amigo eterno”.

– Marineth, vamos encerrar a fase “poço de atrito” do Laíla. São tantos e não sobressairá no desfile. Tem ideia de como poderá ser contextualizada a trajetória dele para o desfile?

– Athaliba, o barracão (atelier) da escola na Cidade do Samba tem o nome Laíla. Simbólica homenagem. Ele teve presença marcante em 13 títulos da agremiação. Nesse contexto, portanto, o carnavalesco João Vitor Araújo deve explorar todos os aspectos no que concerne à atuação do diretor-geral da escola. Principalmente através da pesquisa feita por Bianca Behrends, Guilherme Niegro e Vivian Pereira. Laíla adentrou em várias escolas de samba, pelo longo caminho.

– É claro, Marineth, que Laíla teve méritos naqueles títulos de campeã da agremiação azul e branco. Não se pode ignorar o estrategista que levou a escola às vitórias: Joãosinho Trinta. Depois do fiasco de 1975, no qual a Beija-flor ficou em 7º lugar, com O grande decênio (enredo chapa-branca que exaltou a ditadura civil-militar, com apologia ao período do “milagre brasileiro”), do professor e jornalista Manuel Antônio Barroso, foi o Joãosinho que deu a identidade à escola.

– Tem razão, Athaliba. Bem, o cantor Neguinho da Beija-flor anunciou que deixará a escola, após o desfile. Será a última vez que no sambódromo entoará o grito de guerra: “Olha a Beija-flor aí, gente!”. E, assim, os autores do samba-enredo Romulo Massacesi, Junior Trindade, Serginho Aguiar Centeno, Gladiador, Ailson Picanço e Felipe Sena terão o fato histórico no currículo.

– Marineth, o cantor completou 50 anos na escola, à qual ingressou na ala de compositores em 11/6 de 1975. Não duvido de que ele ainda será enredo na Beija-flor. Quem viver verá!!!

Tags: ColunaLenin NovaesNeguinho da Beija-Flor
Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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