A bancada feminina na Câmara dos Deputados será ampliada a partir de 2027. As eleições deste ano levaram 109 mulheres à Casa, contra 91 eleitas em 2022, crescimento de 19,8% entre os dois pleitos.
Com o resultado, as mulheres passarão a ocupar 21,2% das 513 cadeiras da Câmara. Foram eleitos 404 homens, que representarão 78,8% da nova composição.
A Câmara contabiliza atualmente 90 deputadas em exercício. Por esse critério, a passagem das atuais 90 para as 109 que tomarão posse representa crescimento de 21,1%, com 19 cadeiras adicionais.
Das 109 mulheres eleitas em outubro, 59 conquistaram a reeleição, o equivalente a 54% da nova bancada feminina.
PT e PL concentram maior número de eleitas
Considerados os partidos individualmente, o PT elegeu 25 deputadas federais, enquanto o PL conquistou 22 cadeiras com mulheres. PSOL e União Brasil aparecem em seguida, com oito eleitas cada.
PCdoB e Podemos elegeram sete mulheres cada; o Progressistas (PP), seis; MDB, PSB, PSD e Republicanos, cinco cada. O Novo elegeu duas deputadas.
PV também conquistou duas cadeiras com mulheres, enquanto PRD e PSDB elegeram uma cada. A soma chega às 109 deputadas da próxima legislatura.
Consideradas as federações, PT, PCdoB e PV, que integram a Federação Brasil da Esperança, somam 34 mulheres eleitas, correspondentes a 31,2% de toda a bancada feminina. A Federação PSOL-Rede terá oito.
São Paulo elegeu 16 deputadas federais. Minas Gerais terá 11 mulheres na Câmara e o Rio de Janeiro, dez. Bahia, Pernambuco e Santa Catarina elegeram seis cada.
A nova bancada feminina assume os mandatos em 1º de fevereiro de 2027.


