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Home Colunas

Arapongas do SNI no futebol

Por Lenin Novaes
1 de abril de 2021 - 10:10
em Colunas

O goleiro uruguaio Marzukiewicz, que jogou com Reinaldo, foi espionado pelo SNI como integrante dos Tupamaros, grupo guerrilheiro que combateu o regime militar no Uruguai. (Reprodução). 

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– Athaliba, ocê gosta de futebol? Gosta de pelada? Torce prá que clube? Euzinha não sou fã. Admito, sempre apreciei o porte físico dos jogadores. A revelação do dossiê sobre o Reinaldo, do Atlético Mineiro, marcado por arapongas do Serviço Nacional de Informação (SNI) na ditadura (1964-1985) me fez recordar das pernas do goleiro Leão. Sobretudo adornadas nas cuecas Dog, em outdoors espalhados nas cidades. Colírio para os olhos. Que beleeeeeeeeeeeeeeeeeeeeza!

– Menos, Marineth. Que história é essa do Reinaldo ter sido alvo dos arapongas do SNI?

– Athaliba, os espiões da ditadura “marcaram” o artilheiro Reinaldo em cima, depois que ele deu entrevista ao jornal Movimento, opinando sobre aspectos da conjuntura à época. O goleiro uruguaio Ladislao Marzukiewicz, que jogou com Reinaldo, também foi alvo dos arapongas, que o consideravam integrante do grupo guerrilheiro Tupamaros, liderado por José “Pepe” Mujica, no Uruguai. O MLN-7 – Movimento de Libertação Nacional -, com linha ideológica marxista-leninista, conhecido por Tupamaros, lutou contra o regime civil-militar (financiado por empresários, como no Brasil) no Uruguai, nas décadas de 1960 e 1970.

– Marineth, com raras exceções, os jogadores de futebol são zero à esquerda na política. O destaque na área é o jogador Afonsinho.- Afonso Celso Garcia Reis. Natural de Marília, cidade de São Paulo, nascido em 3/9 de 1947. É médico e jogou nos principais clubes do Rio de Janeiro: Botafogo, Vasco, Fluminense e Flamengo. Mereceu a música “Meio campo”, de Gilberto Gil – confira a homenagem no link: https://www.youtube.com/watch?v=O3TogiCPKDw. O documentário Passe livre, dirigido por Oswaldo Caldeira e lançado em 1974, é baseado na vida do atleta. Ele, proibido de jogar no Botafogo, em plena ditadura, por seus cabelos compridos e barba longa, foi o primeiro jogador “alforriado” no futebol do Brasil. Obteve passe livre, após batalha judicial.

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– Athaliba, não se pode esquecer o Sócrates. O paraense Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira (19/2 de 1954 a 3/12 de 2011), médico, craque do Corinthians. Implantou a democracia no clube e notabilizou-se pela militância política na luta pelas Diretas Já, na década de 1980, contra o regime militar.

– Marineth, o Pelé – Edson Arantes do Nascimento –, dos gramados à atuação política, não se destacou? Foi ministro dos Esportes no governo de Fernando Henrique Cardoso. Exonerado e cujo ministério foi extinto.

– Athaliba, existe muita controvérsia, polêmica, sobre o Pelé. O Romário, ex- vascaíno, ex-flamenguista, atualmente senador da República, disse em 2005, ao rebater críticas do ex-santista, que “o Pelé calado é um poeta. Como jogador, eu já falei e volto a falar, ele foi o maior de todos. Mas, ele devia colocar um sapato (chuteira?) na boca. Acho que isso seria o melhor prá ele”.

– Afinal, Marineth, qual é do Reinaldo, espionado pelos arapongas do SNI no futebol? Aqui, cabe registrar, sem depreciação à população do Município de Arapongas, no Paraná.

– Athaliba, o Reinaldo, carregou a marca de maior artilheiro do Campeonato Brasileiro por anos e celebrava os gols com o punho fechado da mão direita. Assim, como os Panteras Negras, nos Estados Unidos – grupo fundado por universitários negros que lutou por direitos civis e contra a violência policial, na década de 1960. Ele afirmou ao jornal Movimento que o povo brasileiro estava preparado para votar, em futuras eleições. Ao contrário do que dizia Pelé. “Eles (o regime militar) fizeram o povo se afastar da política, mas é claro que o povo tem maturidade prá votar. Está na hora de aproximar todo mundo das decisões políticas. O povo tem sua opinião e essa opinião deve ser respeitada. Em tudo o povo tem que ter participação”.

– Marineth, na luta contra o regime militar várias publicações alternativas se destacaram. E alguns jornais circularam clandestinamente, como Voz Operária, Política Operária, Libertação, O Guerrilheiro e o Bandeira Vermelha.

– Pois é, Athaliba. O Movimento, impresso de 1975 a 1981, teve 334 edições, contribuindo para a redemocratização do país ao denunciar os crimes do regime militar. E o Reinaldo dizia gostar de ler o jornal, na entrevista, no aptº dele, à época, na São Domingos do Prata com Padre Severino, no bairro São Pedro, em BH. Ele decolou à política, após se aposentar dos gramados. Elegeu-se deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e, depois, a vereador, pelo Partido Verde (PV). E parte da vida do ídolo do Atlético Mineiro é contada pelo filho dele, Philipe Van Raemdonck, no livro Punho cerrado – A história do rei. Rei, rei, rei, Reinaldo é nosso rei!

Tags: Atlético MineiroColunaditaduraFutebolLenin NovaesREINALDO
Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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