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Home Colunas

Amor à natureza, cinquentão!

Por Lenin Novaes
1 de setembro de 2025 - 08:20
em Colunas

Paulinho da Viola, admirado e respeitado, no universo artístico, como Príncipe do Samba. Foto: Léo Aversa. 

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“Relíquia do folclore nacional/jóia rara que apresento

Nesta paisagem em que me vejo/No centro da paixão e do tormento

Sem nenhuma ilusão/Neste cenário de tristeza

Relembro momentos de real bravura/Dos que lutaram com ardor

Em nome do amor à natureza”

– Os versos, Marineth, são da música “Amor à natureza”, que dá título voluntário ao LP do compositor, músico e cantor Paulinho da Viola, tendo como identificação oficial o nome do artista. O disco atinge a marca cinquentão, neste ano de 2025, tendo sido lançado no mercado em 1975. A música, no melhor estilo samba-enredo, tornou-se clássica devido a abissal preferência popular e, assim, é referência obrigatória no catálogo universal das melhores composições da MPB.

– Athaliba, ocê tem razão. O Paulo César Baptista de Faria, nome real do artista, a compôs como manifestação de protesto. No início ele declama o seguinte: “O Grêmio Recreativo Escola de Samba Cenário de Tristeza/Apresenta seu enredo para o Inverno e a Primavera de 1975: Amor à natureza”. E a finaliza afiançando que “Uma semente atirada/Num solo tão fértil não deve morrer/É sempre uma nova esperança/Que a gente alimenta de sobreviver”. Genial!

– Marineth, o repertório completo traz, no lado A, “E a vida continua”, da dupla Madeira e Zorba Devagar; “Argumento”, de Paulinho da Viola; “Vida” e “Nova alegria”, de Élton Medeiros e Paulinho da Viola; e “Amor à natureza” de Paulinho da Viola. No lado B, “Jaqueira da Portela”, de Zé Keti; “Mensagem de adeus”, “Chuva” e “Nada se perdeu”, de Paulinho da Viola, além de “Cavaco emprestado”, de Padeirinho; e “Deixa rolar”, de Sidney Miller.

– Athaliba, quais músicos participaram das gravações?

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– Marineth, a capa do disco tem arte do artista plástico Elifas Andreato. A direção musical é do excepcional e saudoso maestro Lindolfo Gomes Gaya (1921-1987). Ele regeu o memorável show de Chico Buarque e Maria Bethânia, em 1975, no Canecão, além de arranjos do célebre LP Clube da Esquina e de discos de Jorge Ben Jor, Marcos Valle, Clara Nunes e Elza Soares. Na relação de músicos está Marçal (cuíca e ritmo), César (o pai do Paulinho, no violão), entre outros.

– Athaliba, além de vocal, o Paulinho tocou violão e cavaquinho nas gravações, né?

– Sim, Marineth. Vale destacar também que uma das composições mais marcantes do LP é o samba “Argumento”. Recrimina o modus operandi musical do Uday Vellozo, cujo nome artístico é Benito di Paula. Quem me alertou da critica ao estilo do cantor e compositor, no exagero do piano nas gravações, inibindo instrumentos de percussão, foi o saudoso companheiro jornalista Ary Vasconcelos. Ele é considerado um dos mais competentes críticos musical.

– Conta isso, Athaliba.

– Marineth, curti o prazer da convivência com o Ary (1926-2003), como conselheiros da ABI – Associação Brasileira de Imprensa. Ele era, também, historiador e musicólogo. Logo ao assumir a função de assessor de imprensa da gravadora Copacabana busquei orientações com ele sobre manual de trabalho na área musical. Citei os artistas da gravadora e, aí, ele me falou do samba “Argumento”.

– Como é a letra do samba, Athaliba?

– Diz o seguinte, Marineth: “Tá legal/Tá legal/Eu aceito o argumento/Mas não me altere o samba tanto assim/Olha que a rapaziada está sentindo a falta/De um cavaco, de um pandeiro ou de um tamborim/Sem preconceito/Ou mania de passado/Sem querer ficar do lado/De quem não quer navegar/Faça como o velho marinheiro/Que durante o nevoeiro/Leva o barco devagar”.

– Athaliba, o Paulinho da Viola, podemos dizer, é um cara muito sortudo em beber da pura fonte musical brasileira, né? É filho do músico Benedito César Ramos de Faria, componente do conjunto Época de Ouro, junto com Jacob do Bandolim e Horondino José da Silva, o Dino Sete Cordas; entre outros. Nos ensaios do grupo na casa dele, em Botafogo, conheceu Pixinguinha, o Alfredo da Rocha Vianna Filho, compositor, maestro, flautista, arranjador e saxofonista.

– Pois é, Marineth. Paulinho é admirado no universo artístico como Príncipe do Samba. O estilo musical é refinado. É exímio instrumentista. Creio que sua formação é baseada no convívio com músicos que tocavam o gênero choro e sambas de diferentes épocas, na sua infância. Na discografia, em alta qualidade, destaco o LP Bebadosamba. Essa “bolacha” é viciada na vitrola!

Tags: ColunaLenin Novaes
Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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