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Home Notícias Brasil

Cármen Lúcia corrige advogado de Ramagem sobre voto impresso e auditável

​​​​​​​Ministra destacou que urnas eletrônicas são auditáveis desde 1996 e criticou confusão de termos usada pela defesa

Por Redação
2 de setembro de 2025 - 16:46
em Brasil

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABR. 

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Brasília – A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), rebateu nesta terça-feira (2) a fala do advogado Paulo Renato Cintra, que defende o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus do chamado núcleo 1 da tentativa de golpe de Estado.

Durante sua sustentação, Cintra utilizou as expressões “voto impresso” e “voto auditável” como sinônimos ao afirmar que Ramagem não participou da propagação de desinformação contra o sistema eleitoral. A ministra, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), corrigiu o advogado e destacou que as urnas eletrônicas são auditáveis desde 1996, quando começaram a ser usadas no Brasil.

“Vossa Senhoria usou, com muita frequência, como se fosse a mesma coisa, não é. O que foi dito o tempo todo é essa confusão para criar uma confusão na cabeça da brasileira e do brasileiro para colocar em xeque”, disse Cármen Lúcia.

Após a intervenção, Cintra esclareceu que utilizou os termos de forma intercambiável porque era assim que apareciam nas conversas em grupos de WhatsApp atribuídos a Bolsonaro e seus aliados, elementos que constam na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

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O advogado também argumentou que os episódios de monitoramento ilegal atribuídos a Ramagem ocorreram antes de sua posse na direção da Abin, em 2019. O julgamento do núcleo 1 segue com as sustentações orais das demais defesas.

Tags: Alexandre RamagemCármen Lúciagolpe de EstadoJair BolsonaroSTFTSEvoto auditávelvoto impresso
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