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Home Notícias Internacional

Autópsia na Indonésia aponta hemorragia como causa da morte de brasileira em vulcão

Juliana Marins sofreu lesões internas graves; translado será custeado pelo governo federal

Por Redação
27 de junho de 2025 - 09:43
em Internacional

Reprodução / Instragram - 

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Brasília – A turista brasileira Juliana Marins, de 33 anos, morreu por hemorragia interna após cair na cratera do vulcão Monte Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia. A causa foi confirmada nesta sexta-feira (27) por autoridades locais, com base nos resultados preliminares da autópsia feita por legistas do país.

Segundo o laudo, os ferimentos causados por trauma de impacto provocaram danos a órgãos internos e fraturas que levaram a uma hemorragia intensa, levando à morte em menos de 20 minutos após o início do sangramento. Morte por hipotermia foi descartada, pois os legistas não encontraram sinais de necrose nos dedos, indicativos clássicos dessa condição.

Juliana caiu na manhã de sábado (21), durante uma trilha na borda da cratera. As equipes de resgate demoraram quatro dias para alcançá-la, devido às condições climáticas adversas, à geografia acidentada do local e à complexidade da logística. O corpo foi resgatado apenas na quarta-feira (25), quando já estava sem vida.

Translado será pago pelo governo

O pai da vítima, Manoel Marins, que viajou até a Indonésia, segue em Lombok aguardando a emissão do atestado de óbito para iniciar os trâmites de repatriação do corpo.

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Nesta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um decreto no Diário Oficial da União autorizando que o governo federal arque com os custos do translado. A medida altera uma norma de 1966 que até então exigia que a família arcasse com os valores, salvo exceções diplomáticas.

“O governo federal prestará todo apoio necessário à família de Juliana Marins, inclusive o translado ao Brasil. Vou editar novo decreto para que o governo brasileiro assuma a responsabilidade de custear as despesas do translado para o Brasil da jovem Juliana, para que seus familiares e amigos possam se despedir dela com todo carinho e amor merecidos”, escreveu Lula em seu perfil oficial no Instagram na noite de quinta-feira (26).

A previsão é de que o resultado final da autópsia, incluindo exames toxicológicos, seja concluído dentro de duas semanas.

Trajeto e risco

O Monte Rinjani é o segundo vulcão mais alto da Indonésia, com 3.726 metros de altitude, e considerado de alto risco para trilhas, especialmente em períodos de instabilidade climática. Juliana, que realizava um mochilão sozinha pela Ásia, havia compartilhado registros da viagem em suas redes sociais, dias antes do acidente.

Em janeiro, segundo o pai, ela contou à família que pretendia fazer a viagem “enquanto era jovem” e recusou ajuda financeira, preferindo bancar todos os custos com seu próprio trabalho.

Tags: acidente em trilhaautópsiagoverno federalhemorragia internaIndonésiaJuliana MarinsLulaMonte Rinjanitransladoturista brasileira
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