O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) agradeceu nesta sexta-feira (31) à senadora Tereza Cristina (PP-MS) por ter aceitado o convite para integrar sua chapa como candidata a vice-presidente. A composição, no entanto, não avançou após a decisão do Progressistas (PP) de permanecer neutro na disputa presidencial.
Durante entrevista em São Paulo, Flávio afirmou que recebeu com respeito a posição adotada pela direção nacional do partido, mas sinalizou que continuará tentando ampliar sua base de apoio até o encerramento do prazo para definição das chapas, em 5 de agosto.
“Fiquei muito honrado quando ela aceitou o convite para caminhar conosco na qualidade de candidata a vice-presidente e, por questões internas do Progressistas, vimos essa nota dizendo sobre a neutralidade do partido.”
O candidato também fez um agradecimento à legenda, onde iniciou sua trajetória política, ainda no antigo PPB.
“Até o dia 5 tudo pode acontecer. Independentemente de qualquer coisa, quero deixar o meu agradecimento também ao Progressistas. As conversas continuam em vários estados do Brasil.”
Negociações seguem abertas
Questionado se ainda pretende convencer Tereza Cristina ou reverter a decisão do partido, Flávio disse que respeita a posição do PP, mas não descartou novas tratativas.
“Essa nota deixou bem claro que o partido tinha decidido, por maioria, pela neutralidade. Óbvio que eu respeito, mas eu sou brasileiro, não desisto nunca. Vamos continuar nas conversas.”
Segundo o senador, caso a composição com o PP não seja retomada, o PL continuará dialogando com outras legendas, como União Brasil, Republicanos e Podemos, além de avaliar nomes da própria sigla para ocupar a vaga de vice.
Apesar de não integrar a chapa, Flávio afirmou que Tereza Cristina continuará participando da campanha.
“Falei com ela agora há pouco. Ela vai estar com a gente em Brasília e se engajando ainda mais na nossa campanha.”
Neutralidade representa revés
A decisão do Progressistas foi oficializada nesta sexta-feira pela Executiva Nacional do partido, encerrando, ao menos por enquanto, a possibilidade de Tereza Cristina compor a chapa presidencial do PL.
A neutralidade do PP representa um revés para a campanha de Flávio Bolsonaro, que buscava ampliar sua coalizão e atrair o apoio de um dos principais partidos do Centrão. A ex-ministra da Agricultura é considerada uma liderança influente junto ao agronegócio e poderia fortalecer a candidatura em um dos setores estratégicos do eleitorado.


