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Home Notícias Política

Cleitinho empurra decisão para agosto e mantém sucessão em Minas sob suspense

Líder nas pesquisas para o Palácio Tiradentes, senador volta a adiar definição sobre candidatura e diz que só anunciará decisão após as convenções partidárias

Por Redação
8 de julho de 2026 - 16:06
em Política
Cleitinho empurra decisão para agosto e mantém sucessão em Minas sob suspense

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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A sucessão ao Governo de Minas Gerais continua girando em torno de um único nome. Pela quinta vez neste ano, o senador Cleitinho Azevedo adiou a decisão sobre disputar ou não o Palácio Tiradentes nas eleições de outubro, prolongando a indefinição que tem travado parte das articulações da direita no estado.

Durante pronunciamento no plenário do Senado, na terça-feira (7), o parlamentar afirmou que só pretende anunciar sua posição após o encerramento das convenções partidárias, previsto para agosto. O novo prazo frustrou aliados que esperavam uma definição ainda neste mês, depois que o próprio senador havia sinalizado que tomaria a decisão após a Copa do Mundo.

Em tom descontraído, mas sem esconder o cálculo político, Cleitinho afirmou que não pretende tomar uma decisão precipitada.

“Vou decidir no momento certo. Não adianta ficar criando expectativa. Depois das convenções partidárias eu vou anunciar qual será a minha decisão.”

O senador também voltou a negar que tenha desistido da disputa pelo governo mineiro.

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“Eu não recuei. Eu só não vou fazer política do jeito que os outros querem. Quem vai definir isso sou eu, junto com Deus e com o povo.”

Um nome que movimenta todo o tabuleiro

A demora de Cleitinho extrapola o campo pessoal. Hoje, sua decisão é considerada uma das principais variáveis da eleição em Minas Gerais.

As pesquisas de intenção de voto divulgadas nos últimos meses colocam o senador na liderança dos cenários em que aparece como candidato ao governo estadual, o que faz dele o principal ativo eleitoral do campo conservador.

Enquanto o Republicanos evita pressioná-lo publicamente, outras legendas acompanham cada movimento do parlamentar. O PL, por exemplo, trabalha com a possibilidade de integrar uma eventual chapa encabeçada por Cleitinho, enquanto outras siglas aguardam a definição para decidir se lançam candidatura própria ou negociam alianças.

Nos bastidores, dirigentes admitem que a indefinição dificulta a montagem das chapas proporcionais, a escolha de candidatos ao Senado e até a definição dos palanques presidenciais em Minas Gerais.

Estratégia para reduzir desgaste

A sucessão de adiamentos também é interpretada como uma estratégia política.

Interlocutores do senador avaliam que antecipar a candidatura significaria abrir espaço para ataques dos adversários durante meses antes do início oficial da campanha. Mantendo-se apenas como senador, Cleitinho continua explorando a visibilidade do mandato enquanto preserva o discurso de que ainda não tomou uma decisão definitiva.

Outro fator considerado por aliados é que o parlamentar poderá conhecer, antes de bater o martelo, quais serão seus adversários e como ficará a composição das chapas no estado.

O cálculo é simples: se decidir disputar o governo, entra na corrida liderando as pesquisas. Se optar por permanecer no Senado, continua no mandato por mais quatro anos e evita o risco de uma derrota eleitoral.

Discurso reforça perfil antissistema

Embora tenha evitado confirmar a candidatura, Cleitinho aproveitou o pronunciamento para reforçar a imagem que o levou ao Senado em 2022: a de um político avesso às práticas tradicionais da política.

Em discurso anterior sobre a possibilidade de disputar o governo, o senador respondeu às críticas de que não teria perfil para administrar Minas Gerais.

“Eu não tenho perfil é para roubar. Eu não tenho perfil é para desviar dinheiro. Eu não tenho perfil é para fazer contrato superfaturado para beneficiar empresas, para beneficiar grupo político. O meu perfil é 100% para defender a população.”

Na mesma ocasião, acrescentou:

“Vocês sabem que eu não faço negócio! É por isso que causo arrepio!”

As declarações reforçam a estratégia adotada por Cleitinho desde a campanha ao Senado: apresentar-se como um político de linguagem direta, distante das negociações tradicionais e identificado com o eleitor insatisfeito com a classe política.

Agosto deve encerrar o suspense

Pela legislação eleitoral, as convenções partidárias são o momento em que os partidos oficializam seus candidatos e alianças.

Ao afirmar que só anunciará sua decisão após essa etapa, Cleitinho estica a corda por mais algumas semanas e mantém Minas Gerais em compasso de espera.

Até lá, o principal favorito nas pesquisas continua sendo também o maior ponto de interrogação da disputa pelo Palácio Tiradentes.

Tags: Cleitinho AzevedoDireitaeleições 2026governo de MinasMinas GeraisPalácio TiradentespolíticaRepublicanosSenado
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