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Home Notícias Cidades

Vazamentos na rede podem encarecer conta de água em Itabira

Desperdício na distribuição ameaça eficiência do sistema Rio Tanque e pode elevar custos do abastecimento

Por Redação
12 de março de 2026 - 07:50 - Última atualização: 16 de março de 2026 - 08:54
em Cidades
Vazamentos na rede podem encarecer conta de água em Itabira

Reprodução

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Mesmo com o maior investimento já realizado para reforçar o abastecimento de água em Itabira (MG), um problema antigo continua sem solução: os vazamentos na rede de distribuição. Se as perdas não forem enfrentadas, parte da água captada no futuro sistema do Rio Tanque — que exigirá alto custo de bombeamento e energia — poderá continuar sendo desperdiçada antes de chegar às torneiras, aumentando os custos operacionais e pressionando as tarifas pagas pela população.

A construção do sistema de captação de água do Rio Tanque prevê cerca de R$ 1,17 bilhão em investimentos, financiados pela Vale. O projeto inclui uma estrutura capaz de transportar água por aproximadamente 25 quilômetros até Itabira e produzir até 600 litros por segundo de água tratada.

A obra ganhou força após a crise hídrica que atingiu a cidade em 2024 e deverá ampliar de forma significativa a disponibilidade de água para a população. No entanto, ampliar a oferta não resolve, por si só, um problema estrutural que permanece praticamente intocado: o desperdício provocado por vazamentos na rede de distribuição.

Se essas perdas continuarem ocorrendo, parte da água captada a um custo elevado continuará se perdendo antes de chegar às residências — cenário que tende a refletir diretamente nas contas de água dos consumidores.

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Vazamentos transformam água tratada em desperdício

Grande parte da rede de abastecimento de Itabira foi implantada há várias décadas, sobretudo durante a expansão urbana associada à mineração entre os anos 1970 e 1990. Em muitos trechos, as tubulações já operam próximas do limite de vida útil.

Esse tipo de infraestrutura envelhecida favorece rompimentos e infiltrações, provocando as chamadas perdas físicas no sistema. Na prática, significa que água já captada e tratada se perde ao longo do caminho até o consumidor.

Quando esse desperdício ocorre em larga escala, o sistema precisa produzir volumes maiores de água para atender a mesma demanda da população.

Esse aumento de produção gera efeitos diretos no custo operacional, pois exige:

  • maior captação de água
  • aumento no consumo de energia elétrica
  • mais manutenção de equipamentos

Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento indicam que cerca de 40% da água tratada se perde nos sistemas de distribuição antes de chegar às residências.

Sistema Rio Tanque terá operação mais cara

No caso de Itabira, a nova captação no Rio Tanque traz um fator adicional: o custo operacional.

A água captada no rio está localizada em uma região com altitude inferior à cidade. Por isso, o sistema precisará utilizar três estações elevatórias de bombeamento para transportar a água até o ponto de tratamento.

Esse processo exige mão de obra especializada, alto consumo de energia elétrica e manutenção permanente de bombas e equipamentos.

Na prática, cada litro de água perdido em vazamentos representará também energia e recursos públicos gastos sem retorno para o sistema.

Embora a construção da estrutura esteja sendo totalmente financiada pela Vale, a operação ficará sob responsabilidade do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Itabira (SAAE).

Se o desperdício continuar elevado, os custos operacionais tendem a aumentar — e esse aumento, inevitavelmente, acaba refletindo nas tarifas pagas pela população.

Vazamentos são frequentes na cidade

Relatos de vazamentos são comuns em diferentes bairros de Itabira. Não são raras as situações em que água tratada escorre pelas ruas durante horas ou até dias.

Nesta quarta-feira (11), moradores do bairro Vila São Geraldo denunciaram mais um caso. Em publicação nas redes sociais, o jornal Diário de Itabira relatou a situação enfrentada por moradores da rua Jatobá.

Segundo a postagem, o vazamento persiste há vários dias sem solução por parte do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Itabira (SAAE). O problema teria sido comunicado diversas vezes ao órgão responsável, mas nenhuma equipe compareceu ao local para realizar o reparo.

Além do desperdício de água, moradores afirmam que a situação também traz riscos para quem circula pela via.

“Além do desperdício de água, o local ficou escorregadio e perigoso. Inclusive, uma pessoa escorregou ali e machucou a perna”, relatou uma moradora ao Diário.

A insatisfação aumenta quando bairros enfrentam interrupções no abastecimento enquanto água tratada continua sendo perdida em diversos pontos da rede.

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por Diário de Itabira (@diariodeitabira)

Obras invisíveis costumam ser deixadas de lado

A manutenção de redes de água e esgoto costuma receber menos atenção dos governos municipais por um motivo simples: são obras que ficam enterradas e praticamente invisíveis para a população.

Diferentemente de intervenções como recapeamento de ruas, construção de praças ou reformas urbanas, a substituição de tubulações não produz impacto visual imediato.

Por isso, esse tipo de investimento frequentemente acaba sendo deixado de lado, mesmo sendo essencial para o funcionamento dos serviços básicos.

Em muitos municípios brasileiros, a prioridade política acaba recaindo sobre intervenções mais visíveis e facilmente percebidas pelos eleitores.

Crise hídrica não resultou em revisão da rede

Em Itabira, a crise hídrica enfrentada em 2024 expôs a fragilidade do sistema de abastecimento. Ainda assim, não houve até o momento um programa amplo de revisão da rede hidráulica voltado à redução de perdas.

Enquanto isso, diversas obras urbanas visíveis foram executadas no mesmo período, como recapeamento de ruas e reformas de praças públicas.

Embora essas intervenções tenham importância para a infraestrutura urbana, o abastecimento de água atende necessidades básicas da população e não pode ficar em segundo plano.

Reduzir perdas será decisivo para o futuro do sistema

A chegada da água do Rio Tanque deverá ampliar a segurança hídrica de Itabira nas próximas décadas. Porém, especialistas alertam que a eficiência do sistema dependerá diretamente da capacidade do município de reduzir as perdas na rede de distribuição.

Se a infraestrutura continuar operando com vazamentos frequentes, a cidade poderá enfrentar um cenário paradoxal: captar mais água, gastar mais energia e ainda assim continuar desperdiçando parte do recurso antes de chegar às torneiras.

Além do impacto ambiental, esse modelo tende a elevar os custos do sistema — um efeito que, mais cedo ou mais tarde, poderá aparecer na conta de água dos consumidores.

Tags: abastecimento de águaItabiraRio TanqueSAAE Itabirasaneamentovazamentos
Redação

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