Um terremoto de magnitude 7 atingiu o Tibete, no sudoeste da China, deixando pelo menos 16 mortos e 76 feridos, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades nesta sexta-feira (23).
O tremor ocorreu às 22h33 de quinta-feira (22), no horário local, no condado de Baqen, pertencente à cidade de Nagqu, em uma região montanhosa e de baixa densidade populacional.
O Centro de Redes Sísmicas da China calculou o terremoto a uma profundidade de 10 quilômetros. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) também apontou magnitude 7, mas estimou profundidade de aproximadamente 18 quilômetros.
As equipes de emergência continuam percorrendo vilarejos e comunidades próximas ao epicentro em busca de vítimas e avaliando imóveis danificados.
Mais de 12.400 moradores já foram retirados para locais seguros, de acordo com as autoridades tibetanas.
Centenas de casas atingidas
Os primeiros levantamentos apontam danos em pelo menos 339 residências, além de instalações utilizadas para criação de animais.
Parte dos imóveis desabou e outros apresentaram rachaduras ou inclinação após o terremoto. Autoridades alertam que estruturas comprometidas podem cair durante novas réplicas.
O terremoto também provocou interrupções temporárias de energia elétrica e comunicações em algumas localidades.
Quedas de pedras atingiram a Rodovia Nacional 317, uma das principais ligações da região. Trechos chegaram a ser fechados para veículos comuns para priorizar a passagem das equipes de emergência.
Serviços ferroviários na região também foram temporariamente interrompidos para inspeção das linhas.
Mais de 400 réplicas
O Centro de Redes Sísmicas da China registrou 413 réplicas após o abalo principal, segundo o balanço divulgado nesta sexta-feira.
Algumas construções que resistiram ao primeiro tremor continuam sob risco diante da sequência de abalos secundários.
O USGS registrou pelo menos sete réplicas mais fortes, com magnitudes entre 4,3 e 5,2.
O terremoto foi o mais forte registrado na China desde janeiro de 2024.
Frio dificulta operações
A área atingida está em uma das regiões habitadas de maior altitude do planeta.
O epicentro fica em uma área com altitude média próxima de 4.800 metros, condição que dificulta a chegada das equipes e aumenta a preocupação com a exposição das famílias ao frio.
Há previsão de neve intermitente nos próximos dias.
As autoridades enviaram milhares de barracas, camas dobráveis, cobertores, roupas de inverno e estruturas pré-fabricadas para abrigar os moradores que deixaram suas casas.
O governo chinês elevou de nível 4 para nível 3 a resposta nacional de emergência para terremotos e enviou uma equipe do governo central para a região.
Centenas de bombeiros, policiais, militares e equipes de resgate foram deslocados para as comunidades próximas ao epicentro.
O presidente chinês, Xi Jinping, determinou prioridade para a busca por desaparecidos, atendimento aos feridos e instalação de abrigos para a população afetada.
As autoridades alertam que o número de vítimas ainda pode mudar à medida que as equipes conseguem acessar comunidades mais isoladas.

