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Home Saúde

SUS passa a oferecer novo teste para rastreamento do câncer colorretal

Exame detecta sangue oculto nas fezes e será destinado a homens e mulheres de 50 a 75 anos sem sintomas; procedimento poderá ampliar prevenção e diagnóstico precoce

Por Redação
10 de agosto de 2026 - 11:19
em Saúde
Saúde cria comitê para negociar preços e ampliar acesso a medicamentos de alto custo no SUS

Foto: Fernando Frazão / ABR

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O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a contar, a partir desta segunda-feira (10), com o teste imunoquímico fecal (FIT) entre os procedimentos disponíveis para o rastreamento do câncer colorretal. O exame permite identificar pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes e será utilizado na tentativa de detectar precocemente alterações que podem estar relacionadas à doença.

A incorporação foi oficializada por portaria publicada no Diário Oficial da União. Pelas regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde, o exame será destinado ao rastreamento de homens e mulheres assintomáticos, com idade entre 50 e 75 anos, devendo ser realizado a cada dois anos.

A medida pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à identificação precoce do câncer colorretal.

O Ministério da Saúde ressalta, entretanto, que o FIT não será utilizado para investigação diagnóstica de pacientes que já apresentam sintomas ou possuem suspeita clínica de câncer. Nesses casos, a avaliação médica deve definir os exames adequados para cada situação.

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Como funciona o novo teste

O FIT é um exame capaz de detectar quantidades muito pequenas de sangue presentes nas fezes que não podem ser percebidas a olho nu.

A presença desse sangue pode estar relacionada a pólipos, lesões pré-cancerígenas, câncer ou outras alterações do sistema digestivo.

Diferentemente de métodos mais antigos utilizados para pesquisar sangue oculto nas fezes, o FIT emprega anticorpos específicos para detectar sangue humano. Segundo o Ministério da Saúde, o exame apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

O procedimento também é relativamente simples.

O paciente recebe um kit e realiza a coleta de uma amostra das fezes em casa. Posteriormente, o material é encaminhado para análise laboratorial.

Entre as vantagens apontadas pelo Ministério da Saúde estão a ausência de necessidade de preparo intestinal ou dieta restritiva antes da coleta, a possibilidade de realização com apenas uma amostra e o caráter menos invasivo do procedimento.

Essas características também podem facilitar a adesão da população ao rastreamento periódico.

Resultado positivo não significa diagnóstico de câncer

Um ponto importante é que a presença de sangue oculto identificada pelo FIT não representa, por si só, um diagnóstico de câncer colorretal.

Caso o exame apresente resultado positivo, o paciente deverá ser encaminhado para investigação complementar.

A colonoscopia permanece como um dos principais exames para avaliação do intestino. O procedimento permite ao médico observar diretamente o cólon e o reto e também possibilita a retirada de pólipos durante sua realização.

A remoção dessas alterações pode impedir que algumas delas evoluam posteriormente para câncer.

O novo teste funciona, portanto, como uma ferramenta de rastreamento para selecionar pessoas que precisam passar por uma investigação mais detalhada.

Câncer colorretal está entre os mais frequentes no Brasil

A ampliação do rastreamento ocorre diante da elevada incidência da doença no país.

Excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer colorretal é atualmente o segundo tipo de câncer mais frequente entre os brasileiros.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deverá registrar cerca de 53,8 mil novos casos por ano durante o triênio 2026-2028.

O câncer colorretal se desenvolve no cólon ou no reto e parte dos casos pode surgir a partir de pólipos, alterações inicialmente benignas que podem sofrer transformações ao longo do tempo.

Por essa razão, o rastreamento de pessoas que ainda não apresentam sintomas é considerado uma estratégia importante para encontrar lesões em fases iniciais.

Quem poderá fazer o FIT pelo SUS

De acordo com as regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde, o novo rastreamento será direcionado a:

  • homens e mulheres;
  • pessoas entre 50 e 75 anos;
  • pacientes que não apresentam sintomas;
  • realização do teste a cada dois anos.

Pessoas que apresentem sintomas ou tenham suspeita clínica da doença não devem aguardar o rastreamento periódico. Nesses casos, é necessária avaliação pelos serviços de saúde para definição da investigação adequada.

A inclusão do FIT na tabela de procedimentos do SUS integra o novo protocolo de rastreamento do câncer colorretal anunciado pelo Ministério da Saúde e amplia a estratégia de diagnóstico precoce de uma das doenças oncológicas mais frequentes no país.

Tags: câncer colorretalcâncer de intestinocolonoscopiaIncaMinistério da Saúdeprevençãosangue oculto nas fezessaúdeSUSteste FIT
Redação

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