O Paris Saint-Germain escreveu mais um capítulo histórico neste sábado ao conquistar o bicampeonato da Liga dos Campeões da Europa. Em uma final dramática disputada na Puskás Arena, em Budapeste, o time francês empatou por 1 a 1 com o Arsenal no tempo normal e na prorrogação, antes de vencer por 4 a 3 na disputa por pênaltis e levantar novamente o principal troféu do futebol europeu.
A conquista consolida o PSG como a principal força do futebol europeu na atualidade. O clube se tornou o primeiro time francês a conquistar duas vezes a Champions League e repetiu um feito que apenas o Real Madrid havia alcançado na era moderna da competição: vencer o torneio em temporadas consecutivas.
Arsenal sai na frente e trava o PSG
A decisão começou da forma que poucos imaginavam. Logo aos cinco minutos, o Arsenal aproveitou uma falha defensiva envolvendo o zagueiro brasileiro Marquinhos. Após uma tentativa frustrada de corte, a bola sobrou para Kai Havertz, que invadiu a área e finalizou cruzado para abrir o placar para os ingleses.
O gol mudou completamente o panorama da partida.
Com a vantagem, o Arsenal recuou suas linhas e apostou em uma postura extremamente defensiva. O PSG assumiu o controle da posse de bola, ultrapassando os 70% durante boa parte da primeira etapa, mas encontrou enormes dificuldades para furar o bloqueio montado pelo técnico Mikel Arteta.
Apesar do domínio territorial dos franceses, o goleiro espanhol David Raya foi pouco exigido antes do intervalo.
Dembélé muda a história da final
O cenário começou a mudar na segunda etapa.
Mais agressivo e pressionando constantemente o campo ofensivo, o PSG encontrou o empate aos 65 minutos. Após pênalti cometido sobre Kvaratskhelia, Ousmane Dembélé cobrou com categoria e deixou tudo igual em Budapeste.
A partir daí, o jogo passou a ter apenas uma direção.
O time francês criou as melhores oportunidades, acertou a trave e viu Barcola desperdiçar duas chances claras de virar a partida ainda no tempo regulamentar. Do outro lado, o Arsenal praticamente abandonou o ataque e passou a sobreviver com sua organização defensiva.
Drama até os pênaltis
Na prorrogação, o desgaste físico tomou conta dos dois lados.
O PSG continuou tentando assumir o protagonismo, enquanto o Arsenal apostava em uma última bola parada ou contra-ataque para buscar um título inédito. As oportunidades foram escassas, e a decisão acabou sendo levada para os pênaltis.
Nas cobranças, o roteiro ganhou contornos dramáticos.
O meia Eberechi Eze desperdiçou uma das cobranças do Arsenal. O goleiro Raya ainda manteve os ingleses vivos ao defender a batida de Nuno Mendes, mas a decisão acabou recaindo sobre os brasileiros.
O zagueiro Lucas Beraldo converteu sua cobrança para o PSG. Na sequência, coube a Gabriel Magalhães a responsabilidade de manter o Arsenal vivo na disputa. O defensor, que havia sido um dos melhores jogadores da partida, isolou a cobrança e decretou o título francês.
Luis Enrique entra para a história
O bicampeonato também amplia a dimensão do trabalho de Luis Enrique.
O técnico espanhol conquistou sua terceira Champions League como treinador. A primeira havia sido com o Barcelona, na temporada 2014/15. Agora, soma dois títulos consecutivos pelo PSG e reforça sua posição entre os treinadores mais vencedores da história recente do futebol europeu.
Sob seu comando, o clube parisiense transformou anos de investimento em hegemonia continental.
Arsenal amplia jejum europeu
Para o Arsenal, a derrota aumenta uma das estatísticas mais dolorosas do futebol europeu.
O clube inglês segue sem conquistar a Liga dos Campeões e mantém o posto de equipe com mais partidas disputadas na competição sem jamais levantar o troféu. Agora já são 226 jogos na história do torneio sem um título europeu.
A equipe de Arteta chegou à final embalada pela conquista recente da Premier League, mas voltou a esbarrar no sonho continental que persegue o clube desde sua fundação.
PSG fecha temporada histórica
O título da Champions encerra uma temporada praticamente perfeita para o clube francês.
Além da Liga dos Campeões, o PSG conquistou o Campeonato Francês, a Supercopa da França, a Supercopa da Europa e a Copa Intercontinental, fechando a temporada com cinco títulos.
A conquista também garante o clube na próxima edição da Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2029, reforçando ainda mais o protagonismo internacional da equipe parisiense.






